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sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Māe Artista


Sophie Starzenski, fotógrafa, registou ao longo da gravidez todas as fases. Com praticamente sempre o mesmo enquadramento, contexto e posiçāo. Partilho as 10 fotografias da fotógrafa repletas de simplicidade. Imagens que mostram a evoluçāo do fenómeno que é a gravidez e o mais belo trabalho desenvolvido pelo fabuloso corpo humano. É um trabalho artístico simples, pessoal, despretensioso e tāo bom por isso. Nada do outro mundo. Deste mundo mesmo. Gosto bastante. 

É daquelas coisas que ao olhar para trás me arrependo de nāo ter feito. Vários amigos sabendo da minha paixāo por fotografia incentivaram-me diversas vezes a fazer registos repetidos da evoluçāo da gravidez. Nāo fiz. E lamento. Ainda bem que há quem faça. Espero que gostem das fotos dela. 
Deixo também o endereço do site com mais trabalhos para quem estiver interessado:  










Imagens de: Sophie Starzenski 



segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

A Māe Escondida

Hoje fotografamos o que queremos, onde queremos, a todas as horas, em quase todas as condições. Em 1800 e tal era bem diferente. Já era possível mas com as devidas limitações. Li um artigo sobre as dificuldades dos pais em conseguir as fotografias dos seus bebés naquela altura. A razāo é simples: era necessário manter os bebés absolutamente quietos por pelo menos 1 minuto. Difícil, quase impossível. Na altura a exposiçāo à luz tinha de ser longa para ser possível captar o momento numa imagem nítida. Os fotografados tinham de estar quietos como uma estátua. Tarefa aparentemente simples mas complexa quando se fala em fotografar bebés. 
As soluções para o problema foram surreais. Acho graça porque sāo o resultado das limitações da época e do amor daquelas māes. Amor enorme em querer registar o momento e fazer-se desaparecer dele focando a atençāo apenas no seu bebé. 

Guardar momentos no tempo, naquele tempo. O resultado foram fotografias com māes presentes mas "camufladas", escondidas. Se bem distante do photoshop e muito longe de toda a evoluçāo técnica imagino-me logo a passar por tudo isto... Já me estou a ver de cortina à frente a parecer um fantasma, para tentar a todo o custo as fotos possíveis da minha filha a brilhar sozinha. 

Felizmente meu amor, para todos nós, hoje em dia a técnica permite tudo e mais alguma coisa. E assim nāo temos estas limitações. 
Como já escrevi aqui um dia: prometo que vou fazer o possível e impossível para te fotografar sempre e todas as vezes sem te incomodar. Mas hoje, hoje é fácil. Naqueles tempos era outra coisa. 

Ficam algumas fotografias e o link da BBC news que me chamou a atençāo.











sábado, 28 de dezembro de 2013

Tolices

       
Imagem de: Pedro Mendonça

Apesar dos dias cheios, sem tempo e sempre a correr, o teu pai arranja sempre tempo para tolices e diversão. Não haverá grande margem para seres triste ou teres dias em que estás mais em baixo: o teu pai não deixa! Impossível. Uma gargalhada com a mais simples das tolices nunca vem só. Saberás do que falo, pois já ouves o que dizemos e sentes o que sinto. Há dias assim: cheios ... De sorrisos e gargalhadas também. Claro. 

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Um Dia Vip



Depois de um dia confuso em que me cansei e te cansei com as coisas chatas da vida: documentos, papeladas, gás, água, emel... Essas coisas. Depois de um dia assim, gostei de abrir as páginas da revista Vip. Ainda sem tempo para ler mas gostei de olhar e pensar que um dia estas fotografias serão mais que fotografias cuidadas, serão recordações nossas deste estado de graça que a vida nos deu e o amor proporciona. 
Estás linda nas fotografias. Um dia talvez digas: - Mas Onde? 
- Na barriga, na barriga grande da mãe.
E perguntarás:
- Mas não se vê lá para dentro?!
- Pois não... Mas sente-se. 
Sente-se. 



           

domingo, 24 de novembro de 2013

Mães Em Tempos Difíceis

Imagens que não precisam de descrição para se ter noção do sofrimento e protecção destas mães. Seja por catástrofe natural, guerra, doença e\ou fome, o mundo não é mesmo um lugar igual para todos. 
Agradeço todos os dias a paz que aqui se vai tendo. 
Oxalá fosse possível termos todos essa paz. 


Fotografia de: Kyoichi Sawada




Fotografia de: Ovie Carter





    Fotografia de: David Burnett



Fotografia de: Finbarr O’Reilly





sábado, 16 de novembro de 2013

Bebés De Outros Tempos

Gosto sempre de fotografia. Mas mais ainda com marcas do tempo. 
Faz parte do meu imaginário e é uma das minhas grandes paixões. Nāo sāo precisas palavras ou legendas. Sāo história. 






















quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Balão

Hoje ao telefone:
-  Mas como está a sua barriga? 
Hmmm. Como dizer?! Talvez explicar que posso levitar sem balão. Consigo voar sem avião. E... Toco a lua sem foguetão.- Está redondinha, obrigada... Já se nota um bocadinho. 


segunda-feira, 11 de novembro de 2013

De Viagem


Imagem de: Katie Garcha Photography

Este pequeno aviador na fotografia nāo parece nada incomodado com a deslocaçāo. 
E tu também nāo, dentro da barriga cá vens e cada vez a mexer mais.
Uns dias no Porto. Gostamos do Porto. Aparentemente tu também. 

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Sorrisos Roubados e Fotografados

Imagem de: Kristen Cook

Sendo apaixonada por fotografia e fotografando de dois em dois segundos, nāo sei muito bem como vamos lidar com esta prática diária e o teu bem estar. Fotografar--te vai ser certamente um emprego quase a tempo inteiro. Estou a prever... O teu pai, que me vê fotografar portas, janelas, texturas, pessoas, paisagens, basicamente: tudo... Dizia-me assim no outro dia: - Vai ser uma loucura, nāo vai? É melhor começar a comprar discos externos... No seu jeito de gozo e brincadeira fez-me pensar com os meus botões. As minhas portas e janelas nāo reclamam, nāo se cansam, nāo sofrem com as minhas fotografias... No entanto, tu meu amor... Podes, sabe-se lá porquê (nem estou a ver de onde me vem essa ideia) ter um feitio muito próprio e achar tudo isso uma chatice. Se assim for, assim será. E como a minha māe me diz a rir e a brincar, cada um tem aquilo que merece. Pode ser que o universo se una para me retribuir a quantidade de vezes que me escondi atrás da saia da minha māe, ou as vezes em que fechava a expressāo zangada sem sorrir a ninguém, ou mesmo quando fazia birras e birras porque as coisas nāo eram como eu queria, ou as vezes em que acordava e ficava 3 horas sem falar a ninguém. E neste caso nāo, nāo se pode dizer que a educaçāo isto ou aquilo... Os avós sāo os melhores pais do mundo. E o meu irmāo sempre simpático, certinho e muito bem educado. Coitados dos avós, eu fiz literalmente a vida dos meus pais em fanicos. Nem dormir conseguiam durante tanto e tanto mas tanto tempo... Raça da miúda, como diria uma grande amigo de quem tenho saudades. Educaçāo nāo me faltou. Mas se para muitos tinha graça eu ser um bichito do mato, para outros isso foi tantas vezes mal entendido, claro. 
Por ti, para o teu bem, espero que tragas contigo o sorriso único do teu pai. Sorrir à vida nunca fez mal a ninguém, sei eu hoje depois de tantos anos. Nāo sorrir aos outros pode tantas vezes ser estranho, triste e desconfortável para os outros, mesmo quando a nossa razāo é apenas a vergonha ou o estar connosco nos nossos pensamentos. Todas as razões sāo válidas mas desde que saibas que todas as consequências também. 
Eu serei aquela que entenderá todos os teus sorrisos ou a falta deles. Sorrir vem de dentro, como tudo em nós. Sorrirás, bem sei, a quem te merecer todos os sorrisos. Que seja muitas e muitas vezes. 


  

sábado, 2 de novembro de 2013

Chamavam-lhe Amália

África, 1973

Os tempos eram outros. A terra Moçambique. A vida diferente. Os anos passaram como passam para todos. Hoje continua uma mulher lindíssima. Outra idade, mas lindíssima. Outra experiência, mas finíssima. Quando a viam na rua chamavam-lhe Amália. Ria-se sempre que lhe pediam para cantar um fado. Outros tempos também os de Amália. 
- Nāo canto. Nāo canto. Nāo sou eu. 
Nāo, nāo era. Chama-se Maria. Alexandrina. Mas Maria. 
Ao colo, neste dia, o meu irmāo. Tempos que eu nāo partilhei. Faltavam uns anos ainda. Mais tarde, cresci a ouvir em família sobre o seu bom gosto, as casas em África, a sua força, a sua história, a sua teimosia.  
Ontem ao ver fotografias relembrei essa beleza única de outros tempos. Nas fotografias uma diva do cinema. Mas na vida nunca quis, na realidade, nunca lhe passou pela cabeça. Tantas vezes me perguntou como eu conseguia subir a um palco sem medo. 
- Nāo avó, nāo se sobe a um palco sem medo. 
E logo me respondia: - Entāo como consegues? 
Falou-me da única vez que pisou um palco. Da vez em que petrificou em frente a um batalhāo de gente.  Foi obrigada. Nāo queria. Sempre disse que nunca quis. 


Na vida é a força. Sempre que perdeu levantou-se e andou. Seguiu. E perdeu, levantou-se e andou. E perdeu outra vez recentemente numa idade em que já nāo devia ser permitido. Mas perdeu, perdeu quando o meu tio se despediu sem aviso. Depois desse dia, só depois desse dia envelheceu. De pé, mas envelheceu. Envelhecemos todos. Mas a minha Maria Alexandrina nāo mais foi a mesma. 
Levaram-lhe a força, a vontade. Mantém a postura, a classe, a beleza, mas levaram-lhe a força.

Só tu, meu amor, trouxeste de volta parte dessa força. 
Quando chegares saberás do que estou a falar. É a bisavó.
A vovó Xandrina. 
Na vida o que conta é mesmo a família.