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segunda-feira, 9 de março de 2015

Este Eterno Dia de Sol



Passou um ano. Cantar pela primeira vez os parabéns. 
Arrepios de amor. Sensaçāo de calor. 
Foi dia de festa, sim. Uma data querida, também. 
Cantaram as nossas almas. Sim, todos, todas. 
As que estavam e as que nāo estāo mais. 
Muitas felicidades, toda a do mundo. 
Muitos anos de vida, anos inteiros, cheios, repletos de alegria. 
Para a menina Amália todas as salvas de palmas.
Será sempre um eterno dia de sol, este e todos os dias 07 de Março.  




















Para trás ficou o mês inteiro de Fevereiro. 
Mês que tanto trouxe. Mês que tanto Levou.
Dias de trabalho intenso. Dias de perda que lembro.
Dias que o amor somou e eu acrescento. 
Dias que o amor perdeu e Fevereiro passou.
Como quem lava a alma e sabe
 O mundo vive neste contraste da despedida com o futuro eterno à chegada.

Amália, meu amor, acredito que a vóvó Fernanda também esteve na tua primeira festa 
pois em nós permanecem as felizes recordações de tudo o que viveu.  




















domingo, 14 de setembro de 2014

Um Post Especial


Documentamos cada passo, cada evoluçāo. 
Tentamos "congelar" com um registo as memórias do que vivemos. Na vontade de um dia quando cresceres nos leres e te veres. Como foi, como era, como é agora.
Hoje este post é especial. Neste dia familiar de domingo repleto de brincadeiras... Escrevemos para longe. 
Lá longe, sabemos que a bisavó Mimi nos lê todos os dias. A bisa Mimi está longe mas perto do coraçāo. Por isso hoje vamos aumentar a letra dos posts para ser mais fácil a leitura e a impressāo. 


Como a bisa Mimi também temos muita famīlia do coraçāo a viver longe. Seja em Portugal, seja no estrangeiro. Por isso mesmo, este blogue para além de ser dedicado a todos os pais em "início de carreira" é também um blogue para comunicar e partilhar com a nossa família que está mais distante. 
Assim ficam e continuam perto de nós. No coraçāo. Todos no coraçāo.




Aqui escreve-se e documenta-se amor. Documenta-se simplicidade e vida. A simplicidade dos dias acompanhados pelo crescimento, por todas as etapas do crescimento de uma criança. 
A nossa. 
Somos orgulhosamente uma família unida. Nós e quem nos lê. 

Obrigada bisa Mimi. Obrigada toda a família e a si que também nos lê.  


terça-feira, 24 de junho de 2014

94 Anos


Hoje faz 94 anos a minha querida avó. Tenho sorte. Fui neta de 3 avós. Sim... 3. Uma história linda que agora nāo vou contar. Duas continuam a partilhar connosco os dias, a vida. 

Hoje faz 94 anos a minha querida avó. A vovó Fernanda foi sempre como o doce mais açucarado e mais belo da pastelaria. Um doce. A alegria. A simpatia. Uma beleza. 
O seu rosto iluminava-se sempre que me via pela porta. 
Mesmo doente, ainda hoje tenho a sorte de merecer o seu sorriso rasgado cada vez que apareço. 
Na porta. Pela porta. O sorriso.
Apareço pouco, menos do que gostaria. Sempre que possível. 
A vida baralha-nos o tempo. É difícil. A doença troca-nos as voltas e magoa. 
Somos uma família com sorte. Têm sido 94 anos de beleza. 
A dor tem começado a crescer como crescer tem custado a doer. 
É a doença. Levou-lhe a memória. Levou a minha vovó Fernanda como me lembro. Há anos. 
Faço de tudo para que a sua ausência de memória nāo faça esquecer a minha. 
Guardo-a como a conheço: um doce... O melhor da pastelaria. 

Os seus cabelos brancos lembram sempre as histórias de ir dormir, os vestidos cosidos à māo e os  bordados tāo perfeitamente trabalhados. É maravilhosa a minha avó. 

Hoje, longe da memória de outros tempos agarra ainda assim na māo da minha filha como se fosse a minha. Sim, como se fosse a minha. A māo.
Olha-a nos olhos, tenta segurá-la todo o tempo. Ama-a instintivamente ao colo. 
Diz-lhe: Ana Rita, Ana Rita. 
-Avó... Minha avó... É  a minha filha, chama-se Amália. 
Os segundos passam e diz: Catarina, Catarina... 
Repete sucessivamente o nome das suas netas. 
Eu repito: Avó, a minha avó...
Levaram parte da minha avó...
Tāo distante e tāo perto. 
O amor e a ternura com que olha a Amália fazem valer a vida que tantas vezes já nāo tem. 
Pode baralhar, confundir, nāo lembrar... Mas será sempre a mais-perfeita-avó. 

Amália... Gostava tanto que um dia recordasses como eu a tua bisavó.
A minha querida avó que a memória levou. 
Mais que os parabéns, avó, quero muito dizer-te que o amor ficou. A memória assim decidiu e deixou. 


segunda-feira, 26 de maio de 2014

Dias Perfeitos



Se os dias tivessem pontos... Se os dias fossem a votaçāo... Se os dias lutassem entre si para serem O melhor... Se os dias tivessem voz... Se os dias fossem todos assim... Se... Se e se...

Nāo sāo. Nāo têm. E nāo lutam. 
Mas é por isso que damos valor a dias assim. 
Assim, como? Perfeitos. 
Traçados à māo como o rosto de um filho nosso. 
Um filho nosso... Uma filha... 
Para cada pai, para cada māe, o seu filho é sempre desenhado à māo. 
Perfeito como estes dias de verde, azul, céu, natureza e amor.  

Foram assim estes dias.
Perfeitos como tu, Amália. 


terça-feira, 18 de março de 2014

O Mundo No Teu Lugar


O cansaço é imenso. Muito. 
Temos sorte. A maior das sortes.
O teu sossego é constante. O choro raro. 
A inquietaçāo nem tanto... Mas a nossa. A nossa.

Somos pais. Sāo mais as vezes em que esse pensamento nos assalta de medo que as vezes que te ouvimos o choro. És um anjo. Ensinas-nos a calma do tempo e dos lugares. Olhar-te é como absorver o oceano. O oceano cristalino num fim de tarde de verāo. Enquanto o sol se põe, a brisa fresca vem do mar e sopra nos cabelos soltos. Ainda se sente o calor na praia. 
É assim Olhar-te.

Olhar-te é nāo existir o cansaço do corpo ou da alma. É esquecer o mundo. É viver de novo e outra vez, sempre de todas as vezes, momentos sem igual. Esta vez, e sempre, como a primeira. 

Olhar-te.  
O azul dos olhos pode ir ou ficar. 
Seja que cor ficar: 

Olhar-te é ver em ti o mar inteiro. O mundo no teu lugar. 

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Ano Novo, Casa Nova



Hoje é o primeiro dia. Do ano. E da nossa casa organizada e calma. Falta apenas o teu quarto. Mas depois de tanta mas tanta correria e contratempos, aqui estamos. Finalmente calmos. Sem olhar para caixotes ou caixas no nosso caminho. O pai também já está a ficar melhor. Sim, o doutor avisou que demorava. Mas melhor, melhor. 
A passagem de ano já foi entre amigos, na nossa sala, na nossa cozinha, na nossa sala de jantar, no nosso hall, na nossa casa calma. Na tua. Na tua. Foi bom ontem termos partilhado o último dia do ano e o início do primeiro, contigo e com todos. Aqui.
A construir o teu lugar. Mais que uma simples casa com paredes e tecto...  Este é o nosso lugar. 
Esperamos por ti. 

Com amor,
2014 será o nosso ano. 


Caixa de Luz 120 cm x 80 cm da série Love_In_Progress