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sábado, 17 de maio de 2014

O Céu Na Terra


Há momentos em que o céu desce à terra. Momentos como este. Em que a serenidade invade e o paraíso se instala. Para conhecer e dar valor à tranquilidade precisamos conhecer o oposto. Os dias nestes meses têm sido tantas vezes inquietos e anseio pela chegada de mais momentos calmos e serenos como este. 
A pequena Amália nāo tem culpa. Nenhuma. O processo é duro. Duríssimo só por si normalmente, pela exigência do cuidado 24/7, mas mais ainda quando se enfrenta as cólicas severas que parecem nāo passar. 
É o corpo que dói. O dela e o meu. O nosso. A cabeça cansada pesa. O sono, o meu, o dela e o nosso, nāo é reparador , é sempre interrompido. 
Faz parte. Sabemos. Claro que faz. 
Essa é a parte fácil, fácil de dizer acima de tudo para os outros, mas difícil de viver. 

Lembro tanto os relatos dos meus pais... Fiz a vida "negra" aos meus pais nos primeiros tempos de vida. Nāo deixei ninguém dormir durante um ano, ou mais. Lá está... Agora é a minha vez... "Cada um tem aquilo que merece" já dizia o ditado. Se fosse possível gostava de trocar este ditado por outro... Outro qualquer...  

Aos meus pais:
Desculpem as noites todas sem dormir. Desculpem todas as birras e inquietações que vos tiraram do sério. Desculpem tudo o que fiz que vos revirou as horas e os dias... 

Mas verdade seja dita: também agradeço por de todas essas horas ter resultado um amor enorme, gigante, maior que o mundo.
Disso, que ninguém duvide. 
Aqui também pode desabar o mundo... 
Mas à volta... 
Pois o nosso mundo, o que aqui vivemos: é mais que tudo, um mundo de amor. 
E esse nāo desaba nunca.

O resto, passará.



sexta-feira, 18 de abril de 2014

Do Silêncio

       
       Fotografia de Louis Fleckenstein


Em 1900 era assim... Em 2014 pouco ou nada mudou. 
O cansaço semelhante. O amor igual.

Sempre gostei da noite. Do estar acordada. 
Todos dormiam. Eu acordada. 

Sempre gostei da noite. 
Do silêncio enquanto escrevia, trabalhava, desenhava ou pintava. 
Do dormir enquanto na cidade circulavam. 
Do trabalhar enquanto na cidade descansavam.

Sim, sempre gostei da noite. 
Não da noite das noitadas. 
Não da noite das palhaçadas. 
Mas da noite. 
A noite calma, silenciosa, inspiradora e abençoada. 

Agora menos. Tenho escrito menos. 
Muito menos. 
A noite anda desengonçada. Desequilibrada. Torta. Estafada.

Agora mais. Muito mais. 
Cansada. Estou cansada. Ando atrapalhada. 
Sou mãe. Ando muito ocupada. 
Durmo pouco. 

Agora menos. Muito menos. 
Acordo. Sempre acordada. 
A minha noite anda zangada.

De dia. Ela. Eu. Tantas vezes deitada. 
Sou mãe. Faz parte de qualquer vida bem passada.


Agora mais. Muito mais. 
Sou mãe. Estou encantada. 
Agora mais. Muito mais. 

Mas ando cansada. 

sábado, 12 de abril de 2014

Sāo Assim As Quatro. Sāo Assim As Seis Da Manhā



O dia vira noite e a noite vira dia. Trocam-se horas sem opçāo. 
É assim connosco. É assim com todos. 
Somos māes. Somos pais. 
O cansaço. O amor. Mesmo às seis da manhā.
Estamos embriagados. De sono. Mas também de amor. Com amor adormecemos. Com amor acordamos. 
Somos māe. Somos pai.

Sāo assim as quatro. Sāo assim as seis da manhā.





domingo, 5 de janeiro de 2014

Já Amanhecia


Hoje amanhecia e as duas nāo dormíamos. Dizem que acontece muito. Nāo sei. Aquilo que sei é que a angústia é grande. Sempre dormi bem. Mas hoje: saber que tem de se dormir, que tem de se descansar e nāo ter sono foi um tormento. Seja mais que normal para todas as grávidas, ou nāo, especialmente no último trimestre, confesso que nāo é agradável o peso na consciência. Sentir-te a mexer inquieta a noite inteira como se fosse hora de diversāo foi motivo para nāo chegar o Joāo Pestana. Valeu-nos o bom dia do pai no espelho da casa de banho com pasta de dentes. Aconchegou o coraçāo quando li e reli. Mais ainda quando o pai acordou e percebeu que era tāo tarde, ou melhor, tāo cedo e nós ainda de olhos abertos. Foi o pai que finalmente nos acalmou e adormeceu. Com a māo no cabelo da māe a falar do mar e de fotografia. 
Desculpa minha princesa por nāo te ter conseguido adormecer, por nāo me ter conseguido adormecer a tempo e horas. 
Parece que acontece. Aconteceu até bem de manhā.
Espero que estejas bem. A māe: cansada.  

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Para Estares Perto

Hoje cruzei-me com esta imagem. E fiquei com uma vontade imensa de comprar um suporte destes para ti. Para te ter perto... Em seguida aparecem as dúvidas... Será que é perigoso, será que não... Ainda não sei. Devem existir imensas teorias contra... mas a ideia de te ter assim faz-me sonhar. Só se não for perigoso. Claro. 


quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Sete Maneiras de Adormecer o bebé

Quando nāo souber o que fazer vou tentar estas sete opções deste video. Alguma há-de resultar. 
Acho particular graça à opçāo do secador. Já tinha lido sobre a vantagem de se tentar reproduzir as condições naturais do útero durante os primeiros meses de vida. O som do secador é de alguma forma semelhante ao som do interior do útero. Um som contínuo e alto. 
Também vi vídeos que defendem que a limitaçāo dos movimentos dos braços e das pernas do bebé os acalma e os faz parar de chorar imediatamente. Imagens que mostram bebés a serem enrolados em cobertores dos ombros aos pés, ficando calmos nesse mesmo instante. Impressionante. Dentro do útero o espaço é mais que limitado. Reproduzir esse aconchego traz-lhes segurança e calma, evitando ao bebé o sofrimento trazido pelo espaço desconhecido. Permitindo uma habituaçāo gradual à liberdade até esta se tornar um prazer imenso e um novo mundo a explorar. 
Um dos nossos maiores erros é provavelmente ver tantas vezes o mundo pelos nossos próprios olhos. A ideia de nos enrolarem num cobertor, em adultos, limitando os nossos movimentos nāo parece ser muito agradável. Pois, pelos vistos, nos primeiros meses é mesmo isso que os pequenos querem.  
Para já fiquem com estas sete ideias para os adormecer: