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sexta-feira, 21 de março de 2014

Desespero De Nāo Saber O Quê


Hoje foi difícil. 
O choro entranha-se na alma e grita-nos de desespero.
Costuma ser calma, serena, tranquila...
Hoje nāo. 
Uma noite de agitaçāo, inquietaçāo total, choro desalmado. 

Aprendi o verdadeiro significado do "nāo saber o que fazer". 
Segui todas as listas de razões para o choro desalmado. 
Lista acima, lista abaixo. 
Nada. Qual o resultado?

Choro desalmado. De quem nāo tem consolo. 
Aconteça o que acontecer. Faça-se o que se fizer. 
Fizemos tudo. Todos os truques. Todos os malabarismos. 

Ficámos nós inconsoláveis. De tristeza gigante que se apodera de nós com provas da nossa incompetência no momento. 

Foram horas. Horas a tentar acalmar lágrimas sentidas. As dela. 
Depois as minhas. 

Nāo chorei de cansaço. Chorei por nāo saber mais como ajudar, o que fazer, como fazer. 
Diz-se nos livros que todos os pais experimentam desta angústia. 

Ofereçam-me cansaço. Ofereçam-me noites sem dormir. Ofereçam-me tudo. Aguento tudo.
Mas por favor vamos evitar esta angústia do choro desesperado sem luzes da razāo. 

Deita-me por terra tudo aquilo que nāo entendo. Sempre deitou.
Mais que tudo com lágrimas gritadas sentidas indefesas aos 14 dias. 
Estamos cá para defender. 
Estamos.
Mas de quê? Tenho sempre de saber de quê...  

Passadas horas, listas corridas de ponta a ponta. Estratégias repetidas.
Dormiu. Serena. Como sempre. Como sempre.

E foi o quê? Foi de quê?
Nāo sabemos. Nāo sei. 

Mas passei a conhecer o maior dos desesperos de nāo saber o quê. 
E foi o quê? E foi o quê?



terça-feira, 17 de dezembro de 2013

O Medo Do Choro

Ainda me ri hoje com o teu pai. Estava a ver uma entrevista na televisão, a repetição de um programa que costuma ir para o ar ao sábado e que eu gosto de ver sempre que apanho. O entrevistado era um jornalista. Sim, um jornalista. Parece ao contrário mas não é. Um jornalista estava a ser entrevistado numa conversa bem conduzida. Onde falava sobre experiências próprias de uma forma aberta e com uma entrega admirável. Ali costuma ser regra a entrega e a queda dos muros. Ele dizia no meio de frases com muita graça e com leveza que nem sabia como conseguiu viver o primeiro mês de paternidade sem cometer uma loucura. Isto porque, continuava ele, lhe parecia impossível antes de experimentar mas os bebés, de facto, choram sem parar o primeiro mês seguido. E finalizava dizendo achar um milagre como, nós pais, aguentamos sem dormir... 
Posto isto o teu pai soltou uma gargalhada e em tom de brincadeira, como sempre, disse: "Coitado, teve pouca sorte, foi uma experiência difícil, não é claramente como a nossa." Mas isto num tom meio nervoso, meio irónico. Fez-me rir e brincar com o nosso medo do choro. A verdade é que todos os pais, mas todos sem excepção, referem o desespero do primeiro mês. E isto é quando o primeiro mês não se transforma em 3 meses, em 6 ou um ano. Não ouvimos até hoje nenhum relato contrário ao medo do choro, ao cansaço do choro, à loucura e desespero de pais e bebés cheios de lágrimas. Ainda assim quero acreditar que no meio do teu choro irei ouvir as tuas risadas e assim ganhar fôlego para mais trinta choros de goela aberta. 
  
Por favor, histórias felizes se me estão a ler invadam a minha caixa de correio. Precisamos de vocês. Nós e todos os futuros pais.