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quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Nāo 'Tá... 'Tá Aqui!


O amor reflecte-se na mais pequena das coisas. 

É surpreendente quando damos por nós a rir tempo infinito com tāo simples gesto. 
Cucu… Onde está a bébé? Nāo 'tá… 'Tá aqui! 

Com uma simples fralda tem a capacidade de transformar a vida numa festa. 

Que sejamos capazes de todos juntos brincar e brindar nesta festa a maior parte da vida... Inteira, meu amor, a maior parte da vida que é como dizer… a tua vida inteira. <3  

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Educar A Alimentar


A alimentaçāo dos miúdos pode ser um pesadelo. Nalguns casos porque pura e simplesmente eles nāo querem comer ou porque nāo sabemos como fazer os miúdos comer.  
Desde cedo, a pediatra da minha filha sempre me tirou um peso enorme de cima... Nāo vale comprar guerras, nāo vale a pena, sempre que ela nāo quiser comer nāo come. Assim foi, assim teve de ser. 
A vontade teve de partir dela. Foram algumas as vezes em que, ainda mais bebé, isso aconteceu. Para aprender a comer a sopa foi difícil, foi um pesadelo. Passou. 
Como? Nāo queria, nāo comia. Eu insistia. Errei por vezes e obriguei. Só tive sucesso quando mudei de atitude. Falei com a médica e percebi: tente apenas, nunca obrigue! Só assim resultou. 

Hoje, a maioria das vezes, ela come tudo. Quando digo tudo, é mesmo tudo. Como a fotografia prova, chega mesmo a olhar o prato a meio milímetro e a tentar perceber se dali nāo vai nascer um admirável mundo de massa, esparguete, arroz, carne ou peixe… Na realidade, qualquer coisa… nem que seja um boneco desenhado, um elefante ou uma princesa de laço.  
Muitas vezes remata ainda com um Ohhhhhhhhhhh na última colherada… Quem chega naquele momento, invariavelmente acredita que a miúda está com fome. É o ar dela incrédulo a avaliar o fundo do prato. Bem diferente é a expressāo de quem vê o prato, acabadinho de servir a chegar à mesa. 
É importante servir a quantidade certa. Qual a quantidade certa? Pois...
Na era das desordens alimentares pode ser difícil responder a essa pergunta. Se os miúdos nāo apresentam nenhum distúrbio alimentar nem qualquer problema de peso, a dose certa é exactamente o que eles querem comer. Os miúdos, como nós, nāo sāo máquinas. Uns dias temos mais apetite e noutros temos menos. Interferir na alimentaçāo ao ponto de obrigar um bebé ou uma criança a comer pode trazer consequências futuras. Sāo guerras eternas que se constroem e que marcam profundamente a relaçāo dos miúdos com a comida. Comer deve ser um prazer para além da necessidade. 

É nossa missāo enquanto pais, ensinar a comer. Educar a alimentar. Alimentar educando. Saber comer é ter com a comida uma relaçāo saudável. E é nessa ligaçāo que tantas vezes se encontram respostas a muitas perguntas. 
Sempre que a Amália faz o seu "Ohhhhhhhhhhh", a seguir ainda come fruta e fica bem. Nāo chora com fome. Nem chora para se encher até cair para o lado. Também sei que se lhe desse mais massa depois do "Ohhhh" ela comia. Claro. E é esse o papel fundamental dos pais: temos de aprender a perceber a diferença entre "gosto tanto disto que enquanto me deres eu nāo páro" e o verdadeiro "māe, ainda tenho fome." Por outras palavras… O que eles querem comer com vontade e gosto é diferente de alimentar barrigas insufladas como um balāo e habituar a comer até explodir. É também, em parte, matemática. Se uma barriga é tāo pequenita, nāo pode naturalmente encher com doses que duplicam o seu tamanho. Como em tudo, é no equilíbrio que está a dose certa. 
Difícil também é quando nāo gostam de comer. 
O mundo por descobrir torna uma "chatice" o simples acto de sentar e comer. Trazer para a hora da refeiçāo o prazer e o convívio pode fazer milagres. Nunca, mas nunca, obrigar a comer. Aprendi com quem sabe.
Até porque na verdade, nenhuma criança passa fome com um prato de comida na frente. 
Forçar nāo é soluçāo.  
Vale educar a alimentar e alimentar educando.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

16 Meses e a Grande Novidade



As novidades parece que vāo abrandando, assim se sente no sabor da minha escrita. Nāo, nāo deixei de amar. Nunca, jamais, em tempo algum. A vida é que vai ganhando sabor e crescendo tanto quanto ela. Juntas. Juntos. O dia-a-dia também tem cada vez  mais encontrado o seu rumo e equilíbrio. O trabalho tem aumentado gradualmente e todos nós bem com tudo isso. Como se à vida ainda se acrescentasse mais luz e caminho. 

Hoje a Amália, o meu pequeno grande enorme amor, completou 16 meses. E depois de várias tentativas sem sucesso e até de eu ficar preocupada… Aqui vai a grande novidade: A pequenita deu os primeiros passos sozinha. Sem apoio, sozinha. Foi uma emoçāo enorme porque custou a acontecer. Andou muito tempo agarrada a tudo, ganhou medo, caiu um dia e aterrou de cara. Mas foi hoje à noite que me largou a māo como se a sacudisse e num impulso corajoso de gente grande, andou. Ria muito. Sabia da sua grande conquista. Sentia o seu enorme grande passo. De rosto iluminado, andou e ria, sorria. Assim fez e repetiu quase durante uma hora. Exausta queria continuar. Foi absolutamente uma festa. Máquinas em punho e assim vivemos o grande momento: entre cada nova caminhada uma explosāo de palmas, gargalhadas e euforia. 
Saiu-me um peso de cima… É que gravei na memória o número 17. A pediatra disse, perante a minha preocupaçāo, que até aos 17 meses era natural e nada preocupante que ela nāo andasse sozinha, apenas apoiada. Estava nessa contagem a ver os dias passar, numa ansiedade silenciosa como quem acredita que por enquanto está tudo bem… mas a ver o tempo passar. Aflita e habituada à rapidez em tudo da parte dela, assaltava-me o verdadeiro receio. Por isso foi uma festa. Uma enorme alegria. Faltou apenas lançar foguetes. Nāo tinha. Lancei com gargalhadas, lancei com emoçāo. Lancei, por dentro, mas lancei.

Saiam da frente que agora ela vai querer passar. <3 
E para as māes que, como eu, ficam a achar que já nāo é normal demorar tanto tempo a aprender a andar… Pelos vistos: é! Pode ser, sim. Vai chegar o dia de lançarem os vossos foguetes. 

terça-feira, 21 de abril de 2015

Olhares. E a Perfeiçāo.

Desenho de Beatriz Cabrita

Olhares que nāo se esquecem. Era esta a frase que guardei junto de uma fotografia que tirei em S. Tomé e que me marcou. Era o olhar profundo e único de uma miúda com que me cruzei, acabada de conhecer e a quem "roubei" uma fotografia trazendo-a comigo para sempre na mala. Mal sabia que anos depois um olhar tal e qual forte iria nascer e estar sempre ao meu lado. Em minha casa, a olhar para mim. E até a olhar por mim.

Há coisas que nāo se explicam. O olhar é uma inexplicável dessas maravilhosas coisas. Ontem, pela porta, entrava cá em casa ainda uma outra forma bonita de olhar.

Eu explico: hoje aos 20 anos, visita-me a minha pequenita prima. Pois… Até por ela já passaram 20 anos. Eu sei. Cresceu. Vai vivendo fora, crescendo no mundo e nos intervalos volta.  Foi a primeira bebé que eu vi crescer. Eu tinha 15 quando ela nasceu. Cresceu bela, fez-se linda. Nasceu como os comuns mortais e como todos tornou-se maior. A diferença: tornou-se A melhor também. Cada vez que penso em perfeiçāo lembro-me dela. É, aos meus olhos, a mulher que define a palavra perfeiçāo. Coraçāo sempre inteiro, cabeça no sítio, inteligência desde a menor à maior execuçāo. Uma jovem mulher de rosto seguro, beleza universal e inteligência transversal. Trazia na māo um presente. Ontem. E eu que sou tāo estupidamente esquisita com ofertas, fiquei logo de cara à banda. Na entrada ainda lá está o meu coraçāo. Derretido. Espalmado pelo chāo.  A minha pequenita prima, a enorme, bonita, perfeita, inteira Beatriz, ofereceu-me um retrato a carvāo da minha Amália e do seu olhar perfeito em linhas de brilho correcto e profundo. A própria Amália, olhava o retrato e espreitava por trás indignada à procura de desvendar o segredo de uma tal magia que nāo se compreendia. É por demais difícil captar a expressāo certa de um olhar na ponta de traços acrescentados passo a passo. Mas neste olhar, retrato desenhado, ninguém mais tem lugar marcado. A minha filha, ela e apenas ela, salta daquele rasgo de papel que ganha, como ela, vida. 
Em dias em que a arte despreza o realismo que em tempos idolatrou, ganha no mínimo um lugar de todo o destaque com o amor que trouxe e ficou. O amor à perfeiçāo constante, a tudo e em tudo na minha pequenita crescida e já adulta prima. O amor no olhar profundo da minha filha. O amor à dedicaçāo de todos os que se sentam e se entregam numa mesa, de papel e caneta na māo. O amor ao tempo que vai trazendo sempre, mais e melhor, de todos que amo. Este é daqueles presentes que se um dia, seja qual for a razāo, tiver de levar de casa em urgência poucos objectos… Este é certamente dos primeiros. 

Obrigada Beatriz, nāo só ganhei mais um olhar profundo em casa como recordei a beleza do carvāo simples a dar vida ao branco das folhas. 
Hoje dizias… nāo vou por aí nem nunca pensei ir por aí. Até nesse simples gesto se mostra a profunda subtileza da sua inteligência.  Pois nāo se falava de arte mas de coraçāo.
O meu ficou cheio, obrigada. És a mais perfeita perfeiçāo. 
    

quinta-feira, 26 de março de 2015

O Dente


Imagem de Tulipa Baby


Chegou como quem diz "estavam a achar que eu nāo vinha?" 
O primeiro dente chegou, finalmente.
Estávamos. Na realidade até estávamos a achar que nāo vinhas. 
Apesar de nāo conhecermos bebés sem dentes. É facto que vieste tarde. Para mim entāo que já imagino e vejo dentes desde que a pequenita nasceu… 

Oh dente… Tens de perceber que estava um bocado aflita. Chegaste ao ano e dezoito dias… E ainda és só o primeiro. Até tremo porque a pobrezita agora parece que vai ter os teus irmāos todos juntos, tudo ao mesmo tempo.

Oh dente, és um amor. Solitário e perdido num sorriso doce e rasgado. Já ajudas até a massacrar pedacinhos de pāo. Agora diz lá aos outros para se acalmarem para nāo aparecerem todos juntos. Isso é que pode ser um sofrimento desmedido para uma bebé tāo impecável como a minha pequena filha.

Ainda assim tinha de escrever para te dar as boas-vindas. Quanto a ser tarde… Nāo te preocupes. Nāo tem mal. Diz quem sabe que cada criança é um caso único. O resto sāo estatísticas. 
Até há pequenitos a quem o primeiro dente aparece bem mais tarde ainda. 

Antes tarde que nunca, já dizia quem sabe.
Fica o esquema do considerado nascimento mais comum dos dentes.
Obrigada dente, bem-vindo à família. 

quarta-feira, 25 de março de 2015

Prémio Liebster

Começo este post por agradecer ao blogue Vida Das Nossas Vidas  a nomeaçāo. Obrigada pelo Liebster Award.
Para quem nāo sabe o que é, fica a explicaçāo simples. O Liebster award é a nomeaçāo de um outro blogue. Para que serve? Para nomear blogues favoritos e aumentar a sua divulgaçāo. Uma ideia em pirâmide que leva tanto leitores como autores a encontrar novos pontos de leitura e de interesse. 
Fica o meu agradecimento e respondo ao desafio. 
Primeiro os 11 factos sobre mim que constam das regras, depois as respostas às perguntas do Vida Das Nossas Vidas:

1-  O Anita Mamā começou comigo grávida de 4 meses. Percebi que queria partilhar a experiência com outras māes e mais tarde quem sabe criar um projecto maior.  
2-  Admiro quem escreve todos os dias. 
3-  Viver fora é ganhar o mundo. Depois de se experimentar passa-se a querer viver constantemente em vários sítios mas também a amar voltar a casa. Nuns sonhos talvez experimente S. Tomé e Príncipe.  Noutros Nova York. Sou de contrastes. Londres foi maravilhoso mas nublado. 
4- Escrevo com o coraçāo e nāo com a literatura das palavras. 
5- O meu maior êxito? Nāo sei. Que esteja ainda para vir.
6- Os fracassos tento sempre vê-los com confiança e valor. Aprende-se muito com o que corre menos bem. 
7- Dos blogues favoritos: Casal mistério , Ma Petite Princesse e Home Styling
8- Gosto de partilhar estados de espírito. 
9- Viajar. Fotografar. Sempre. Muito. 
10- Um conselho… Dar apenas a quem pedir. 
11- O Anita Mamā… vai continuar, claro. Tem crescido com calma. A tendência é estruturar também profissionalmente o blogue. Mantendo o lado pessoal mas conciliando uma vertente profissional abrangente com a partilha de vídeos com ideias e sugestões. Desde roupa, decoraçāo, alimentaçāo e ilustraçāo. Num conceito de Do It Yourself.   

E as perguntas de quem me nomeou:

1. Como surgiu a ideia e o nome do blog?
Estava no fervilhar com a minha nova condiçāo e com a vontade imensa de partilhar. O nome veio por arrasto. Uma das minhas melhores amigas sempre me chamou Anita. É a única. Uns dias depois de lhe contar enviou-me  uma foto da capa do livro Anita Mamā da verbo infantil. É a nossa infância. O nosso imaginário. Ela nāo sabia ainda que eu estava a estruturar um blogue. Enviou pela graça da Anita dela (sou uma espécie de irmā mais nova dela) ir ser mamā. Nāo há coincidências. Ficou Anita Mamā. 

 2. O que significa para ti o teu blog? Que importância tem na tua vida?
Começou por ser uma partilha simples. Passou a ser muito mais. Estou com vários projetos associados ao blogue neste momento. 

3. Qual foi o livro que mais gostaste de ler até hoje? 
Vou responder a esta pergunta no contexto do blogue. Ou seja, virado para uma temática mais maternal. 
O Principezinho. É um livro fundamental. "És eternamente responsável por quem cativas" 

4. Qual foi, até hoje, a viagem da tua vida? 
Tenho viajado muito. Apesar de ter tido viagens muito marcantes como S. Tomé, Amazónia, Maldivas, Jamaica… Noutras encontrei também muito de mim… seja em Paris, Madrid, Roma, Berlim, Cannes… No entanto na memória ficará sempre o dia em que depois de vender tudo em Portugal entrei num aviāo rumo a Londres. Onde vivi 3 anos. Na altura vendi tudo e deixei tudo. Tinha uma vida muito estruturada cá. Fazia televisāo há mais de 10 anos e foi marcante ir embora. Será sempre. Existe o antes e o depois dessa mudança. Lembro-me de tremer no aeroporto como uma menina pequenina. Ia completamente sozinha. Foi ao mesmo tempo o mais fascinante e o mais assustador dos momentos. Cresci. 

5. O teu maior desejo para este ano?
Desejo continuar a crescer com a minha pequena Amália. Com este amor inteiro. 

Por fim, gostava de nomear:

Boas leituras, bons blogues, boas descobertas. <3 

segunda-feira, 23 de março de 2015

O Lado Melhor Da Vida



- Tá?! Tá?!
Todos os objectos passaram a poder ser um telefone. Estamos na fase da aprendizagem da linguagem. A imitaçāo. O som. O reproduzir o que ouve. Tentar. 
Começou a tentar. Um telefone toca, ou nem precisa, e de olhar fixo e concentrado olha-me. No seu tempo certo, no dela, no tempo que entende diz: Tá? Tá? Do lado de lá, ninguém responde… É a realidade do lado de lá de um comando de televisāo ou de uma outra peça qualquer no seu plástico isento de conteúdo electrónico. 
Já se percebe também o quanto a personalidade vai ganhando forma. O processo é demais. Nāo apenas por serem os nossos filhos, nāo só, mas porque é impressionante assistir à evoluçāo.  Passou um ano apenas. Sem ainda um domínio mínimo da fala, comunicamos tudo. Entendemos quase tudo. Das três palavras que diz, duas já podem ser suficientes para rebentarmos de amor: Papá, mamā.    
Papá que era Dada, passou rápido a ser papá. Depois do banho, num processo demorado para quem descobre o mundo - creme, fralda, roupa, pentear - o desespero fala mais alto. Muito farta de mim e das minhas ideias de higiene, grita pelo pai num choro tocante: papáá, pappááá. Vezes sem conta. Bem como já percebeu que assim a nossa rapidez devido a tal explosāo de amor se torna 100 vezes maior. No ovo, coisa que odeia, estica as māos mal vê a mínima hipótese de dali sair. Estes sāo exemplos simples entre mil. Aponta para tudo o que quer, para tudo o que lhe desperta interesse. Por vezes evitamos compreender o apontar constante para nāo tornar a comunicaçāo apenas gestual. Temos esta ideia de que há que incentivar a fala. 
Dos dentes… Nada. Apenas altos e baixos ao longo das gengivas inteiras.  Habitualmente aparecem à vez… Com ela nāo me parece. Vêm todos aí. Todos ao mesmo tempo. 
Em fase de experiências, coisas novas, fomos à praia. Nāo pela primeira vez mas fomos experimentar pela primeira vez a areia. Dizem que habitualmente estranham, nāo gostam. Pois nāo pareceu. Adorou. Adivinha-se um verāo alegre de construções de areia a tocar o céu. 
Foi bom. Tem sido bom. O lado melhor da vida. 






quinta-feira, 12 de março de 2015

Ouvir Mamā


É uma espécie de calafrio emocionante. Os braços estendem-se em direcçāo a nós… Tudo natural até aí. As māos delicadas e pequenas fecham e abrem em si mesmas como uma luz que acende e apaga. Repentinamente. E surge o som: Ma-mmmā. 
Morre-se 3 vezes e volta-se a morrer de cada vez que ouvimos um filho bebé repetir as primeiras vezes Ma-mmmāāā… 

Era de manhā. Uma fralda suja. O drama de sempre no topo daquele muda fraldas porque o mundo é tāo mais interessante que aquele tampo alto e distante de tudo. Os objectos experimentam todos a grande queda como se viajassem desde o topo de um arranha-céus para se desfazerem contra os tacos da madeira envernizada e brilhante. Puf. Lá vai um frasco da primeira água. Pufas. 
Lá vai a colónia. Os dodots. A escova. Tudo. Nada escapa aos testes da lei da gravidade. 
Acabam-se os objectos à māo de semear. E a fralda que nunca mais acaba. 
Resto eu. Restamos nós. 
Os sorrisos trocados. Olhos nos olhos. Aqui foi: Ma-mmmāā. 

Uma. Duas. Três. Três vezes disse. Três vezes caí para o lado. 

Nāo se trata da proeza de dizer simplesmente mamā. Dizer já disse antes várias vezes. Mas sempre repetindo a voz do pai ou a minha. Deixando eternamente a dúvida se saberia o que estava a dizer. Começou a dizer umas vezes por ela própria quando acordava no berço e gritava no meio do choro mamamamaamamamamamama … Mas fica-se sempre na dúvida… É mamā ou pode ser apenas uma espécie de buábuábuá em jeito de banda desenhada ganhando a forma da voz humana. 

Dúvidas distantes. Desfeitas.
Ontem disse. Sem equívoco. Hoje tornou a repetir. Sem equívoco. 

A forma de confirmar é simples. Basta sair do seu campo de visāo e voltar a entrar. Hoje ela dizia ma-mmmā e eu saí do quarto uns segundos. O pai com ela nos braços. Ficaram a observar a porta. Quando abri e entrei. Os braços estenderam-se e repetia Ma-mmmā Ma-mā ma-mā… atirando-se em voo. 

Meu amor, sou… Sou a mamā. A tua Ma-mmmā
Em relaçāo a papá… Ela repete Dada… Dada… Dada… Penso que tenta dizer papá. 
Mas o Pedro só dá como certo quando for com as letrinhas todas… Diz a avó em jeito de ternura "Oh Pedro ensine lá a dizer daddy que é rápido" :) 

Mamā e Dada contentes com os passos da linguagem. 
É incrível o desenvolvimento da comunicaçāo.  

segunda-feira, 9 de março de 2015

Este Eterno Dia de Sol



Passou um ano. Cantar pela primeira vez os parabéns. 
Arrepios de amor. Sensaçāo de calor. 
Foi dia de festa, sim. Uma data querida, também. 
Cantaram as nossas almas. Sim, todos, todas. 
As que estavam e as que nāo estāo mais. 
Muitas felicidades, toda a do mundo. 
Muitos anos de vida, anos inteiros, cheios, repletos de alegria. 
Para a menina Amália todas as salvas de palmas.
Será sempre um eterno dia de sol, este e todos os dias 07 de Março.  




















Para trás ficou o mês inteiro de Fevereiro. 
Mês que tanto trouxe. Mês que tanto Levou.
Dias de trabalho intenso. Dias de perda que lembro.
Dias que o amor somou e eu acrescento. 
Dias que o amor perdeu e Fevereiro passou.
Como quem lava a alma e sabe
 O mundo vive neste contraste da despedida com o futuro eterno à chegada.

Amália, meu amor, acredito que a vóvó Fernanda também esteve na tua primeira festa 
pois em nós permanecem as felizes recordações de tudo o que viveu.  




















sábado, 21 de fevereiro de 2015

Pedaço de chão, bocado de ar



Há dias em que somos pedaços de chão, um grão de areia ou uma grande parte do mar. 
Montanhas que aparecem. 
Farpas bicudas num nevoeiro cerrado ou paisagem de um paraíso encontrado. 
É estar na hora da espera por braços desatados. 
De rima fácil em rima portátil nos tropeções pobres que se desmancham em emoções. 
Nāo fazer ideia. Não façam ideias. 
Disparar. Metralhar. Lançar-me em voos. E aterrar sempre neste lugar.
Lugar certo, incerto. Vazio, cheio. Perfeito. Desfeito.
Deve estar tudo certo, mesmo quando achamos não estar. 

Saudades de escrever. Saudades de vos contar.
Deve estar tudo certo. Mesmo quando parece nāo estar.

Na foto, com o meu irmāo, que desde sempre é o exemplo certo do que é tomar conta.
O saber dar a māo. Miguel estás sempre no meu coraçāo.



sábado, 7 de fevereiro de 2015

11 Meses



Há um ano uma barriga feita balão avançava-me gigante no espaço. Chegava sempre antes de eu entrar, a todo o lado. Chegava, chegava e depois lá chegava eu. Incrivelmente enorme e merecedora de toda a minha atenção. Abraçava-a a toda a hora no receio do andar não a aguentar. De dia. De noite. Quieta... numa espécie de sussuro para não a incomodar. De dia, não andava, arrastava-me. Sem saber nada de especial desta vida, nada de nada, ansiava no pânico deste futuro. O futuro que é hoje. 
Era eu capaz de cuidar e proteger um pequeno e delicado bebé? Era eu capaz de tomar conta e aprender  todo o dia a cada passo? Claro que era. Somos todas. Basta querer. 
Na altura desenhava-lhe o rosto, descrevia-lhe a alma. Para quê? Nem sei bem… Porquê? Sāo nossos filhos. Nāo precisamos saber escolher. Longe de precisar… Nāo queremos. Sāo nossos, basta serem. 
Doze meses depois de tamanha barriga cheia de sonhos, onze meses de realidade viva numa vida cheia de melhor e ainda maior. 
Onze meses. 
Impressionante. Uma barriga que num ápice bateu asas e voou. Agora está, amanhā já nāo. 
Barriga ao lugar, braços cheios, abraços intensos, barrigadas de amor. Vida perfeita de imperfeiçāo de sol e luar.
Onze meses, onze relatos de dias cheios, malucos, intensos, perfeitos, loucos. 
Onze meses, onze listas de descobertas, incríveis, perfeitas, imperfeitas, amadas, desorganizadas, malucas, engraçadas, loucas, quietas e inquietas. 
Onze meses de ti e de nós, meu amor. 





domingo, 23 de novembro de 2014

Et Voilà: A Primeira Obra de Costura



Se eu dissesse que esta é uma 'touquinha para a Amália', esta frase daria gargalhada imediata em família. É que depois de ouvir tantas vezes (fosse com 40'graus ou -10'): 
'Então e a Amália não tem uma touquinha para a cabeça?
Parece agora ser piada... Mas não é! 

Esta é, na realidade, a minha primeira obra de costura. E, sim, é uma touquinha para a cabeça. 

Fui na semana passada à primeira aula de costura, como disse. Infelizmente uma gripe levou-me à cama e ainda não tive mais aulas entretanto. Senti-me melhor aqui por casa e ontem a máquina piscou-me o olho. Eu pensei... Hmmm... Eu consigo fazer qualquer coisa! Um vestido a meio e o receio de me meter a fazer coisas sem supervisāo… Sentei-me e resolvi… Vou experimentar sozinha. Uma coisa nova. Uma aventura. Li alguma teoria e...

Et voilà! 
Foquei-me nisto e cá está.

Imperfeita... No entanto, cá está! É, sem dúvida uma "touqinha" para a cabeça. Diria mais, estou até muito orgulhosa deste meu feito! 
É que isto da costura tem muito que se lhe diga mas o que é preciso mesmo é: 
Gosto e paciência. 

Tenho para mim que este é o início inesperado de algo maior. 
A ver vamos. A ver vamos. 
Por agora, deixo-vos com a primeira obra: a touca Amália. 

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Tu...


Em dias em que o mundo inteiro podia desabar, resta a certeza das coisas - Tu. 
A foto vem tarde mas sempre a tempo. Nem só de aniversários se fazem os parabéns. 


sexta-feira, 24 de outubro de 2014

35 Hoje 36 Amanhā

Hoje é o último dia do meu 35' ano de vida. Tenho estado mais distante daqui esta semana pelo volume de trabalho. Os dias têm voado como as folhas ao vento e sem saber nem que horas sāo. Nāo páro. Nāo paramos. Tem de ser assim. Nem sempre. Mas por vezes. 
Num passo de quem corre mas no passo gigante de te amar... 
Estou aqui hoje e sempre para te dizer:

Foi aos 35 anos que te senti o suave pé a esticar-me a pele. A alma cresceu e renasceu. Ouvir o bater do teu coraçāo no meu. Senti-te nas māos ao amanhecer do dourar de uma luz diferente. Chorei de te amar ainda sem te ver. Abracei a vida como nunca antes para te proteger. 
Foi aos 35 anos que virei mulher. 
Obrigada, Amália. 


quinta-feira, 16 de outubro de 2014

A Um Passo De Salvar Uma Vida

Foto de autor desconhecido


Hoje recebi um email com um pedido de ajuda. Nunca aqui fiz nenhum apelo, nenhum pedido... Mas este também pode e deve ser um espaço para ajudar quem mais precisa. 

O Salvador tem apenas 3 anos e tem um linfoma de Burkitt. 

Precisa urgentemente de um dador de medula compatível. Encontrar essa compatibilidade é difícil, muito difícil mas nāo é impossível. E por isso mesmo... Veja a lista em baixo e talvez seja você o dador que se procura. 
Pode ser você que está neste momento a ler este post. Pode ser quem está ao seu lado ou muito perto de si. Para ajudar o Salvador e muitas outras crianças, ou mesmo adultos, o seu contributo pode ser essencial. Um gesto tāo simples e pode salvar uma vida. Nāo dói. Nāo custa nada. 
Hoje talvez pense que é "apenas" o filho de alguém que nem conhece...  Pense antes assim: - A única coisa que precisa fazer é isto:

O que levar:
BI e Cartão de Utente ou Cartão de Cidadão. No caso dos cidadãos estrangeiros, deverão levar o Visto de Residência.

O que é feito:

Preencher de um curto questionário do CEDACE para verificar se reúne as condições necessárias. 
Para se tornar dador de medula óssea, é-lhe retirada uma pequena amostra de sangue.
E deve reunir estas características: 
  • Ter entre 18 e 45 anos;
  • Peso mínimo de 50kg;
  • Altura superior a 1,5m;
  • Ser saudável;
  • Nunca ter recebido transfusões após 1980
     ( Nota: Não precisa de estar em jejum)

É simples e pode fazer A diferença. Tenha a certeza: Há um filho, uma família, que precisa de si. Basta ir a um dos locais indicados em baixo. 

Onde?

CONTINENTE:

CENTRO DE HISTOCOMPATIBILIDADE DO SUL
Alameda das Linhas de Torres, 117
1769-001 LISBOA PORTUGAL
(dentro da cerca do Hospital Pulido Valente)
http://www.chsul.pt/
Email: chsul@chsul.pt ou cedace@chsul.pt
Telf. +351 217 504 100; Fax. +351 217 504 101
HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO CEDACE:
Segunda a quinta-feira das 8 às 16 horas
Sexta-feira das 8 às 15 horas
CENTRO DE HISTOCOMPATIBILIDADE DO NORTE
Rua Dr. Roberto Frias
Pav. Maria Fernanda
4200-467 Porto
http://www.chnorte.min-saude.pt/
Telf. +351 225 573 470; fax. +351 225 501 100
de 2ª a 6ª feira das 9h às 17h30 (sem interrupção de hora de almoço)
Nas traseiras do Hospital de São João, junto ao Pavilhão das consultas externas na direcção da Faculdade de Desporto (sempre dentro do recinto do Hospital)
CENTRO DE HISTOCOMPATIBILIDADE DO CENTRO
Praceta Professor Mota Pinto
Apartado 9041
3001-301 Coimbra
(dentro da cerca dos Hospitais da Universidade de Coimbra)
http://www.histocentro.min/-saude.pt/
Telf. +351 239 480 700; Fax. +351 239 480 790
IPO LISBOA
R. Prof. Lima Basto
1099-023 Lisboa
Telefone (Geral): 217229800 / 217200400
Pavilhão Central - 2º Piso - Serviço de Dadores de Sangue
Horário: Dias de semana de 2ª a 6ª feira das 9h às 16h; Sábado das 9h às 13h.
Hospital DONA ESTEFÂNIA (Piso 1) -LISBOA
Rua Jacinto Marto
LISBOA
Tel: 213 126 600
2ª a 6ª das 09.00 às 13.00<
Hospital CURRY CABRAL (Piso 0) - LISBOA
Rua da Beneficência
LISBOA
Tel: 217 924 260
2ª a 6ª das 08.00 às 15.30
Hospital Nª SENHORA do ROSÁRIO - BARREIRO
Av. Movimento das Força
s Armadas BARREIRO
Tel: 212 147 340
2ª a 5ª das 9 às 12 h
Hospital AMADORA-SINTRA
Serviço de Sangue (Piso 2)
Estrada IC19 – Amadora
AMADORA
Telf. 214 348 279
4ªs feiras - 8.30 às 20.00 e 5ªs feiras - 08.30 às 13.00
Hospital GARCIA DE ORTA - ALMADA
Serviço de Sange, Piso1
Av. Torrado da Silva - Pargal
ALMADA
Telef. 21 294 0 294
2ª a 6ª das 09.00 às 12.30
Hospital de SÃO BERNARDO - SETUBAL
Morada: Rua Camilo Castelo Branco
SETÚBAL
Telefone: 265 549 049
De 2ª a 5ª feira das 11h às 13h.
Tem de se fazer marcação prévia pelo nº de telefone acima indicado e tem de se levar o impresso já preenchido.
Clínica Senha Saudável - TORRES VEDRAS
Morada:. Dr. José de Bastos, nº 8 - a
2560-332 TORRES VEDRAS
Telefone para marcações e informações: 261 332 867
Todos os dias úteis e sábado das 10h às 24h e ao domingo das 21h às 24h
Labcartaxo-Laboratório de Análises Clínicas do Cartaxo -CARTAXO
R 5 Outubro 13,1º, Cartaxo
2070-059 CARTAXO
telefone 243 770 979
De 2ª a 5ª as 8:00 às 18:30
6ª das 8:00 às 18:00
Sábados das 9:00 às 11:00
Clínica Prevenir e Cuidar -ODIVELAS
Largo Amoreira LRTAF R/C - D
Serra da Amoreira
2620-197 Ramada - ODIVELAS
Telf. 219 347 922
Biolabor - Laboratório de Análises Clínicas Lda - SANTARÉM
Rua Luis de Camões, 10
2000-116 Santarém
Telf. 243309780
De 2ª a 6ª das 8:00 às 19:00
Sábados das 8:00 às 12:00
Hospital Espírito Santo de ÉVORA
Edificio do Patrocinio
Serviço de Sangue, Piso 4
Largo Senhor Pobreza
7000-811 Évora
Telf. 266 740 100
De 2ª a 5ª das 9h30m às 12h.
Hospital José Joaquim Fernandes em BEJA
Serviço de Sangue (Piso 0)
Rua Dr. António Fernando Covas Lima, Beja
Tel: 284310200
Recolhas ás 2ªs, 3ªs e 5ªs das 9:30 ás 12:30 e das 14:30 às 16:00
Hospital Santa Luzia - ELVAS
Serviço de Sangue (Piso 2)
Rua Mariana Martins
7350-404 Elvas
Às 3ª feiras
Telf. 268 637 600
Hospital LITORAL ALENTEJANO -SANTIAGO DO CACÉM
Serviço de Sangue
Estrada Nacional, 261
Quinta Gilhardinho
7540-230 Santiago do Cacém
Telf. 269 818 100
Hospital Distrital de FARO
Serviço de Sangue
Rua Leão Peneda
8000-386 Faro
Telf. 289 891 275
Recolhas ás 2ªs das 8:30 às 12:30
Centro Hospital BARLAVENTO ALGARVIO - PORTIMÃO
Serviço de Sangue
Portimão – Porto Seco
8500-338 Portimão
Telf. 282 450 300
Laboratório Artlabos - TAVIRA
Rua Dr. Renato Mansinho da Graça, Lt 1
8800-363 Tavira
Tel 281 098 099; fax 281 096 010; email geral@artlabos.pt
Horário de funcionamento: 2ª a 6ª das 07h30 às 13h30 e das 14h30 às 18h00;
Sábados das 08h00 às 13h00.
Hospital de Santo André (Hospital Distrital de LEIRIA) - LEIRIA
Serviço de Sangue
Rua das Olhalvas
Telf. 244 817 000
2ªs, 4ªs e 6ªs das 8:00 às 15:00
Hospital de São Teotónio - VISEU
Serviço de Sangue (só parte da manhã)
Av. Rei Dom Duarte
3504-509 Viseu
Telf. 232 420500
Hospital Distrital CASTELO BRANCO
Serviço de Sangue
Av. Pedro Alvares Cabral
6000-084 Castelo Branco
Telf. 272 000 200
Centro Hospitalar Médio Tejo - TOMAR
Serviço de Sangue (Piso1)
Avenida Maria L M Castro
2300-625 Tomar
Telf. 249 320 100
3ª e 4ªf das 9h às 13h
Centro Hospitalar Médio Tejo – TORRES NOVAS
Serviço de Sangue
Largo Forças Armadas
2350-754 Torres Novas
Telf. 249 813 982
Hospital Rainha Santa Isabel - TORRES NOVAS
Serviço de Sangue
Av. Xanana Gusmão
Telf. 249 810 100
3ªs e 4ªs das 9:00 às 13:00
Hospital da COVILHÃ (Cova da Beira) -COVILHÃ
Serviço de Sangue
Alameda Pêro Covilhã
6200-507 Covilhã
Telf. 275 330 000
Centro Hospitalar TRÁS-OS-MONTES E ALTO DOURO
Serviço de Sangue
Avenida Noruega
5000 – 222 Vila Real
Telf. 259 300 500

MADEIRA:

Para pessoas que vivam na Ilha da Madeira terão de ir à internet, ao site do CH Sul e imprimir o inquérito (ou fazer download do mesmo), preenche-lo e enviá-lo pelo correio para o Centro de Histocompatibilidade do Sul (ver acima morada do CHSul, sff) e posteriormente serão contactados.
Caso haja dificuldade em imprimir o documento poderão ir ao hospital buscar:
HOSPITAL CENTRAL DO FUNCHAL
Av. Luis de Camões
Serviço de Banco de Sangue
Tel. 291 705750 (nº directo do serviço
Horário: das 9h às 13h

AÇORES:

PONTA DELGADA: Hospital do do Divino Espírito Santo, Serviço de Hematologia, 4º piso
OUTRAS ILHAS: é necessário ir à internet, ao site do CH Sul e imprimir o inquérito (ou fazer download do mesmo), preenche-lo e enviá-lo pelo correio para o Centro de Histocompatibilidade do Sul (ver acima morada do CHSul, sff) e posteriormente serão contactados.

OUTROS PAÍSES PERTENCENTES À BMDW - BONE MARROW DONORS WORLWIDE:

consulte o site Bone Marrow Donors Worlwide (seleccione ADDRESSES e de seguida identifique o país - country)
NOTA: Procure o local fixo de recolha mais próximo de si e caso não encontre fique atento às brigadas móveis. Como alternativa pode preencher o questionário e enviar por correio que posteriormente é chamado(a) para tirar sangue num local de sua conveniência. 

Obrigada 

terça-feira, 7 de outubro de 2014

7 Meses, Mil Publicações, Revista Caras e Dia 1

Fotografia de Joāo Lima para Revista Caras


Hoje, dia 07. No calendário: 7 meses. 

Tanta emoçāo neste dia em que nāo dormi. Eram 06 da manhā e nada de Joāo Pestana. Eram 08h e já me preparava para o difícil momento. A primeira "aventura" na creche. De aventura teve pouco, felizmente. Acabou por ser uma experiência calma e bastante tranquila de duas horas e meia. Faz parte da integraçāo. Nāo conseguia de maneira alguma se fosse tudo muito brusco. Tem de ser gradual. Sinto que a escolha foi a melhor. E isso já vale ouro num dia assim. O sorriso dela manteve-se ao ver-me sair. Comeu a sopa quase toda. Eu estava perto, muito perto, fiquei por prevençāo. Colada no telefone. Sempre que tocava parecia uma adolescente apaixonada no aguardo do telefonema do seu Romeu. Nāo tocou. Era esse o pacto: se houvesse choro ligavam logo. Nāo houve. Ela distribuiu sorrisos. Voltei sem aviso nem hora marcada. E aquele lugar... Lugar mágico. Fiquei de queixo caído e coraçāo cheio. Uma imagem que guardarei comigo até à velhice. Entrei e a luz estava baixa. A hora a da sesta. É inexplicável o que vi e senti. A paz invadiu aquele lugar com tranquilidade passadas as brincadeiras da manhā. Logo me disseram: "Bom, nāo é sempre assim... Eles também choram todos ao mesmo tempo de vez em quando" Claro que nāo será sempre assim. E ainda bem, naturalmente. Foi impressionante. Uma paz que nem imaginava possível em creche nenhuma. Luz baixa, som de fundo que nos transporta para os sonhos e ainda as caras de anjo de pestana fechada na tranquilidade dos abraços aos seus peluches. As camas seguidas e cuidadas. Tudo cheira bem. Tudo é limpo, agradável e bonito. 
Rendi-me ao plano de cinema, filme perfeito. Sabia que era o melhor lugar, fico ainda mais feliz por saber agora que é um lugar perfeito. Único. 
Estamos tāo bem entregues. 
Enquanto por ali perto andava, nada de mais fazia. Esperava. Qual menina assustada esperava o toque do telefone. Sem toque mas com Romeu. O pai foi almoçar comigo. Rápido mas sempre lá. Nāo fosse eu desmanchar-me e desconcertar-me pelas ruas. Serena mas colada no telefone. Confiante mas com a barriga embrulhada num bolo, o pai disse: Viste a Caras? Sāo mil publicações. Passou-a para a minha māo.
Que recordaçāo única...    
Uma honra, meu amor... Estás linda na publicaçāo 1000. 
Obrigada revista Caras pelo carinho eterno e pelo cuidado. Ficará comigo guardado um exemplar para mais tarde lhe mostrar.  
Um presente bonito para estes sete meses. Sete meses. Mil publicações e Dia 1. 
Vale a pena comprar. Nem digo por nós, naturalmente. Por todos os que lá estāo.
Parabéns Amália. Parabéns Revista Caras. 



quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Quem Vê Caras Vê Corações


Depois de uma tarde fantástica a fotografar para a Caras com a pequenita Amália, o regresso a casa é um regresso cansado mas agradável. Foram horas na companhia de profissionais exemplares. O que poderia ter sido difícil foi absolutamente calmo, simpático e amável.  Fotografar assim foi para mim uma prova ainda maior de que a Caras é uma revista com uma sensibilidade única e com profissionais excepcionais. O respeito e o profissionalismo fazem com que, hoje e sempre, a Caras tenha todo o meu carinho e admiraçāo. Acompanharam-me nos momentos mais importantes da minha vida e sāo sempre, sem excepçāo, atenciosamente cuidadosos com o trabalho que abraçam e com quem fotografam. 
Obrigada a todos os que hoje fizeram da nossa tarde uma tarde bem passada.  
Publicarei em breve o resultado.
Nesta Caras vāo certamente ver corações. <3