Facebook

Mostrar mensagens com a etiqueta leite. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta leite. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Amamentar


E um dia deixamos de ter. Assim. Do nada. 
Desde que fiquei doente, com gripe, o meu leite reduziu drasticamente. 
Achei que recuperaria. Achei que assim seria. 
O início da amamentaçāo foi tāo penoso que disse durante muito tempo que assim que fizesses três meses iria deixar de amamentar. Um crime aos olhos de muitos puristas. Mas absolutamente natural para mais que muitas māes. Agora parece castigo. A verdade é que as dificuldades passaram, ultrapassei-as e tudo mudou. Deixei de querer parar.
Amamentar passou a ser certamente das coisas mais bonitas desta vida. 
Digo hoje. Sei hoje.
Foi de facto difícil. Doloroso. O início. 

Agora parece que passou uma eternidade de tempo sobre o pesadelo que foi o princípio. 
Aprendi todos os truques. Dei por mim dias a fio com luvas cheias com água quente sobre o peito, pomadas para antes, gelo para depois. Todos os produtos para facilitar eu comprei. Até um spray nasal de ocitocina me foi medicado. Dias e dias de dor. De nāo tolerar a água do chuveiro directamente. 
Dor como se vidrinhos me percorressem os vasos. 
Passou. Como tudo passa. Passou. 
Foi-se transformando naturalmente na beleza que caracteriza a maternidade. Torna-se maior que tudo. 
A natureza volta a falar mais alto. Torna-se avassaladora. Nunca mais se olha o mundo animal da mesma forma. Nunca mais se pensa o mundo igual. 

Somos animais. Somos natureza. Somos força e beleza. 

Acabou. Um dia iria acabar. Queria continuar, claro. Típico. Agora queria continuar. 
Pelo menos até aos seis meses. Também calculo que chegando aos seis meses iria provavelmente querer continuar pelo menos até aos nove. E assim sucessivamente. 
Porque se torna assim o amor. Grande. Enorme. E certamente nāo iria saber parar.  

Tenho pena. Agora que acabou.

Ao deixar de amamentar nāo acaba o amor. Nem o amor se mede assim.  

Amamentar é importante. Repetem médicos e a organizaçāo mundial de saúde. 
Repito eu: foi maravilhoso enquanto foi possível. 
O mundo nāo acaba por isso. Nem o teu nem o meu. Foi como teve de ser. 
O leite materno deve mesmo ser o melhor alimento do mundo. Mas ao acabar a vida tem de continuar.

Que continue. Meu amor. Que continue. 
Aos 3 meses e meio apenas o leite acabou. Ficou por aqui. Com pena mas ficou por aqui.
Tudo o resto que está para vir ainda nem começou. 

Ainda nāo começou, meu amor. 
Tudo o resto que está para vir ainda nem começou. 

domingo, 13 de abril de 2014

Bolo Da Avó Lena - A Receita



Hoje foi dia em família e tivemos mais uma vez o mimo da avó Lena: o já conhecido e aclamado bolo de côco. Nāo é um bolo qualquer... Eu que nem gosto de côco sou fā número um deste tāo apetecido mimo. Grávida nāo posso dizer que tenha tido desejos... Mas posso garantir que tive "ataques gulosos" sempre que ouvi falar desta estrela de côco. Foram várias as fatias de vários exemplares que comi ao longo dos nove meses. A gravidez acabou e... o bolo de côco ficou... Os "ataques gulosos" também.

Como antes prometi aqui fica a receita que pedi expressamente à avó Lena para aqui partilhar seja com filhos, māes, pais ou avós. Uma maravilha. Um bolo 5 estrelas •••••
Bom Apetite,
Deseja a Avó Lena e eu, claro...


Ingredientes:
4 ovos
Peso dos 4 ovos em açúcar
Peso de 3 ovos em margarina e farinha
2 colheres de sopa de leite
3 colheres de sopa de côco ralado
2 colheres de chá de fermento em pó

Bate-se a margarina derretida com o açúcar até ligar tudo muito bem. Juntam-se em seguida por esta ordem: o leite, as gemas, o côco, a farinha com fermento. Bate-se bem entre cada ingrediente. Junta-se as claras batidas em castelo. Unta-se a forma com margarina e polvilha-se com farinha. Deita-se tudo na forma e vai ao forno a 200'C.

Depois de retirar do forno deita-se lentamente por cima um copo de leite quente e cobre-se com côco. 
<3<3<3