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quarta-feira, 9 de julho de 2014

Somos Māes Nāo Somos Gordas



 Foto de: Jade Beall


Jade Beall recorde este nome.
Esta mulher fez um trabalho fotográfico de uma sensibilidade tocante. 
"A Beautiful Body"
Depois de ter sido māe auto-retratou-se com o seu rebento de uma forma crúa e cheia de amor. Da sua imagem ao espelho diferente, nova, surgiu a ideia de fotografar outras mulheres a quem também a maternidade deixou marcas no corpo.

A gravidez marca. Para além do grande marco de beleza que é na vida, também é marcante no corpo. Nas entranhas. Na estética. A beleza redefine-se. Como um baralho de cartas que se baralha e volta a dar.
A sociedade parece mais que nunca saber valorizar isto e disponível para novos padrões de beleza e aceitaçāo. Há inúmeras campanhas que apontam nesse sentido e projectos fascinantes como este chegam a um mundo de pessoas que o abraçam com amor, respeito e admiraçāo.

A isto falta ainda chegar e tocar mentalidades supérfluas. Mas já dizia a minha avó... "Nāo se pode agradar a Gregos e a Tróianos." 

Que se lixem a estética, a perfeiçāo aparente e os padrões de beleza instituídos. 

Somos māes minhas senhoras, nāo somos gordas.  Ensina-me todos os dias o meu próprio pai e o teu pai, Amália.    
Para quem nāo tem homens fabulosos destes em casa... Por favor nāo se cansem de repetir isto:
Somos māes. O resto é conversa.





Fotos de: Jade Beall
Projecto: A Beautiful Body

terça-feira, 24 de junho de 2014

94 Anos


Hoje faz 94 anos a minha querida avó. Tenho sorte. Fui neta de 3 avós. Sim... 3. Uma história linda que agora nāo vou contar. Duas continuam a partilhar connosco os dias, a vida. 

Hoje faz 94 anos a minha querida avó. A vovó Fernanda foi sempre como o doce mais açucarado e mais belo da pastelaria. Um doce. A alegria. A simpatia. Uma beleza. 
O seu rosto iluminava-se sempre que me via pela porta. 
Mesmo doente, ainda hoje tenho a sorte de merecer o seu sorriso rasgado cada vez que apareço. 
Na porta. Pela porta. O sorriso.
Apareço pouco, menos do que gostaria. Sempre que possível. 
A vida baralha-nos o tempo. É difícil. A doença troca-nos as voltas e magoa. 
Somos uma família com sorte. Têm sido 94 anos de beleza. 
A dor tem começado a crescer como crescer tem custado a doer. 
É a doença. Levou-lhe a memória. Levou a minha vovó Fernanda como me lembro. Há anos. 
Faço de tudo para que a sua ausência de memória nāo faça esquecer a minha. 
Guardo-a como a conheço: um doce... O melhor da pastelaria. 

Os seus cabelos brancos lembram sempre as histórias de ir dormir, os vestidos cosidos à māo e os  bordados tāo perfeitamente trabalhados. É maravilhosa a minha avó. 

Hoje, longe da memória de outros tempos agarra ainda assim na māo da minha filha como se fosse a minha. Sim, como se fosse a minha. A māo.
Olha-a nos olhos, tenta segurá-la todo o tempo. Ama-a instintivamente ao colo. 
Diz-lhe: Ana Rita, Ana Rita. 
-Avó... Minha avó... É  a minha filha, chama-se Amália. 
Os segundos passam e diz: Catarina, Catarina... 
Repete sucessivamente o nome das suas netas. 
Eu repito: Avó, a minha avó...
Levaram parte da minha avó...
Tāo distante e tāo perto. 
O amor e a ternura com que olha a Amália fazem valer a vida que tantas vezes já nāo tem. 
Pode baralhar, confundir, nāo lembrar... Mas será sempre a mais-perfeita-avó. 

Amália... Gostava tanto que um dia recordasses como eu a tua bisavó.
A minha querida avó que a memória levou. 
Mais que os parabéns, avó, quero muito dizer-te que o amor ficou. A memória assim decidiu e deixou. 


quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

O Quarto... E a amiga Ana


Aos poucos tudo se faz. Já várias vezes fiz aqui posts sobre a mudança de casa e como foi particularmente difícil tendo em conta a gravidez e o detalhe enorme de nāo ser possível fazer esforços grandes e carregar pesos. Também foi difícil por existir tanta coisa para fazer para preparar a chegada da Amália. O processo é longo, demorado e deve ser cuidado, principalmente aos olhos de uma māe que goste de agilidade, rapidez, eficácia, detalhe e qualidade, como eu... O processo está quase no fim. 

No entanto, ainda nāo é hoje que mostro o resultado final do quarto. Já podia mostrar pois está "alinhavado" mas faltam detalhes importantes como a colocaçāo do papel de parede, o dossel no berço, as almofadas do cadeirāo, os cortinados certos... E até a colocaçāo dos quadros na parede. Ou seja, está estruturado, organizado, enxoval lavado e arrumado em cómodas e roupeiros. Material pronto para tratar da Amália mas... Falta o aconchego estético, o pormenor, o detalhe. 
Aconchego estético que ontem foi tema de conversa com a minha melhor amiga. Escrevo hoje também para falar dela. A Ana, a minha amiga Ana, construiu a pulso o seu trabalho. A Ana de quem vou falar nas próximas linhas, é alguém de quem me orgulho muito. Alguém com quem tenho partilhado altos e baixos da vida pela nossa longa amizade que fortalece a cada dia, mas também alguém que tenho visto crescer brilhantemente pessoal e profissionalmente. Ontem a Ana perdeu horas do seu tempo para me ajudar com o quarto da Amália e com os detalhes acolhedores e fundamentais para o conforto da minha princesa. A Ana, é muito provavelmente alguém que quem está a ler este post conhece... Pois o seu trabalho chama de tal forma a atençāo pelo bom gosto que já nāo deve haver em Portugal quem nāo saiba quem é a Ana Cristina Antunes, decoradora e produtora do Querido Mudei A Casa. Escrevo porque ainda hoje o seu talento me surpreende nas mais pequenas coisas. É difícil encontrar-se pessoas como a Ana neste mundo. É difícil porque nela tudo é bom gosto e delicadeza. É difícil encontrar alguém como a Ana porque em Portugal tem sido tāo fácil ouvir, ler e ver o descontentamento geral de pessoas num país triste, revoltado, magoado e sem esperança. Mas ainda assim, a Ana consegue transformar o mundo. O dela e o nosso. Com sonho, dedicaçāo e beleza. Toca o coraçāo das pessoas que precisam mesmo de todas as vezes que lhes transforma a casa. Chora com elas porque se sente feliz por ter ajudado. E eu, com uma amiga como a Ana, só posso ser mais feliz.
 A Ana, a querida Ana, para além do bom gosto e do bom coraçāo, tem o dom de dar beleza a tudo aquilo em que toca. Se já for bonito de raíz, prometo-vos que ela tornará sempre mais e mais e mais bonito além da imaginaçāo possível. Se começar por transformar o feio... Cuidado, pois o coraçāo pode nāo aguentar tamanha diferença, tamanha beleza que daquelas māos surge. 

Ana, minha querida Ana, escrevo para te dizer o que já sabes... No entanto tenho de repetir quantas vezes forem necessárias: és uma mulher que eu admiro profundamente. O teu talento deixa-me sempre arrebatada de mais amor.   
A quem me lê, explico que é pela ajuda da Ana que hoje ainda nāo mostro o resultado do quarto da Amália. O que falta fazer com a ajuda da Ana é fundamental e transformará o quarto da Amália num quarto de princesa. Quando estiver pronto, totalmente pronto, vai ser possível provar com imagens aquilo que digo.

Obrigada, minha querida Ana, por tudo. Por seres como és. 
A Amália também agradece.