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sexta-feira, 7 de novembro de 2014

As Páginas Avolumam-se - Amália: 8 meses


Tinha dentro de mim tantas certezas quanto incertezas. Incertezas pelo medo que arrepia a espinha ao perguntar: serei capaz? Sou. Somos. 
Passaram oito meses para todos, mas para nós passaram oito e nove = 17 meses. Um caminho que vai profundo nesta vida "a duas", nesta vida a três. Com dias bons, fantásticos, maravilhosos. Com dias menos fáceis também, ou nāo fosse este o caminho da felicidade. Caminho mais que feliz e recheado tal qual um bombom. Caixas e caixas de bombons... Quando primeiro sabemos, sozinhas, nós e a vida de frente - estou grávida! - a alma arrepanha-se como num esgar de uma gargalhada congelada, tempo parado e mundo quieto no sopro de uma respiraçāo, na incerteza do riso total, do medo ou do pânico. Um misto de tudo num só segundo. Num só frame de película. E nesse instante nada sabemos, nada de nada. 
Cada dia que se acrescenta ao anterior, ganha novas palavras no dicionário. 

 

Até hoje. As palavras acrescentam-se. As páginas avolumam-se. Os momentos vivem-se.   
Nāo sabíamos nada. Continuamos a saber pouco mas o suficiente para amar cada pedaço teu no gesto inquieto de todas as manhās. Seja tempo de Outono, Primavera, Inverno ou Verāo. Cada amanhecer ganhou o brilho enorme de te ver entardecer. Hoje, amanhā… Todos os dias… Agora...
Todos os dias nāo quero morrer. Nunca. Só para te ver crescer.  




sábado, 22 de fevereiro de 2014

Grávida ou Sempre-Em-Pé




Dou por mim a gargalhar sozinha. Comecei muito bem a gravidez e aguentei um peso saudável durante 7 meses e meio. Cheia de orgulho lá andava eu de barriga empinada para todo o lado sabendo que o aumento de peso era mesmo apenas barriga. 
Eras apenas tu, meu amor. 
Hoje acordei a rir sozinha enquanto tentava calçar umas botas e mais parecia uma missāo impossível. 

Ao fim de várias tentativas e de me sentir um sempre-em-pé lá consegui a muito custo.  É que de repente no último mês aumentei 3 kilos. Sim, 3 Kilos. Ou seja, já conto com 10 Kilos a mais. Nāo ando como as pessoas normais e muito menos me levanto com elegância, pois antes tenho mesmo de rebolar para um dos lados e apoiar-me para me elevar como se precisasse de um guindaste. Nada disto altera o meu amor. Nada mesmo nada. Até porque tudo isto é mais que natural. Mas sinto a minha agilidade absolutamente fora de campo e esta limitaçāo felizmente é temporária. 
Por isso mesmo rio-me sozinha,.Quer dizer: contigo. 
Esta sensaçāo de lutador de sumo acaba por ter graça e trazer momentos de diversāo. Acima de tudo para o teu pai. No outro dia, nāo parávamos de rir porque eu me tinha sentado no chāo da sala junto à esquina da mesa de centro e encostei-me ao sofá. Vá-se lá saber porquê... achei que aquela era a posiçāo ideal para estar sentada. O problema foi quando me tentei levantar e nāo era possível. Isto é real: fiquei presa entre um sofá e uma mesa. O teu pai ria sem parar e a tirar fotografias e eu sem me conseguir mexer um milímetro. Sem a ajuda dele teria perdido certamente uma meia horinha a tentar delinear uma estratégia para me levantar. 
Valeu pelas gargalhadas. 
Está quase no fim e vamos acreditar que até tu chegares ainda me vou conseguindo movimentar mesmo que com alguns detalhes dignos de desenho animado.
A ideia, Amália, é que tu aumentes de peso e nāo eu, meu amor.  <3