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segunda-feira, 25 de maio de 2015

Globos De Ouro




pulseira e anel indicador #stelladotstyle #stelladot


Foi uma noite bem passada. 
Uma aventura para mim. Um devaneio. Uma loucura.  
Precisava de mais tempo para acabar o meu vestido? Precisava. Ficou um vestido perfeito? Não. 
É isso que é importante? Também não. O meu problema é que gosto de perfeição. Sou exigente. Longe da perfeição e dessa exigência, fiquei feliz com o que me 'obriguei' a aprender com este processo. Para quem não sabe, costurei muito pouca coisa na vida. Tenho aprendido sozinha nos intervalos da vida. Nestes poucos meses fiz um casaco, umas toucas para a Amália, uma saia para mim e umas poucas coisas para ela. Daí a loucura de me meter a fazer um vestido de gala. Imprevistos? Imensos. Claro. Mas sem arriscar também nāo se chega a lado nenhum surpreendente. 
Ao sair de casa brincava porque lá ia em versāo romance, tipo noiva. Ao longo da noite os erros começaram a ficar mais óbvios no vestido. O peso da cauda, os puxões de dois em dois segundos de quem passava, e as minhas trapalhices fizeram com que quase virasse abóbora. Nāo virei… Ou talvez  até tenha virado… Depende do ponto de vista.
O corpete, depois de me sentar algum tempo lá foi ganhando outra forma. Falta de técnica, claro. Ossos do ofício de quem não tem experiência. Ou seja, houve momentos em que até estive bem mas outros em que já parecia um pequeno repolho. 
Ainda assim acho que mereço um "saldo positivo" pela loucura em que me meti. Foi, ainda que com erros, uma graça fazer o meu próprio vestido. Numa próxima vez quero ter em conta mais conforto, rigor e técnica. Quero aperfeiçoar, coisas básicas por exemplo: menos tecido, mais simplicidade,  e ter atençāo para favorecer o corpo. Houve alturas em que fiquei mesmo quase como um papel amachucado. Digo com graça, sem problema. Houve quem simpaticamente gabasse o vestido sem que fizesse sequer ideia que tinha sido feito por mim. Vale pela memória. 
Esta foi mesmo a minha primeira criaçāo, para o bem ou para o mal. Se a seguir vêm mais? Sim, claro. Agora é melhorar. 
Vantagem de me ter atirado para um desafio assim: o que quer que seja de roupa para o dia-a-dia passou a parecer "a piece of cake". Eu disse "passou a parecer"… De parecer a ser ainda é capaz de ir um passo. 
Espero que nāo odeiem. Espero até que gostem. Ficam as fotos. Boas e más. Enjoy e obrigada pelo apoio que recebi nas mensagens:  

Mesmo antes de sair de casa para a XX gala dos Globos de Ouro.


Já na gala com o Pedro <3



Durante a gala


Já bastante destruído, no fim da gala e sem conseguir mexer os pés. Desesperada.

Da gala, na memória fica o discurso tocante e sincero da Sara Carinhas e a maior graça nas palavras do "segundo melhor do mundo". O César Mourāo sempre no seu melhor e a actuaçåo dos D.A.M.A que adoro. O palco este ano ao vivo era lindíssimo.
Para o ano há mais. Talvez fosse melhor começar já a desenhar o próximo… 

sábado, 23 de maio de 2015

Mais Que Apenas O Meu Vestido


Esta é aparentemente apenas a história de um vestido para a gala de amanhā.

Em 20 anos fui quase todos os anos aos globos de ouro. Gala que tantos adoram e outros poucos nem por isso. Eu sou das que gosta. Gosto mesmo, de coraçāo. Podia ser pela comemoraçāo, pelo glamour, por isto ou por aquilo… Gosto porque é das vezes que em Portugal se vê prémios a serem entregues, carreiras a serem exaltadas, profissionais a serem ouvidos pelo seu trabalho, pelo seu talento. As más línguas dizem logo que muitos ficam de fora, que isto que aquilo. Isso acontece inevitavelmente. E entāo? Numa selecçāo há sempre os que ficam de fora. Nem toda a gente está de acordo, sim. É assim. Faz parte. 
Gosto de ver profissionais e colegas premiados pelo seu trabalho. Gosto.  
E se nem sempre concordo com os globos atribuídos… Indiferente. O importante é que se continue a valorizar e a dar ênfase ao que por cá se faz.  
Gostei mesmo quando perdi, mesmo das vezes em que nenhum projecto em que entrei estava nomeado, das vezes em que vi amigos e colegas ganharem, das vezes em que me emocionei com discursos sinceros, das vezes em que me ri com palhaçadas, de brindes que fiz pela noite dentro, de saias rodadas que vi rodar e girar nas danças da madrugada, das histórias que ficaram para sempre, das que ainda vāo ficar, das que ainda estāo por contar, dos prémios e premiados que ainda estāo para vir. Afinal de contas é apenas uma celebraçāo, uma festa. Deixemos de pensar nos indignados que se exaltam por acharem os vestidos superficiais. Os que dizem que os prémios pffff que nem os querem banhados a ouro. Cada um como cada qual. Lembro: é uma festa, uma celebraçāo.  Que mal faz? Que mal pode fazer?    
Os vestidos estāo longe de ser o mais importante da festa mas têm a sua parte. Houve anos em que fui bem, anos em que fui mal, anos em que fui clássica, neutra, outros em que fui teatral, excêntrica, louca ou apenas romântica, consoante o mood, consoante o que me apetecia. Fui sempre eu. E continuarei a ser. No entanto, este ano uma diferença. Um desafio. 
Farta de procurar e nāo encontrar o que queria. Farta de ter de me sujeitar ao que está à venda nas lojas ou ao que é criado por outros… Este ano uma aventura. Decidi fazer o meu próprio vestido. 
Socorro. Fujam para os passeios, escondam-se atrás de portas… cuidado. 
É facto. Faltam 24 horas e estou a acabar o meu vestido. Desenhado, criado e costurado por mim… 
Pois… Hahhahahah. Medo, muito medo. 
Assim será, amanhā. Vestida ou despida consoante o resultado final… 
Lá estarei. Prometo partilhar.  
Eu avisei que isto da costura era para levar a sério. 
Até amanhā. 



terça-feira, 7 de outubro de 2014

7 Meses, Mil Publicações, Revista Caras e Dia 1

Fotografia de Joāo Lima para Revista Caras


Hoje, dia 07. No calendário: 7 meses. 

Tanta emoçāo neste dia em que nāo dormi. Eram 06 da manhā e nada de Joāo Pestana. Eram 08h e já me preparava para o difícil momento. A primeira "aventura" na creche. De aventura teve pouco, felizmente. Acabou por ser uma experiência calma e bastante tranquila de duas horas e meia. Faz parte da integraçāo. Nāo conseguia de maneira alguma se fosse tudo muito brusco. Tem de ser gradual. Sinto que a escolha foi a melhor. E isso já vale ouro num dia assim. O sorriso dela manteve-se ao ver-me sair. Comeu a sopa quase toda. Eu estava perto, muito perto, fiquei por prevençāo. Colada no telefone. Sempre que tocava parecia uma adolescente apaixonada no aguardo do telefonema do seu Romeu. Nāo tocou. Era esse o pacto: se houvesse choro ligavam logo. Nāo houve. Ela distribuiu sorrisos. Voltei sem aviso nem hora marcada. E aquele lugar... Lugar mágico. Fiquei de queixo caído e coraçāo cheio. Uma imagem que guardarei comigo até à velhice. Entrei e a luz estava baixa. A hora a da sesta. É inexplicável o que vi e senti. A paz invadiu aquele lugar com tranquilidade passadas as brincadeiras da manhā. Logo me disseram: "Bom, nāo é sempre assim... Eles também choram todos ao mesmo tempo de vez em quando" Claro que nāo será sempre assim. E ainda bem, naturalmente. Foi impressionante. Uma paz que nem imaginava possível em creche nenhuma. Luz baixa, som de fundo que nos transporta para os sonhos e ainda as caras de anjo de pestana fechada na tranquilidade dos abraços aos seus peluches. As camas seguidas e cuidadas. Tudo cheira bem. Tudo é limpo, agradável e bonito. 
Rendi-me ao plano de cinema, filme perfeito. Sabia que era o melhor lugar, fico ainda mais feliz por saber agora que é um lugar perfeito. Único. 
Estamos tāo bem entregues. 
Enquanto por ali perto andava, nada de mais fazia. Esperava. Qual menina assustada esperava o toque do telefone. Sem toque mas com Romeu. O pai foi almoçar comigo. Rápido mas sempre lá. Nāo fosse eu desmanchar-me e desconcertar-me pelas ruas. Serena mas colada no telefone. Confiante mas com a barriga embrulhada num bolo, o pai disse: Viste a Caras? Sāo mil publicações. Passou-a para a minha māo.
Que recordaçāo única...    
Uma honra, meu amor... Estás linda na publicaçāo 1000. 
Obrigada revista Caras pelo carinho eterno e pelo cuidado. Ficará comigo guardado um exemplar para mais tarde lhe mostrar.  
Um presente bonito para estes sete meses. Sete meses. Mil publicações e Dia 1. 
Vale a pena comprar. Nem digo por nós, naturalmente. Por todos os que lá estāo.
Parabéns Amália. Parabéns Revista Caras. 



quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Quem Vê Caras Vê Corações


Depois de uma tarde fantástica a fotografar para a Caras com a pequenita Amália, o regresso a casa é um regresso cansado mas agradável. Foram horas na companhia de profissionais exemplares. O que poderia ter sido difícil foi absolutamente calmo, simpático e amável.  Fotografar assim foi para mim uma prova ainda maior de que a Caras é uma revista com uma sensibilidade única e com profissionais excepcionais. O respeito e o profissionalismo fazem com que, hoje e sempre, a Caras tenha todo o meu carinho e admiraçāo. Acompanharam-me nos momentos mais importantes da minha vida e sāo sempre, sem excepçāo, atenciosamente cuidadosos com o trabalho que abraçam e com quem fotografam. 
Obrigada a todos os que hoje fizeram da nossa tarde uma tarde bem passada.  
Publicarei em breve o resultado.
Nesta Caras vāo certamente ver corações. <3