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quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Nāo 'Tá... 'Tá Aqui!


O amor reflecte-se na mais pequena das coisas. 

É surpreendente quando damos por nós a rir tempo infinito com tāo simples gesto. 
Cucu… Onde está a bébé? Nāo 'tá… 'Tá aqui! 

Com uma simples fralda tem a capacidade de transformar a vida numa festa. 

Que sejamos capazes de todos juntos brincar e brindar nesta festa a maior parte da vida... Inteira, meu amor, a maior parte da vida que é como dizer… a tua vida inteira. <3  

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Hora Do Banho


Com dias ou meses choram desalmadamente na hora do banho. Aquele arrepio, aquele desconforto do desconhecido. O tempo passa, o problema vira outro… 

- Amália, temos de sair do banho!
- Na! Na! Na!
- Amália, meu amor, nāo se pode viver dentro de água. Anda lá!

E nisto, inicia-se todo um processo de adeus, tchau, buy buy. É precisamente nesta altura que eu penso todos os dias o mesmo: ela gosta mesmo de água. Ela gostava de viver dentro de água. 
Encharcada, divertida no seu chap chap com o pa, mais conhecido por pato, diz-me adeus várias vezes e de todas as formas e feitios, na esperança genuína de me ver pelas costas. Na esperança amorosa de simpaticamente me explicar: 
- Māe, nāo é preciso chegar aos 16, esta tarefa já seria muito melhor sem ti aqui…  

Claro que é precisamente na altura em que tenho de pegar nela ao colo para a tirar e embrulhar na toalha. Os próximos minutos sāo sofridos. Os dela e os meus. Ela chora horrores com a sentida separaçāo "infinita" destas 24 horas até ao próximo banho, e eu fico no sufoco do choro dela por ter de a contrariar. Claro.

Ouvi, li e vi birras… Se vi, se li, se sei, se as fiz… 
Quero agora tirar um mestrado para saber como lidar com elas. Sinto que estāo mesmo aí.
Socorro… Por agora é a hora do banho… E amanhā? Ou depois… 
Tenho de me preparar. 



segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Educar A Alimentar


A alimentaçāo dos miúdos pode ser um pesadelo. Nalguns casos porque pura e simplesmente eles nāo querem comer ou porque nāo sabemos como fazer os miúdos comer.  
Desde cedo, a pediatra da minha filha sempre me tirou um peso enorme de cima... Nāo vale comprar guerras, nāo vale a pena, sempre que ela nāo quiser comer nāo come. Assim foi, assim teve de ser. 
A vontade teve de partir dela. Foram algumas as vezes em que, ainda mais bebé, isso aconteceu. Para aprender a comer a sopa foi difícil, foi um pesadelo. Passou. 
Como? Nāo queria, nāo comia. Eu insistia. Errei por vezes e obriguei. Só tive sucesso quando mudei de atitude. Falei com a médica e percebi: tente apenas, nunca obrigue! Só assim resultou. 

Hoje, a maioria das vezes, ela come tudo. Quando digo tudo, é mesmo tudo. Como a fotografia prova, chega mesmo a olhar o prato a meio milímetro e a tentar perceber se dali nāo vai nascer um admirável mundo de massa, esparguete, arroz, carne ou peixe… Na realidade, qualquer coisa… nem que seja um boneco desenhado, um elefante ou uma princesa de laço.  
Muitas vezes remata ainda com um Ohhhhhhhhhhh na última colherada… Quem chega naquele momento, invariavelmente acredita que a miúda está com fome. É o ar dela incrédulo a avaliar o fundo do prato. Bem diferente é a expressāo de quem vê o prato, acabadinho de servir a chegar à mesa. 
É importante servir a quantidade certa. Qual a quantidade certa? Pois...
Na era das desordens alimentares pode ser difícil responder a essa pergunta. Se os miúdos nāo apresentam nenhum distúrbio alimentar nem qualquer problema de peso, a dose certa é exactamente o que eles querem comer. Os miúdos, como nós, nāo sāo máquinas. Uns dias temos mais apetite e noutros temos menos. Interferir na alimentaçāo ao ponto de obrigar um bebé ou uma criança a comer pode trazer consequências futuras. Sāo guerras eternas que se constroem e que marcam profundamente a relaçāo dos miúdos com a comida. Comer deve ser um prazer para além da necessidade. 

É nossa missāo enquanto pais, ensinar a comer. Educar a alimentar. Alimentar educando. Saber comer é ter com a comida uma relaçāo saudável. E é nessa ligaçāo que tantas vezes se encontram respostas a muitas perguntas. 
Sempre que a Amália faz o seu "Ohhhhhhhhhhh", a seguir ainda come fruta e fica bem. Nāo chora com fome. Nem chora para se encher até cair para o lado. Também sei que se lhe desse mais massa depois do "Ohhhh" ela comia. Claro. E é esse o papel fundamental dos pais: temos de aprender a perceber a diferença entre "gosto tanto disto que enquanto me deres eu nāo páro" e o verdadeiro "māe, ainda tenho fome." Por outras palavras… O que eles querem comer com vontade e gosto é diferente de alimentar barrigas insufladas como um balāo e habituar a comer até explodir. É também, em parte, matemática. Se uma barriga é tāo pequenita, nāo pode naturalmente encher com doses que duplicam o seu tamanho. Como em tudo, é no equilíbrio que está a dose certa. 
Difícil também é quando nāo gostam de comer. 
O mundo por descobrir torna uma "chatice" o simples acto de sentar e comer. Trazer para a hora da refeiçāo o prazer e o convívio pode fazer milagres. Nunca, mas nunca, obrigar a comer. Aprendi com quem sabe.
Até porque na verdade, nenhuma criança passa fome com um prato de comida na frente. 
Forçar nāo é soluçāo.  
Vale educar a alimentar e alimentar educando.

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Sobre A Segurança


As férias acabaram. Por graça repito que agora é que tenho de descansar. Passar férias passou a ser mais organizado e mais facilmente caótico. Temos sorte. A sorte da vida. Uma filha que nos enche a alma só de a ver dormir em paz ao final da tarde na sombra calma de um simples chapéu. Uma filha que nos rebenta o coraçāo naquele beijo inesperado sem aviso ou no abraço quente e forte que nenhum de nós implorou ou pediu. Temos sorte. 


Andei com a barriga às voltas. Andei…  
Nāo tenho escrito. O amor continua, nāo acabou, claro. Deixei de escrever porque mais que nunca decidi avaliar a segurança do que postava e escrevia. Desde que saiu a decisāo de um juíz sobre as publicações de fotos e informaçāo nas redes sociais sobre os filhos referente a um caso específico que em nada tem a ver connosco… No entanto, fez-me parar para pensar mais e a fundo. 
Achamos que fazemos tudo, o melhor, o mais possível pelos nossos filhos… Gelei… 
Decidi, e por isso escrevo: nāo voltarei a publicar fotografias da minha pequenina que a coloquem na mais ínfima hipótese em risco. 
Sempre tentei ser equilibrada nas minhas opções. Por norma vou sendo. Gelei quando procurei e encontrei mais informaçāo. O mundo nāo é feito apenas de amor e de almas perfeitas. O mundo pode tornar-se perigoso e, neste caso, nada jamais vale o "tentar para ver". Nāo se brinca com a segurança de um filho. Nāo se brinca com o que possa, mesmo que eventualmente, prejudicar a harmonia e paz de uma família. Hāo-de existir milhares de māes que continuarāo a publicar fotografias dos filhos. Respeito. Apenas decidi que nāo vale mesmo a pena. Vejo agora de frente o risco. E com este nāo se brinca. A segurança banal  e que sempre segui passava por coisas como: nāo dar informaçāo da localizaçāo, nāo colocar fotos dos filhos no banho ou nús, nāo fotografar com fardas da escola ou no bairro de residência, nāo postar fotografias que se possam tornar virais e/ou que se possam virar contra eles como motivo de ridicularizaçāo… Nāo fazer isto, nāo fazer aquilo… Uma lista que me parecia sensata e completa e que segui sempre à risca. Sobre locais só falava depois de já lá ter passado, por exemplo.  Tudo absolutamente controlado e sensato. Percebi… Nāo é suficiente. Nem é justo. 
Um filho está sob a nossa asa. Sob a nossa protecçāo… Mas "os filhos nāo sāo nossos". Sāo pessoas e também eles com os seus próprios direitos.  Enquanto māe, nāo tenho o direito de expôr um filho meu. Sim, postar fotografias é expôr um filho. É mostrá-lo globalmente sem sair de casa. É muitas vezes torná-lo alvo de interesse sem o próprio sequer ter sido consultado. É tornar possível que a sua fotografia corra mundo e vá parar a parte incerta e desconhecida. E esse simples clique em "publicar foto" pode dar origem a inúmeras utilizações erradas. Desde a fotografia ser aproveitada para publicidade indevidamente ou até em casos bem piores ser manipulada e incluída em sites com conteúdo duvidoso, ou mesmo ainda ir parar a perfis falsos como sendo filho/a de outros pais. 
Posto isto, decidi que nada mesmo nada, em momento algum, vale a publicaçāo da foto de um filho em que o mesmo seja identificável.  
Obrigada pelo vosso carinho e por toda a partilha que aqui tem ocorrido. Essa partilha pode continuar a existir. Será apenas diferente. De hoje em diante, diferente. 
Mas continuarei por aqui.
O mais importante sāo mesmo os nossos filhos. <3 



quarta-feira, 8 de julho de 2015

16 Meses e a Grande Novidade



As novidades parece que vāo abrandando, assim se sente no sabor da minha escrita. Nāo, nāo deixei de amar. Nunca, jamais, em tempo algum. A vida é que vai ganhando sabor e crescendo tanto quanto ela. Juntas. Juntos. O dia-a-dia também tem cada vez  mais encontrado o seu rumo e equilíbrio. O trabalho tem aumentado gradualmente e todos nós bem com tudo isso. Como se à vida ainda se acrescentasse mais luz e caminho. 

Hoje a Amália, o meu pequeno grande enorme amor, completou 16 meses. E depois de várias tentativas sem sucesso e até de eu ficar preocupada… Aqui vai a grande novidade: A pequenita deu os primeiros passos sozinha. Sem apoio, sozinha. Foi uma emoçāo enorme porque custou a acontecer. Andou muito tempo agarrada a tudo, ganhou medo, caiu um dia e aterrou de cara. Mas foi hoje à noite que me largou a māo como se a sacudisse e num impulso corajoso de gente grande, andou. Ria muito. Sabia da sua grande conquista. Sentia o seu enorme grande passo. De rosto iluminado, andou e ria, sorria. Assim fez e repetiu quase durante uma hora. Exausta queria continuar. Foi absolutamente uma festa. Máquinas em punho e assim vivemos o grande momento: entre cada nova caminhada uma explosāo de palmas, gargalhadas e euforia. 
Saiu-me um peso de cima… É que gravei na memória o número 17. A pediatra disse, perante a minha preocupaçāo, que até aos 17 meses era natural e nada preocupante que ela nāo andasse sozinha, apenas apoiada. Estava nessa contagem a ver os dias passar, numa ansiedade silenciosa como quem acredita que por enquanto está tudo bem… mas a ver o tempo passar. Aflita e habituada à rapidez em tudo da parte dela, assaltava-me o verdadeiro receio. Por isso foi uma festa. Uma enorme alegria. Faltou apenas lançar foguetes. Nāo tinha. Lancei com gargalhadas, lancei com emoçāo. Lancei, por dentro, mas lancei.

Saiam da frente que agora ela vai querer passar. <3 
E para as māes que, como eu, ficam a achar que já nāo é normal demorar tanto tempo a aprender a andar… Pelos vistos: é! Pode ser, sim. Vai chegar o dia de lançarem os vossos foguetes. 

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Os Dez Conselhos de Maternidade Mais Certos da História


Quando se tem um primeiro filho, a mudança é tāo profunda que o melhor conselho é mesmo nāo seguir conselho nenhum. 
Ainda assim… Fica aqui o top 10 das melhores ideias a reter e com as quais eu concordo 100%. Veja o video.

10 Ignore 90% of what you're told about. 

Sim, Ignore 90% do que lhe dizem.


9 Do what works for you. 

Faça o que resulta consigo. O que é bom para o seu filho pode ser o pior para outro bebé. E vice-versa.


8 Schedule 

Organize, adopte um método seu, uma rotina. Será melhor para si. Será melhor para todos. Acima de tudo para o bebé e para o vosso sono.


7 Take an hour for you. 

Reserve tempo para si. Sair de casa, espairecer é uma renovaçāo de forças que faz toda a diferença para carregar baterias.


6 Discover who they are. 

Perceba quem sāo os seus filhos. Cada bebé é único. Aprenda a conhecer quem tem nos braços. Cada dia, uma ou mais novidades. Observe, ouça, sinta, confie no seu instinto. Comece cedo a comunicar com ele/a.


5 Be prepared - room, strollers… 

Prepare a chegada do seu filho. Compre/recolha/organize o essencial para facilitar a sua/vossa vida. Prepare o quarto e tudo o que é essencial: roupa, carrinho e ovo. Antes de nascer é muito mais fácil tratar de tudo, sem dúvida. 


4 Keep some memories forever. 

Nāo dê tudo. Guarde as coisas com mais valor sentimental. Um dia vai querer que eles voltem a ser recém-nascidos e o tempo nāo volta. Guarde.


3 Be grateful for your kids. 

Agradeça, sinta gratidāo. A maternidade/paternidade é uma dádiva.


2 Don't be too hard on yourself. 

Nāo seja demasiado exigente consigo. Tudo o resto pode e vai esperar. Mais tarde arrepende-se do stress e de algumas pressões do início. 


1 Feel all the love. 

Nāo há como estar preparado. Só saberá depois de passar por isto. Vai ser o amor que nunca antes sentiu, o maior e melhor amor para sempre.


"Relax- you're gonna be great." 

terça-feira, 21 de abril de 2015

Olhares. E a Perfeiçāo.

Desenho de Beatriz Cabrita

Olhares que nāo se esquecem. Era esta a frase que guardei junto de uma fotografia que tirei em S. Tomé e que me marcou. Era o olhar profundo e único de uma miúda com que me cruzei, acabada de conhecer e a quem "roubei" uma fotografia trazendo-a comigo para sempre na mala. Mal sabia que anos depois um olhar tal e qual forte iria nascer e estar sempre ao meu lado. Em minha casa, a olhar para mim. E até a olhar por mim.

Há coisas que nāo se explicam. O olhar é uma inexplicável dessas maravilhosas coisas. Ontem, pela porta, entrava cá em casa ainda uma outra forma bonita de olhar.

Eu explico: hoje aos 20 anos, visita-me a minha pequenita prima. Pois… Até por ela já passaram 20 anos. Eu sei. Cresceu. Vai vivendo fora, crescendo no mundo e nos intervalos volta.  Foi a primeira bebé que eu vi crescer. Eu tinha 15 quando ela nasceu. Cresceu bela, fez-se linda. Nasceu como os comuns mortais e como todos tornou-se maior. A diferença: tornou-se A melhor também. Cada vez que penso em perfeiçāo lembro-me dela. É, aos meus olhos, a mulher que define a palavra perfeiçāo. Coraçāo sempre inteiro, cabeça no sítio, inteligência desde a menor à maior execuçāo. Uma jovem mulher de rosto seguro, beleza universal e inteligência transversal. Trazia na māo um presente. Ontem. E eu que sou tāo estupidamente esquisita com ofertas, fiquei logo de cara à banda. Na entrada ainda lá está o meu coraçāo. Derretido. Espalmado pelo chāo.  A minha pequenita prima, a enorme, bonita, perfeita, inteira Beatriz, ofereceu-me um retrato a carvāo da minha Amália e do seu olhar perfeito em linhas de brilho correcto e profundo. A própria Amália, olhava o retrato e espreitava por trás indignada à procura de desvendar o segredo de uma tal magia que nāo se compreendia. É por demais difícil captar a expressāo certa de um olhar na ponta de traços acrescentados passo a passo. Mas neste olhar, retrato desenhado, ninguém mais tem lugar marcado. A minha filha, ela e apenas ela, salta daquele rasgo de papel que ganha, como ela, vida. 
Em dias em que a arte despreza o realismo que em tempos idolatrou, ganha no mínimo um lugar de todo o destaque com o amor que trouxe e ficou. O amor à perfeiçāo constante, a tudo e em tudo na minha pequenita crescida e já adulta prima. O amor no olhar profundo da minha filha. O amor à dedicaçāo de todos os que se sentam e se entregam numa mesa, de papel e caneta na māo. O amor ao tempo que vai trazendo sempre, mais e melhor, de todos que amo. Este é daqueles presentes que se um dia, seja qual for a razāo, tiver de levar de casa em urgência poucos objectos… Este é certamente dos primeiros. 

Obrigada Beatriz, nāo só ganhei mais um olhar profundo em casa como recordei a beleza do carvāo simples a dar vida ao branco das folhas. 
Hoje dizias… nāo vou por aí nem nunca pensei ir por aí. Até nesse simples gesto se mostra a profunda subtileza da sua inteligência.  Pois nāo se falava de arte mas de coraçāo.
O meu ficou cheio, obrigada. És a mais perfeita perfeiçāo. 
    

terça-feira, 31 de março de 2015

Mercadito Da Carlota


Este fim-de-semana passou a correr sem tempo para respirar. Dias recheados e apenas no domingo tive tempo para dar um salto ao famosíssimo Mercadito da Carlota. 
Para quem, como eu, perde a cabeça com fofos, tapa fraldas e o universo dos mais pequenitos… aqui vāo as minhas escolhas das marcas que se destacaram para mim pelo bom gosto. Acabei por comprar pouca coisa mas precisamente porque havia muita escolha. Entre o escolhe nāo escolhe, vou ali ver e já venho, o Olá tudo bem? Por aqui? Nós também… Entre tudo isso chegou a hora de fechar.  
Fica a selecçāo das marcas que aos meus olhos se diferenciam pelo bom gosto e qualidade. 


Mariazinha Atelier 




















e por fim 


Haverá muitas mais, com certeza. 
Essas serāo as escolhas de uma próxima vez. 



quarta-feira, 25 de março de 2015

Prémio Liebster

Começo este post por agradecer ao blogue Vida Das Nossas Vidas  a nomeaçāo. Obrigada pelo Liebster Award.
Para quem nāo sabe o que é, fica a explicaçāo simples. O Liebster award é a nomeaçāo de um outro blogue. Para que serve? Para nomear blogues favoritos e aumentar a sua divulgaçāo. Uma ideia em pirâmide que leva tanto leitores como autores a encontrar novos pontos de leitura e de interesse. 
Fica o meu agradecimento e respondo ao desafio. 
Primeiro os 11 factos sobre mim que constam das regras, depois as respostas às perguntas do Vida Das Nossas Vidas:

1-  O Anita Mamā começou comigo grávida de 4 meses. Percebi que queria partilhar a experiência com outras māes e mais tarde quem sabe criar um projecto maior.  
2-  Admiro quem escreve todos os dias. 
3-  Viver fora é ganhar o mundo. Depois de se experimentar passa-se a querer viver constantemente em vários sítios mas também a amar voltar a casa. Nuns sonhos talvez experimente S. Tomé e Príncipe.  Noutros Nova York. Sou de contrastes. Londres foi maravilhoso mas nublado. 
4- Escrevo com o coraçāo e nāo com a literatura das palavras. 
5- O meu maior êxito? Nāo sei. Que esteja ainda para vir.
6- Os fracassos tento sempre vê-los com confiança e valor. Aprende-se muito com o que corre menos bem. 
7- Dos blogues favoritos: Casal mistério , Ma Petite Princesse e Home Styling
8- Gosto de partilhar estados de espírito. 
9- Viajar. Fotografar. Sempre. Muito. 
10- Um conselho… Dar apenas a quem pedir. 
11- O Anita Mamā… vai continuar, claro. Tem crescido com calma. A tendência é estruturar também profissionalmente o blogue. Mantendo o lado pessoal mas conciliando uma vertente profissional abrangente com a partilha de vídeos com ideias e sugestões. Desde roupa, decoraçāo, alimentaçāo e ilustraçāo. Num conceito de Do It Yourself.   

E as perguntas de quem me nomeou:

1. Como surgiu a ideia e o nome do blog?
Estava no fervilhar com a minha nova condiçāo e com a vontade imensa de partilhar. O nome veio por arrasto. Uma das minhas melhores amigas sempre me chamou Anita. É a única. Uns dias depois de lhe contar enviou-me  uma foto da capa do livro Anita Mamā da verbo infantil. É a nossa infância. O nosso imaginário. Ela nāo sabia ainda que eu estava a estruturar um blogue. Enviou pela graça da Anita dela (sou uma espécie de irmā mais nova dela) ir ser mamā. Nāo há coincidências. Ficou Anita Mamā. 

 2. O que significa para ti o teu blog? Que importância tem na tua vida?
Começou por ser uma partilha simples. Passou a ser muito mais. Estou com vários projetos associados ao blogue neste momento. 

3. Qual foi o livro que mais gostaste de ler até hoje? 
Vou responder a esta pergunta no contexto do blogue. Ou seja, virado para uma temática mais maternal. 
O Principezinho. É um livro fundamental. "És eternamente responsável por quem cativas" 

4. Qual foi, até hoje, a viagem da tua vida? 
Tenho viajado muito. Apesar de ter tido viagens muito marcantes como S. Tomé, Amazónia, Maldivas, Jamaica… Noutras encontrei também muito de mim… seja em Paris, Madrid, Roma, Berlim, Cannes… No entanto na memória ficará sempre o dia em que depois de vender tudo em Portugal entrei num aviāo rumo a Londres. Onde vivi 3 anos. Na altura vendi tudo e deixei tudo. Tinha uma vida muito estruturada cá. Fazia televisāo há mais de 10 anos e foi marcante ir embora. Será sempre. Existe o antes e o depois dessa mudança. Lembro-me de tremer no aeroporto como uma menina pequenina. Ia completamente sozinha. Foi ao mesmo tempo o mais fascinante e o mais assustador dos momentos. Cresci. 

5. O teu maior desejo para este ano?
Desejo continuar a crescer com a minha pequena Amália. Com este amor inteiro. 

Por fim, gostava de nomear:

Boas leituras, bons blogues, boas descobertas. <3 

segunda-feira, 23 de março de 2015

O Lado Melhor Da Vida



- Tá?! Tá?!
Todos os objectos passaram a poder ser um telefone. Estamos na fase da aprendizagem da linguagem. A imitaçāo. O som. O reproduzir o que ouve. Tentar. 
Começou a tentar. Um telefone toca, ou nem precisa, e de olhar fixo e concentrado olha-me. No seu tempo certo, no dela, no tempo que entende diz: Tá? Tá? Do lado de lá, ninguém responde… É a realidade do lado de lá de um comando de televisāo ou de uma outra peça qualquer no seu plástico isento de conteúdo electrónico. 
Já se percebe também o quanto a personalidade vai ganhando forma. O processo é demais. Nāo apenas por serem os nossos filhos, nāo só, mas porque é impressionante assistir à evoluçāo.  Passou um ano apenas. Sem ainda um domínio mínimo da fala, comunicamos tudo. Entendemos quase tudo. Das três palavras que diz, duas já podem ser suficientes para rebentarmos de amor: Papá, mamā.    
Papá que era Dada, passou rápido a ser papá. Depois do banho, num processo demorado para quem descobre o mundo - creme, fralda, roupa, pentear - o desespero fala mais alto. Muito farta de mim e das minhas ideias de higiene, grita pelo pai num choro tocante: papáá, pappááá. Vezes sem conta. Bem como já percebeu que assim a nossa rapidez devido a tal explosāo de amor se torna 100 vezes maior. No ovo, coisa que odeia, estica as māos mal vê a mínima hipótese de dali sair. Estes sāo exemplos simples entre mil. Aponta para tudo o que quer, para tudo o que lhe desperta interesse. Por vezes evitamos compreender o apontar constante para nāo tornar a comunicaçāo apenas gestual. Temos esta ideia de que há que incentivar a fala. 
Dos dentes… Nada. Apenas altos e baixos ao longo das gengivas inteiras.  Habitualmente aparecem à vez… Com ela nāo me parece. Vêm todos aí. Todos ao mesmo tempo. 
Em fase de experiências, coisas novas, fomos à praia. Nāo pela primeira vez mas fomos experimentar pela primeira vez a areia. Dizem que habitualmente estranham, nāo gostam. Pois nāo pareceu. Adorou. Adivinha-se um verāo alegre de construções de areia a tocar o céu. 
Foi bom. Tem sido bom. O lado melhor da vida. 






sábado, 7 de fevereiro de 2015

11 Meses



Há um ano uma barriga feita balão avançava-me gigante no espaço. Chegava sempre antes de eu entrar, a todo o lado. Chegava, chegava e depois lá chegava eu. Incrivelmente enorme e merecedora de toda a minha atenção. Abraçava-a a toda a hora no receio do andar não a aguentar. De dia. De noite. Quieta... numa espécie de sussuro para não a incomodar. De dia, não andava, arrastava-me. Sem saber nada de especial desta vida, nada de nada, ansiava no pânico deste futuro. O futuro que é hoje. 
Era eu capaz de cuidar e proteger um pequeno e delicado bebé? Era eu capaz de tomar conta e aprender  todo o dia a cada passo? Claro que era. Somos todas. Basta querer. 
Na altura desenhava-lhe o rosto, descrevia-lhe a alma. Para quê? Nem sei bem… Porquê? Sāo nossos filhos. Nāo precisamos saber escolher. Longe de precisar… Nāo queremos. Sāo nossos, basta serem. 
Doze meses depois de tamanha barriga cheia de sonhos, onze meses de realidade viva numa vida cheia de melhor e ainda maior. 
Onze meses. 
Impressionante. Uma barriga que num ápice bateu asas e voou. Agora está, amanhā já nāo. 
Barriga ao lugar, braços cheios, abraços intensos, barrigadas de amor. Vida perfeita de imperfeiçāo de sol e luar.
Onze meses, onze relatos de dias cheios, malucos, intensos, perfeitos, loucos. 
Onze meses, onze listas de descobertas, incríveis, perfeitas, imperfeitas, amadas, desorganizadas, malucas, engraçadas, loucas, quietas e inquietas. 
Onze meses de ti e de nós, meu amor. 





quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Até Sempre 2014

Foste um ano único.
Com dias bons e dias piores. Com dias maus e dias melhores. Com momentos menos felizes e vivências brutalmente alegres. Foste como um ano deve ser: diverso, incrível, sentido e memorável. Ficas para sempre gravado no meu coraçāo e na documentaçāo da minha filha. 2014, o número para levar comigo onde quer que eu vá. Nasceu a Amália. 
Obrigada mundo. Obrigada meu Amor. Obrigada natureza. Obrigada a todos os que me lêem. 
Feliz Ano Novo. A nós, a quem gosta de nós, a quem gostou, a quem partiu, a quem ficou, a quem está, a quem vier, a quem quiser… A todos. Feliz 2015. 

2014 foi assim:

JANEIRO
                  
               


FEVEREIRO

   


MARÇO

             


O último passeio a 2… +1 antes do nascimento da Amália:



ABRIL


                            

MAIO



                         

JUNHO



             


JULHO

                       




AGOSTO

                       
                         
                          


                        



SETEMBRO



OUTUBRO


                      

                       



NOVEMBRO



DEZEMBRO



                                     

FELIZ ANO NOVO
Até sempre 2014