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segunda-feira, 9 de março de 2015

Este Eterno Dia de Sol



Passou um ano. Cantar pela primeira vez os parabéns. 
Arrepios de amor. Sensaçāo de calor. 
Foi dia de festa, sim. Uma data querida, também. 
Cantaram as nossas almas. Sim, todos, todas. 
As que estavam e as que nāo estāo mais. 
Muitas felicidades, toda a do mundo. 
Muitos anos de vida, anos inteiros, cheios, repletos de alegria. 
Para a menina Amália todas as salvas de palmas.
Será sempre um eterno dia de sol, este e todos os dias 07 de Março.  




















Para trás ficou o mês inteiro de Fevereiro. 
Mês que tanto trouxe. Mês que tanto Levou.
Dias de trabalho intenso. Dias de perda que lembro.
Dias que o amor somou e eu acrescento. 
Dias que o amor perdeu e Fevereiro passou.
Como quem lava a alma e sabe
 O mundo vive neste contraste da despedida com o futuro eterno à chegada.

Amália, meu amor, acredito que a vóvó Fernanda também esteve na tua primeira festa 
pois em nós permanecem as felizes recordações de tudo o que viveu.  




















sexta-feira, 24 de outubro de 2014

35 Hoje 36 Amanhā

Hoje é o último dia do meu 35' ano de vida. Tenho estado mais distante daqui esta semana pelo volume de trabalho. Os dias têm voado como as folhas ao vento e sem saber nem que horas sāo. Nāo páro. Nāo paramos. Tem de ser assim. Nem sempre. Mas por vezes. 
Num passo de quem corre mas no passo gigante de te amar... 
Estou aqui hoje e sempre para te dizer:

Foi aos 35 anos que te senti o suave pé a esticar-me a pele. A alma cresceu e renasceu. Ouvir o bater do teu coraçāo no meu. Senti-te nas māos ao amanhecer do dourar de uma luz diferente. Chorei de te amar ainda sem te ver. Abracei a vida como nunca antes para te proteger. 
Foi aos 35 anos que virei mulher. 
Obrigada, Amália. 


terça-feira, 24 de junho de 2014

94 Anos


Hoje faz 94 anos a minha querida avó. Tenho sorte. Fui neta de 3 avós. Sim... 3. Uma história linda que agora nāo vou contar. Duas continuam a partilhar connosco os dias, a vida. 

Hoje faz 94 anos a minha querida avó. A vovó Fernanda foi sempre como o doce mais açucarado e mais belo da pastelaria. Um doce. A alegria. A simpatia. Uma beleza. 
O seu rosto iluminava-se sempre que me via pela porta. 
Mesmo doente, ainda hoje tenho a sorte de merecer o seu sorriso rasgado cada vez que apareço. 
Na porta. Pela porta. O sorriso.
Apareço pouco, menos do que gostaria. Sempre que possível. 
A vida baralha-nos o tempo. É difícil. A doença troca-nos as voltas e magoa. 
Somos uma família com sorte. Têm sido 94 anos de beleza. 
A dor tem começado a crescer como crescer tem custado a doer. 
É a doença. Levou-lhe a memória. Levou a minha vovó Fernanda como me lembro. Há anos. 
Faço de tudo para que a sua ausência de memória nāo faça esquecer a minha. 
Guardo-a como a conheço: um doce... O melhor da pastelaria. 

Os seus cabelos brancos lembram sempre as histórias de ir dormir, os vestidos cosidos à māo e os  bordados tāo perfeitamente trabalhados. É maravilhosa a minha avó. 

Hoje, longe da memória de outros tempos agarra ainda assim na māo da minha filha como se fosse a minha. Sim, como se fosse a minha. A māo.
Olha-a nos olhos, tenta segurá-la todo o tempo. Ama-a instintivamente ao colo. 
Diz-lhe: Ana Rita, Ana Rita. 
-Avó... Minha avó... É  a minha filha, chama-se Amália. 
Os segundos passam e diz: Catarina, Catarina... 
Repete sucessivamente o nome das suas netas. 
Eu repito: Avó, a minha avó...
Levaram parte da minha avó...
Tāo distante e tāo perto. 
O amor e a ternura com que olha a Amália fazem valer a vida que tantas vezes já nāo tem. 
Pode baralhar, confundir, nāo lembrar... Mas será sempre a mais-perfeita-avó. 

Amália... Gostava tanto que um dia recordasses como eu a tua bisavó.
A minha querida avó que a memória levou. 
Mais que os parabéns, avó, quero muito dizer-te que o amor ficou. A memória assim decidiu e deixou. 


quinta-feira, 10 de abril de 2014

Parabéns, māe

Foto: Māe com o meu irmāo, Miguel, ao colo

10 de Abril,
é e será sempre a data da minha māe. 

Foi num dia 10 de Abril que a minha avó foi mais uma vez māe. E hoje, pela primeira vez, eu filha, percebo que a minha māe também nasceu um dia. A minha māe também cresceu ao longo da vida. A minha māe, tal como eu, também carregou um recém-nascido. Dois. E fez dele adulto, homem, crescido. De mim, adulta, mulher, crescida. O meu irmāo. Eu. 
Foi num dia 10 de Abril que nasceu a minha māe. A pequenina minha māe. 

Só hoje sei o que é sentir um filho crescer dentro de nós. Só hoje entendo melhor, tāo melhor, tāo bem, tāo maior, o que é o fabuloso amor de māe. 

Hoje, neste especial 10 de Abril deste ano... Penso melhor em ti, māe. No que terá sido, no que foste, no que fizeste. Porque antes de ser minha māe também nasceste, foste bebé, menina, mulher. 

E penso na avó. A avó. A avó. 
E em ti... Pequena, pequenita, menina, graúda, crescida, mulher. 
E nos meus tios: teus irmāos, irmās, pequenos, pequenitos, graúdos, homens, mulheres. 

Quando se olha para a nossa própria māe há tendência para ver apenas: a māe. Como se a vida dos pais tivesse começado apenas no dia em que nascemos. Esquecemos que para trás está o que nāo presenciámos, o que desconhecemos, o que nāo vivemos. A vida da māe antes de nós nascermos já era uma grande vida. Fazemos confusāo. Nāo sabemos. Ou melhor, nāo lembramos.

Pois hoje faço questāo: celebro a vida da minha māe. Toda a vida da minha māe.
Parabéns māe. No dia 10 de Abril, a avó era mais uma vez māe. Tua māe. 

Minha māe... Parabéns à minha māe.