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sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Este Presente Este Futuro


E o futuro, amor? 
Às vezes assombram-me ansiedades do futuro. 

Antes centrada apenas no meu. Agora mais que no nosso: no teu, meu amor. No teu.

Receio que este seja o país que te vê crescer. Um lugar maravilhoso mas sem presente, sem futuro. À espera que o tempo se acrescente. 
Receio por ver todos os que se desdobram em qualidades e talentos e que, ainda assim, este está longe de ser o lugar ideal para se crescer. 
O mundo nāo é fácil. Claro.  E amar Portugal inquestionavelmente também nāo é suficiente. 

Que lugar é este  que amo mas onde quase nunca o rigor acontece e a seriedade é brincadeira?
Que lugar é este que amo mas onde o bom e o melhor é incentivado a partir, a nāo voltar ou mesmo a acabar?
Que lugar é este que amo mas sem visāo, óculos ou binóculos se desculpa atrás de desculpas e se vai escapando entre furos e buracos?
Que lugar é este que amo mas onde pessoas atrás de pessoas esperam que algo aconteça, mude ou se transforme sem deixarem nada mudar, melhorar ou ser diferente.
Que lugar é este, que amor?
Para tantos viver em Portugal passou a ser como viver vitima de bullying, maus tratos ou violência psicológica. 
Que lugar é este que se transformou no esmagamento de sonhos em massa, de futuros em particular e de vidas em privado?
Que lugar é este que prevê tudo e erra sempre a estimativa ao lado?
Que lugar é este que cospe e deita fora o que é bom em prol do que é mau ou está errado?

Que lugar é este, amor?

É o lugar que nos viu nascer e temo profundamente que este nāo seja lugar para te ver crescer.   
Quem nāo vê isto é porque certamente nāo tem vivido e sentido este lugar, meu amor.

Desculpa se hoje o que digo nāo é feliz mas nāo se consegue ser sempre.  



quinta-feira, 31 de julho de 2014

Acabados de Nascer. Acabados de Morrer.

Fotografia de: Mohammed Abed 


Lisboa: Este é um lugar de paz. De tranquilidade. Pode até ser uma pacata inquietude. Um tranquilo lugar de ansiedade. "Uma estranha forma de vida". Uma impaciente crise de presente e de futuro. 
No entanto... De paz.
Falta a de espírito mas fica a paz. A paz das nossas ruas. Das nossas copas das árvores. Das nuvens brancas em céus intactos. Das ecolas de férias à espera do regresso dos seus alunos. Das maternidades e hospitais onde entramos e nos entregamos à confiança de quem nos recebe.  
É assim Lisboa. Somos assim Portugal. 
O pior que temos nāo chega sequer a ser o bom ou o melhor de outros.

Aqui somos também um lugar inquieto e triste. De nota contada e tostāo furado. De māo atada e queixo baixo.
Mas somos também um lugar encantado. De māos dadas ao mundo, o lugar para sol, sorrisos e abraços. Amizade espalhada. Espelho de mar. Luz encantada. Paz relaxada. 

Longe da guerra. E de alguma forma longe de alguma paz. No entanto, por mais que nos falte, nāo sabemos o que é temer ataques dos céus. Armas por terra. Corpos desmembrados. Lutos em massa. Ódios eternos.

Nāo sei de guerra. Nāo consigo saber de guerra. Perco o norte só nas imagens. Hospitais? Maternidades? Civis? Homens, mulheres, crianças? Bebés... 
Mantas de sangue que cobrem corpos acabados de nascer... Acabados de morrer. 
Famílias inteiras. Do céu caem panfletos e nāo... Nāo é mais um festival de verāo. Nesta guerra ninguém se lembrará o que é música. Os sons distantes de tambores, de instrumentos. Os instrumentos sāo mísseis. Sāo armas. Armamento. As notas, pedaços de corpos. Que estoiram. Que morrem. 

Ouço, leio e releio 
"Israel defende o seu povo com mísseis. Hamas defende os seus mísseis com o seu povo" "Ambos os lados têm culpa" "A culpa da guerra nāo se mede por quem faz mais mortos ou feridos" "A diferença é que Israel podendo matar mais, mata o mínimo que lhes é possível. Hamas podendo matar mais, aniquilava todos."  "Israel quer paz. Hamas quer guerra." "Pobre Palestina que nāo sabe escolher os seus líderes" 
Tudo imperceptível ao meu mundo. 
Ao que conheço. Ao que sei que desconheço.  
Imperceptível.

Maternidades? Hospitais? Vidas atrás de vidas. Mortes atrás de mortes.
Crianças sem paz. Crianças sem infância. Pais, māes que correm, que gritam, que sofrem... Filhos feridos nos braços, sem braços.  
Mantas de sangue sobre corpos acabados de nascer... Sobre corpos acabados de morrer.

Conhecemos muito pouco, quase nada, disto. Aqui, longe, mesmo com imagens, textos, informaçāo... Nāo conhecemos nem uma pequena parte disto.

Todas as manhās agradeço aqui este lugar onde somos, este lugar onde estamos. Lisboa.
Ainda que um dia nos falte muito, esperemos continuar a ter a tranquilidade do nosso céu, o brilho do nosso mar e o sorriso dos nossos filhos.
Deveria ser assim em cada lugar. Quem dera fosse como aqui em todos os lugares.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

A Sopa e a Polícia - Take Two


É que nāo percebo nadinha. Fico baralhada como as cartas. 

Hoje foi estranhíssimo... Os primeiros 5 minutos foram com a Amália a chamar novamente a gritar pela polícia com o seu choro sirene que se ouve de norte a sul do país. 

Sempre o mesmo diálogo: 
"Sr. guarda leve-me daqui que estou entregue aos bichos. Esta gente dá-me coisas esquisitas para comer" 

A ver se mudamos o guiāo, tal māe tal pai, vamos arranjando truques. O truque mais baixo e óbvio é:
1. Choro, boca aberta, 3, 2, 1 ... Colher com sopa. In.
2. Choro mantém-se, boca aberta igualmente, 3, 2, 1 ... Chucha. In. 

Acalma. Felizmente acalma. E eu também... Pelo menos até à próxima colher... 

O que foi estranho hoje é que foi do 8 ao 80. Cinco minutos de choro louco e de aperto. 
E do nada... Sim, do nada, levantou-se o lenço branco da paz. 
Foi do inferno ao céu. E eu com ela.
Transformou-se tudo num "Māe, isto tem de ser e será rápido. E quem sabe até é bom. Vou comer à velocidade da luz e tudo e tudo e tudo, sem deixar nada." 
E nāo verteu nem mais uma lágrima. Será que desistiu da luta? Da batalha? Ou da guerra?
Desde que nāo desista de mim... 

Agora dou voltas e voltas à cabeça... O que será que aconteceu? 

Talvez estivesse quente demais. A queimar nāo, naturalmente provo a sopa antes, mas quente para o gosto dela?! Talvez. Mesmo o leite gosta dele frio, mais ainda no verāo. Leite morno começa logo a ficar irrequieta e cheia de calores. 

Quem sabe... 

De boca aberta fiquei eu. 
Mas já dizia o ditado... (Nāo, nāo é esse que estāo a pensar.)
Este: Cá se fazem cá se pagam.  
Eu nāo merecia nem mais nem menos que acabar esta história de boca aberta. 

Minha filha, maravilhoso final de sopa hoje. Até na colher agarraste para puxar a sopa para ti.
Que seja o começo de um grande princípio. A tua boa alimentaçāo.





  





segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Mães Coragem


No hospital pediátrico as histórias de vida entendem-se no tempo de uma viagem de elevador. Uma mãe chora em silêncio enquanto na cadeira de rodas transporta a filha. Filha que ali, naquele momento não a vê. Não a ouve. Na cadeira, a pequena olha para a frente vidrada nos olhos da sua enfermeira que lhe sorri. De pé e atenta, a enfermeira distrai a pequena das lágrimas escondidas da mãe. Na mão, para os mais atentos, a pasta diz: neurocirurgia. Entre os longos cabelos da pequenita vê-se um conjunto de pontos que contrastam com o brilho dos seus olhos mas que explicam a água da mãe. 
Saímos do elevador. Todos. No corredor aquela mãe cruza-se com outra. Encontra ali inesperadamente o alento de um ombro de uma outra mãe. Já amigas entende-se. De quem passa ali os dias, a vida. Não aguenta nem mais um segundo de silêncio e chora menos baixo naqueles braços. A tempo, a enfermeira leva a cadeira para que a pequena não a ouça, não a veja, não sinta. Achei que tinha sido a tempo. Mas não foi. Sentiu. Na cadeira, voltou-se, olhou para trás. Não podia. Mas olhou. Surpreendida chamou de longe: -Mãe!? A enfermeira sem parar e sempre com um sorriso disse que a mãe já ia, que tinha encontrado uma amiga. Ao longe o abraço entre lágrimas ficou. 
Daquele lado a cadeira virou a esquina. Do outro o abraço durou.
Nós. Eu e o Pedro chegámos onde íamos. O quarto da Ana, que de sorriso me disse logo: também és Ana, somos as maiores. Pensei: eu não, tu sim, és a maior. A maior das forças. Ali à minha frente, a força em pessoa. Uma história complexa, dura e que já foi de falta de esperança, e que contra tudo e todos virou uma história única de superação. Escrevo porque ali não se vivem histórias simples. Porque ali não são apenas doentes. São crianças. São pais, mães, irmãos e familiares que se suspendem no tempo. Que se esquecem que dia é hoje e que horas são. Pessoas que se agarram ao que têm com o pouco ou nada que conhecem da medicina. 
Gostava de ter dito àquela mãe, das lágrimas no corredor, que o seu legítimo desespero que hoje sente, amanhã poderá ser esperança. Que naquele quarto mesmo ali ao lado a esperança quase partiu sem regresso. Mas voltou em força e contra o esperado por tudo e todos, até pela medicina. Não vale antecipar, não vale deixar o medo ganhar, não vale baixar a guarda. 

Serve este post para dizer também que ao contrário destas mães coragem que vi hoje, existem outras. Infelizmente existem aquelas, que apesar de serem mães, escrevem artigos no jornal de bradar aos céus e, quero eu acreditar, que é porque a vida lhes corre de feição e nem pensam. Não pensam e dizem e escrevem disparates a reclamar sobre a falta de paciência para crianças, as suas e as dos outros. Existem claro, outras ainda. A todas essas mães tontas que não pensam ou não sentem, desejo que essa ignorância se mantenha. Pois força para situações como as que vi hoje não teriam certamente. Desejo também todo o bem aos filhos dessas 'filhas da mãe' a todo o custo. Para que eles, seus filhos, não percebam nunca que precisavam mesmo, ainda por cima, era de ter outra mãe. 

Às mães coragem de hoje... desejo o melhor que se pode desejar: que a vida vos seja justa e vos mantenha vivo esse vosso grande amor e com ele todas as alegrias, todas as curas, todos os sorrisos. 


domingo, 8 de dezembro de 2013

Escolha Do Nome e Numerologia

A escolha do nome. Para muitos de nós a escolha do nome nāo passa de uma escolha muito pessoal relacionada com o gosto dos pais ou com significados profundos. Escolhemos o teu com base em várias coisas. Mais tarde falaremos sobre essas escolhas e nāo agora. Pois dizem que muitos pais no dia do nascimento alteram espontaneamente o nome que iam dar ao bebé. Nāo é um segredo de estado, é apenas para evitar a pressāo de mudanças que possam ocorrer nesse exercício dessa liberdade no dia do teu nascimento. Ainda que me pareça impossível o teu nome vir a ser outro que nāo este.
A escolha de um nome para um filho é uma opçāo difícil. Mas é também uma tarefa maravilhosa. 
Quem tiver interesse pode visitar este site (em baixo) e descobrir coisas engraçadas sobre a influência do nosso nome naquilo que somos e fazemos. No nosso destino. Com mais ou menos crenças, tem graça esta passagem pelo mundo dos nomes e a influência dos números. Basta clicar no link em baixo e ao abrir escrever o nome completo de quem querem pesquisar. O meu próprio nome foi uma descoberta assustadora pois tudo o que lá vem é puramente verdade. Coincidência ou nāo... Ali li a minha personalidade completa. Com o que tem de bom e mau, claro. 
As imagens que aqui deixo sāo a previsāo do que será a influência do nome que eu e o pai escolhemos para ti na tua personalidade, na tua vida. Uma princesa com um coraçāo de ouro, um amor e uma simpatia cheia de coisas boas para dar ao mundo. Como a tia Nônô diz: "O mundo precisa de pessoas assim".   
Fica a partilha:





domingo, 24 de novembro de 2013

Mães Em Tempos Difíceis

Imagens que não precisam de descrição para se ter noção do sofrimento e protecção destas mães. Seja por catástrofe natural, guerra, doença e\ou fome, o mundo não é mesmo um lugar igual para todos. 
Agradeço todos os dias a paz que aqui se vai tendo. 
Oxalá fosse possível termos todos essa paz. 


Fotografia de: Kyoichi Sawada




Fotografia de: Ovie Carter





    Fotografia de: David Burnett



Fotografia de: Finbarr O’Reilly





terça-feira, 5 de novembro de 2013

O Mundo e as Crianças

Acabei de ver este video surpreendente e fez-me pensar se o mundo nāo seria um lugar melhor se as crianças fossem mais ouvidas. A ingenuidade, frontalidade e o bom coraçāo desfazem-nos com as respostas mais inacreditáveis de tāo simples e sensatas que por vezes sāo. O video é longo para quem se cansa facilmente, eu acho particularmente apaixonante. É genial a sua simplicidade e acima de tudo a maturidade e a mentalidade de quase todas estas crianças. Confesso que tenho uma pequenota favorita que me encantou com respostas como: " I mean: I'm a Christian and I don't think it's wrong" Indignada e de braços no ar e com tāo poucos anos de vida. Que a vida nāo lhes roube ou altere, de forma alguma, a grande maioria destes pontos de vista.
O melhor do mundo sāo mesmo as crianças.