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sábado, 13 de dezembro de 2014

Disse Adeus

Hoje disse adeus. Foi a primeira vez.
Os relatos dizem... Ao colo da avó Lena observava o avô Carlos a sair. O avô acenava. E tu, meu amor... Observavas.  Até que levantaste também a tua pequenita mão... 

Acenaste. Adeus. Adeus.
Se tantas vezes o adeus na vida é triste... Hoje encho-me de lágrimas com este feliz adeus.
Eu não estava. Não. O pai também não. Não.
Estavam os avós todos juntos a presenciar este primeiro, bonito e feliz adeus. 

Adeus minha pequenita... Mas é só até daqui a bocado... Este é também um adeus de até já, um adeus com lágrimas de emoção e feliz por saber que é um até já. 


sexta-feira, 18 de abril de 2014

Do Silêncio

       
       Fotografia de Louis Fleckenstein


Em 1900 era assim... Em 2014 pouco ou nada mudou. 
O cansaço semelhante. O amor igual.

Sempre gostei da noite. Do estar acordada. 
Todos dormiam. Eu acordada. 

Sempre gostei da noite. 
Do silêncio enquanto escrevia, trabalhava, desenhava ou pintava. 
Do dormir enquanto na cidade circulavam. 
Do trabalhar enquanto na cidade descansavam.

Sim, sempre gostei da noite. 
Não da noite das noitadas. 
Não da noite das palhaçadas. 
Mas da noite. 
A noite calma, silenciosa, inspiradora e abençoada. 

Agora menos. Tenho escrito menos. 
Muito menos. 
A noite anda desengonçada. Desequilibrada. Torta. Estafada.

Agora mais. Muito mais. 
Cansada. Estou cansada. Ando atrapalhada. 
Sou mãe. Ando muito ocupada. 
Durmo pouco. 

Agora menos. Muito menos. 
Acordo. Sempre acordada. 
A minha noite anda zangada.

De dia. Ela. Eu. Tantas vezes deitada. 
Sou mãe. Faz parte de qualquer vida bem passada.


Agora mais. Muito mais. 
Sou mãe. Estou encantada. 
Agora mais. Muito mais. 

Mas ando cansada. 

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Super Tarefas



Um dia de Super-Mulher...
Para quem nunca teve filhos isto não fará o menor sentido. No entanto, qualquer mãe que tenha estado um dia que fosse sozinha com o seu recém-nascido sabe bem que tarefas como: dar e tomar banho, comer e alimentar, vestir e despir, trocar fralda e limpar, sair e passear... Estas tornam-se o maior dos desafios e chegam a aproximar-se de um grau de dificuldade 9 numa escala de 0 a 10. 

Pois, é com orgulho que afirmo que hoje fiz tudo isto e mais um par de botas sozinha. Cheia de calma e organização consegui entre dar de mamar, mudar fraldas, dar banho, tomar banho, lavar o cabelo, esticar o cabelo, fazer uma mala, carregar alcofa, mochila, ovo, saco de bebé e ainda carrinho... Tudo isto organizadamente, sem stress, sem um pingo de chuva na Amália e com uma dose de tranquilidade notável. O pai trabalhava e nós à nossa maneira também. Foi uma prova superada. Ainda assim, ter de sair de casa com um recém-nascido em dias de chuva é demasiado difícil... 
Correu bem, muito bem... 


sábado, 22 de março de 2014

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Estamos Grandes


Temo que um destes dias chegues aos sítios umas quantas horas antes de mim... É que ainda falta mas cresces, cresces, cresces, cresces e cresces. A nossa barriga não sei onde vai parar. 

Ainda bem, continua a crescer meu amor. É sinal que estás bem. 

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Um Dia Vip



Depois de um dia confuso em que me cansei e te cansei com as coisas chatas da vida: documentos, papeladas, gás, água, emel... Essas coisas. Depois de um dia assim, gostei de abrir as páginas da revista Vip. Ainda sem tempo para ler mas gostei de olhar e pensar que um dia estas fotografias serão mais que fotografias cuidadas, serão recordações nossas deste estado de graça que a vida nos deu e o amor proporciona. 
Estás linda nas fotografias. Um dia talvez digas: - Mas Onde? 
- Na barriga, na barriga grande da mãe.
E perguntarás:
- Mas não se vê lá para dentro?!
- Pois não... Mas sente-se. 
Sente-se. 



           

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Então Se Eu Sou Uma Princesa


"- Então... Se eu sou uma princesa a minha mãe pode vestir-me de cor-de-rosa?
E posso usar rendas e folhinhos e florinhas... Então... Se eu sou uma princesa vou poder andar com uma tiara de supermercado cheia de brilhantes... E com nenucos e barbies para todo o lado...?" 


Hmmmm... Parece que já estou a ver. Vou pagar caro pelo que fiz a minha mãe passar. 
Ainda me lembro de ser muito, mesmo muito pequena e parar nas montras das noivas mais pirosas e ficar a olhar e a fazer perguntas sem andar nem para a esquerda nem para a direita. De fazer birras loucas porque queria uns sapatos muito muito muito feios cheios de brilhantes. De chorar como se o mundo fosse acabar porque tinha de ir assim ou assado para a escola. De ficar radiante porque finalmente no carnaval podia vestir aqueles brilhos todos e pintar a cara às cores como se fosse uma caixa de aguarelas. De gostar das coisas mais inacreditáveis e feias e achar a maior beleza...

As coisas que me passam pela cabeça... Já me estou a ver: o medo, o terror de passar em frente à montra do vestido de fada cintilante da loja do chinês junto a casa. Aquele que vou conseguir evitar durante uma semana mas que vai ser precisamente esse que a princesa vai convencer alguém a comprar  por ela se ter portado tão bem naquele dia, semana ou momento. O problema vem depois numa tal quarta-feira de manhã por volta das 06.30 ela vai querer ir de fada para a escola... Isto vai acontecer porque cada um tem aquilo que merece. Mãe, minha mãe, é mais do que provável que eu vá pagar tudo o que te fiz passar. Será a verdadeira vingança do chinês. Podes inclusivamente ser a primeira a passar na montra do tal chinês com a pimpolha pela mão e a não resistir aos seus pedidos e encantos com o seu olhar do gato das botas e acabar por me aparecer em casa com a fada brilhante barra cintilante barra ofuscante pela mão no seu vestido de sonho... E agora, pois... Agora, para ti mãe será mais fácil e até te vais rir. Naquela quarta-feira de manhã vou certamente lembrar-me das tuas muitas manhãs, minha mãe. Mas não tem mal, não teve pois não? 
Faz parte e torna a vida mais brilhante e cintilante. 
    

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Concertos Para Bebés



Numa visita recente à Casa da Música foi-me apresentado um novo conceito: concertos para bebés. Nunca tinha ouvido falar, confesso. Mas segundo parece já sāo famosos os concertos para bebés da casa da Música no Porto, e nāo só. Em Lisboa também há, vim a descobrir. No C. C. Olga Cadaval em Sintra e no Oceanário por exemplo. O projecto original "Concertos para bebés" teve origem em Leiria pela māo de Paulo Lameiro, chegando inclusivamente a ganhar um prémio importante no Young EARopean Award. 
Visitar a casa da Música em família foi especial. Mais especial ainda quando percebi a sensibilidade que naquele lugar existe em relaçāo às crianças. Também têm salas próprias para babysitting e brincadeiras com instrumentos musicais. Enquanto os pais vāo assistir aos concertos na sala principal, os pequenos filhos ficam acompanhados e entregues à experiência dos mais variados instrumentos musicais, numa sala em que através do vidro conseguem ver os pais e senti-los próximo.

Durante a visita, o guia olhava para mim e dizia: 
- Quero vê-la cá. Fico à vossa espera. 
Ficou prometido. E ainda acrescentou:
- E tem desde já de começar a estimular esse bebé ainda dentro do útero com Mozart e Bach. Nāo gosta? - Perguntava-me ele. 
Nāo expliquei que já ouves muito Mozart. Voltei a ouvir recentemente, por ti, para ti. E com pena nāo expliquei como o meu avô Daniel iria gostar de ouvir aquilo que ele me estava a dizer. Guardei para mim as memórias de infância do avô Dan e da sua música clássica vinda da biblioteca num som que invadia sempre toda a casa. 
Estimular a arte desde cedo é importante, muito importante. A criatividade cresce sempre que cultivada. Na vida quem cria é mais feliz, sempre. O artista pode ser incompreendido mas é na sua arte que encontra sentido e companhia. Nem que seja nessa brutal inquietude artística que vai de projecto em projecto curando as suas dores. Abrindo outras mas evoluindo sempre para uma próxima. Inquietos somos todos, o artista é quem melhor lida com tanta inquietude. 
Digo eu, digo eu. 
Muitos pensam o contrário.    





Novembro de 2013
Casa da Música, Porto