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segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

PAI

1979

Ontem aproximava-se de mim com uma fotografia na māo e olhar saudoso. 
Abril de 1979. 
- Era nesta altura que nāo me deixavas dormir. Tive sempre de te dar a māo para adormeceres com calma. 

É verdade. Teve sempre de me dar a māo para me acalmar. 
Mesmo hoje, aos 36, ainda preciso que me dês a māo para viver mais calma. 

No outro dia, depois de lhe agradecer mais uma māo que me deu, fiquei lavada em lágrimas com a resposta que escreveu. "Ser pai é mesmo para estas coisas"

Só hoje em dia percebo. 
Ser pai, ser māe, é para isto mesmo... dar as māos.

Esta, em 1979, está longe de ser a nossa melhor fotografia. Longe. 
Aqui estou até de olhos tortos e o meu pai, sem dormir, de olhar cansado. 
No entanto, a imagem é mais que apenas isso. 
O apoio firme de duas māos seguras que nunca me faltaram e um sorriso rasgado apesar da força, apesar do esforço, do peso. O apoio incondicional apesar do cansaço. 
Sempre lá, a olhar por mim, a olhar por nós.  

Hoje completa mais um ano. O meu pai. 
A firmeza nāo falta. O sorriso também nāo. Nunca.

Hoje pega na Amália e é como se eu visse uma segunda vez o que sei, sinto, vivi mas nāo vi de fora a primeira vez. Porquê? Porque da primeira ao colo estava eu.  
Muitos dizem que ser avô é ser pai duas vezes. 
Nāo tanto mas, em parte, também. 
Ser avô é também reviver e lembrar. 

Vive e revive, pai. E durante muito tempo, todo o tempo.
Parabéns, nesta data querida. 
Muitas felicidades, muitos anos de vida. 

domingo, 23 de novembro de 2014

Et Voilà: A Primeira Obra de Costura



Se eu dissesse que esta é uma 'touquinha para a Amália', esta frase daria gargalhada imediata em família. É que depois de ouvir tantas vezes (fosse com 40'graus ou -10'): 
'Então e a Amália não tem uma touquinha para a cabeça?
Parece agora ser piada... Mas não é! 

Esta é, na realidade, a minha primeira obra de costura. E, sim, é uma touquinha para a cabeça. 

Fui na semana passada à primeira aula de costura, como disse. Infelizmente uma gripe levou-me à cama e ainda não tive mais aulas entretanto. Senti-me melhor aqui por casa e ontem a máquina piscou-me o olho. Eu pensei... Hmmm... Eu consigo fazer qualquer coisa! Um vestido a meio e o receio de me meter a fazer coisas sem supervisāo… Sentei-me e resolvi… Vou experimentar sozinha. Uma coisa nova. Uma aventura. Li alguma teoria e...

Et voilà! 
Foquei-me nisto e cá está.

Imperfeita... No entanto, cá está! É, sem dúvida uma "touqinha" para a cabeça. Diria mais, estou até muito orgulhosa deste meu feito! 
É que isto da costura tem muito que se lhe diga mas o que é preciso mesmo é: 
Gosto e paciência. 

Tenho para mim que este é o início inesperado de algo maior. 
A ver vamos. A ver vamos. 
Por agora, deixo-vos com a primeira obra: a touca Amália. 

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

A Gata

Ilustraçāo por Anita Mamā


E de quando em quando sou assaltada pela vontade de esborratar papel, remexer em lápis e blocos de desenho. 
Nāo vejo a hora de me sentar tardes inteiras a desenhar e a pintar com a Amália. 
Enquanto esse tempo permanece distante, vāo ficando aqui estes rabiscos solitários. 
Ao vivo mais engraçados. 
O mémé fez sucesso, quem sabe a gata segue o mesmo caminho. Depois da gata, quem sabe o cāo. 

Até a pequenita crescer ainda tenho tempo de rabiscar o jardim zoológico todo. 





quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Tal Pai, Tal Filha

Dezembro de 1978

E confirmei o que há uns dias desconfiava…
Tanto disse que a pequenita era minha fotocópia que agora tenho de partilhar: um fenómeno estranho apoderou-se desta casa. Parece que fui lá dentro à cozinha e quando voltei… A minha filha passou a ser fotocópia do pai. Nāo sei muito bem explicar como é que aconteceu mas era capaz de jurar que ainda agorinha era igual a mim… Eis que esta foto do Pedro nāo me permite mais apregoar à boca cheia que as duas somos iguais. Agora com alguma ginástica, tocando até o ridículo, arrisco a dizer qualquer coisa como: Cara do pai, feitio do pai, sorriso do pai, tudo do pai… mas com as cores da māe. 

Pronto. Ficou qualquer coisa. As cores. Haahahahah

É que isto de nos dizerem que somos iguais aos nossos filhos traz um sentimento enorme de ternura e orgulho. Sermos feios, altos, magros ou gordos conta muito pouco na equaçāo. Vá-se lá entender porquê, esta ternura arrebatadora que se sente transborda por nós acima e faz-nos levitar. Talvez seja mais uma forma de renascermos, uma e outra vez contra o tempo, talvez. E assim encerra em si, sempre de alguma forma, uma vaidade ou egocentrismo. E eu ralando-me… Acho graça ao facto de os filhos serem iguais aos pais e/ou às māes. Acho. Que hei-de fazer eu a isso? Nada. 

Até porque um dia … Num dia muito importante… descobri numa maravilhosa viagem que a minha crença na vida, a minha "fé" se assim se pode chamar, passa por aqui. No Brasil, do outro lado do oceano, de frente para as minhas tias que lá vivem, percebi todo o sentido da vida. Da minha, pelo menos. Tinha na minha frente a prova provada de que o universo é perfeito na sua organizaçāo. 
Nāo há distância que separe a genética. Nāo há oceano que faça esquecer o sangue. 
Hoje, acredito: envelhecemos sim, o corpo. Cedo ou tarde, deixa de funcionar. 
Fica o importante: a essência.  
Somos todos um. 


quarta-feira, 12 de novembro de 2014

A Culpa

Ilustraçāo de Monica Barengo

Hoje escrevo e penso sobre a culpa. Creio que nāo deve existir peso maior que a sensaçāo de culpa de uma māe. 
Umas vezes porque: 
"Nāo estava lá..." Maria 
outras porque: "Nāo fui capaz" Raquel 
de vez em quando porque: "falhei" Judite
tantas outras porque: "errei" Marta
uma única vez "nāo vi... irremediavelmente perdi" Rosa
nāo sei porquê: "olhei para o lado, naquele segundo olhei para o lado..." Sofia 
ou "de repente virou-se, nāo consegui agarrar, virou-se..." Patrícia   

A minha barriga fica às voltas com esta ideia de perigo constante e eminente. 
Depois de tudo fazerem para evitar o pior: o pior. E ainda depois do pior, o pior que se segue: o peso que se abate nas māes, desaba e arremessa tudo, numa fúria pela ausência de um segundo. 

As māes querem o bem e o melhor para os seus filhos. Esta é, em geral, a maior das certezas. 
O resto tantas vezes é destino como conjugaçāo de factores incontroláveis. Indomáveis e imprevisíveis.
A vida é infelizmente isso mesmo. Incontrolável. Imprevisível. Escapa tanto, e tantas vezes, entre os dedos. Por vezes pelas nossas māos. E por isso mesmo, aqui e ali, trai-nos. Aqui e ali inofensivamente. Outras  vezes irreparavelmente. 

Se passou pela traiçāo de um irreparável segundo... este pequeno texto é para si. 
A vida infelizmente tem vida própria. 

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

As Páginas Avolumam-se - Amália: 8 meses


Tinha dentro de mim tantas certezas quanto incertezas. Incertezas pelo medo que arrepia a espinha ao perguntar: serei capaz? Sou. Somos. 
Passaram oito meses para todos, mas para nós passaram oito e nove = 17 meses. Um caminho que vai profundo nesta vida "a duas", nesta vida a três. Com dias bons, fantásticos, maravilhosos. Com dias menos fáceis também, ou nāo fosse este o caminho da felicidade. Caminho mais que feliz e recheado tal qual um bombom. Caixas e caixas de bombons... Quando primeiro sabemos, sozinhas, nós e a vida de frente - estou grávida! - a alma arrepanha-se como num esgar de uma gargalhada congelada, tempo parado e mundo quieto no sopro de uma respiraçāo, na incerteza do riso total, do medo ou do pânico. Um misto de tudo num só segundo. Num só frame de película. E nesse instante nada sabemos, nada de nada. 
Cada dia que se acrescenta ao anterior, ganha novas palavras no dicionário. 

 

Até hoje. As palavras acrescentam-se. As páginas avolumam-se. Os momentos vivem-se.   
Nāo sabíamos nada. Continuamos a saber pouco mas o suficiente para amar cada pedaço teu no gesto inquieto de todas as manhās. Seja tempo de Outono, Primavera, Inverno ou Verāo. Cada amanhecer ganhou o brilho enorme de te ver entardecer. Hoje, amanhā… Todos os dias… Agora...
Todos os dias nāo quero morrer. Nunca. Só para te ver crescer.  




terça-feira, 28 de outubro de 2014

Tu...


Em dias em que o mundo inteiro podia desabar, resta a certeza das coisas - Tu. 
A foto vem tarde mas sempre a tempo. Nem só de aniversários se fazem os parabéns. 


sexta-feira, 24 de outubro de 2014

35 Hoje 36 Amanhā

Hoje é o último dia do meu 35' ano de vida. Tenho estado mais distante daqui esta semana pelo volume de trabalho. Os dias têm voado como as folhas ao vento e sem saber nem que horas sāo. Nāo páro. Nāo paramos. Tem de ser assim. Nem sempre. Mas por vezes. 
Num passo de quem corre mas no passo gigante de te amar... 
Estou aqui hoje e sempre para te dizer:

Foi aos 35 anos que te senti o suave pé a esticar-me a pele. A alma cresceu e renasceu. Ouvir o bater do teu coraçāo no meu. Senti-te nas māos ao amanhecer do dourar de uma luz diferente. Chorei de te amar ainda sem te ver. Abracei a vida como nunca antes para te proteger. 
Foi aos 35 anos que virei mulher. 
Obrigada, Amália. 


quinta-feira, 16 de outubro de 2014

A Um Passo De Salvar Uma Vida

Foto de autor desconhecido


Hoje recebi um email com um pedido de ajuda. Nunca aqui fiz nenhum apelo, nenhum pedido... Mas este também pode e deve ser um espaço para ajudar quem mais precisa. 

O Salvador tem apenas 3 anos e tem um linfoma de Burkitt. 

Precisa urgentemente de um dador de medula compatível. Encontrar essa compatibilidade é difícil, muito difícil mas nāo é impossível. E por isso mesmo... Veja a lista em baixo e talvez seja você o dador que se procura. 
Pode ser você que está neste momento a ler este post. Pode ser quem está ao seu lado ou muito perto de si. Para ajudar o Salvador e muitas outras crianças, ou mesmo adultos, o seu contributo pode ser essencial. Um gesto tāo simples e pode salvar uma vida. Nāo dói. Nāo custa nada. 
Hoje talvez pense que é "apenas" o filho de alguém que nem conhece...  Pense antes assim: - A única coisa que precisa fazer é isto:

O que levar:
BI e Cartão de Utente ou Cartão de Cidadão. No caso dos cidadãos estrangeiros, deverão levar o Visto de Residência.

O que é feito:

Preencher de um curto questionário do CEDACE para verificar se reúne as condições necessárias. 
Para se tornar dador de medula óssea, é-lhe retirada uma pequena amostra de sangue.
E deve reunir estas características: 
  • Ter entre 18 e 45 anos;
  • Peso mínimo de 50kg;
  • Altura superior a 1,5m;
  • Ser saudável;
  • Nunca ter recebido transfusões após 1980
     ( Nota: Não precisa de estar em jejum)

É simples e pode fazer A diferença. Tenha a certeza: Há um filho, uma família, que precisa de si. Basta ir a um dos locais indicados em baixo. 

Onde?

CONTINENTE:

CENTRO DE HISTOCOMPATIBILIDADE DO SUL
Alameda das Linhas de Torres, 117
1769-001 LISBOA PORTUGAL
(dentro da cerca do Hospital Pulido Valente)
http://www.chsul.pt/
Email: chsul@chsul.pt ou cedace@chsul.pt
Telf. +351 217 504 100; Fax. +351 217 504 101
HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO CEDACE:
Segunda a quinta-feira das 8 às 16 horas
Sexta-feira das 8 às 15 horas
CENTRO DE HISTOCOMPATIBILIDADE DO NORTE
Rua Dr. Roberto Frias
Pav. Maria Fernanda
4200-467 Porto
http://www.chnorte.min-saude.pt/
Telf. +351 225 573 470; fax. +351 225 501 100
de 2ª a 6ª feira das 9h às 17h30 (sem interrupção de hora de almoço)
Nas traseiras do Hospital de São João, junto ao Pavilhão das consultas externas na direcção da Faculdade de Desporto (sempre dentro do recinto do Hospital)
CENTRO DE HISTOCOMPATIBILIDADE DO CENTRO
Praceta Professor Mota Pinto
Apartado 9041
3001-301 Coimbra
(dentro da cerca dos Hospitais da Universidade de Coimbra)
http://www.histocentro.min/-saude.pt/
Telf. +351 239 480 700; Fax. +351 239 480 790
IPO LISBOA
R. Prof. Lima Basto
1099-023 Lisboa
Telefone (Geral): 217229800 / 217200400
Pavilhão Central - 2º Piso - Serviço de Dadores de Sangue
Horário: Dias de semana de 2ª a 6ª feira das 9h às 16h; Sábado das 9h às 13h.
Hospital DONA ESTEFÂNIA (Piso 1) -LISBOA
Rua Jacinto Marto
LISBOA
Tel: 213 126 600
2ª a 6ª das 09.00 às 13.00<
Hospital CURRY CABRAL (Piso 0) - LISBOA
Rua da Beneficência
LISBOA
Tel: 217 924 260
2ª a 6ª das 08.00 às 15.30
Hospital Nª SENHORA do ROSÁRIO - BARREIRO
Av. Movimento das Força
s Armadas BARREIRO
Tel: 212 147 340
2ª a 5ª das 9 às 12 h
Hospital AMADORA-SINTRA
Serviço de Sangue (Piso 2)
Estrada IC19 – Amadora
AMADORA
Telf. 214 348 279
4ªs feiras - 8.30 às 20.00 e 5ªs feiras - 08.30 às 13.00
Hospital GARCIA DE ORTA - ALMADA
Serviço de Sange, Piso1
Av. Torrado da Silva - Pargal
ALMADA
Telef. 21 294 0 294
2ª a 6ª das 09.00 às 12.30
Hospital de SÃO BERNARDO - SETUBAL
Morada: Rua Camilo Castelo Branco
SETÚBAL
Telefone: 265 549 049
De 2ª a 5ª feira das 11h às 13h.
Tem de se fazer marcação prévia pelo nº de telefone acima indicado e tem de se levar o impresso já preenchido.
Clínica Senha Saudável - TORRES VEDRAS
Morada:. Dr. José de Bastos, nº 8 - a
2560-332 TORRES VEDRAS
Telefone para marcações e informações: 261 332 867
Todos os dias úteis e sábado das 10h às 24h e ao domingo das 21h às 24h
Labcartaxo-Laboratório de Análises Clínicas do Cartaxo -CARTAXO
R 5 Outubro 13,1º, Cartaxo
2070-059 CARTAXO
telefone 243 770 979
De 2ª a 5ª as 8:00 às 18:30
6ª das 8:00 às 18:00
Sábados das 9:00 às 11:00
Clínica Prevenir e Cuidar -ODIVELAS
Largo Amoreira LRTAF R/C - D
Serra da Amoreira
2620-197 Ramada - ODIVELAS
Telf. 219 347 922
Biolabor - Laboratório de Análises Clínicas Lda - SANTARÉM
Rua Luis de Camões, 10
2000-116 Santarém
Telf. 243309780
De 2ª a 6ª das 8:00 às 19:00
Sábados das 8:00 às 12:00
Hospital Espírito Santo de ÉVORA
Edificio do Patrocinio
Serviço de Sangue, Piso 4
Largo Senhor Pobreza
7000-811 Évora
Telf. 266 740 100
De 2ª a 5ª das 9h30m às 12h.
Hospital José Joaquim Fernandes em BEJA
Serviço de Sangue (Piso 0)
Rua Dr. António Fernando Covas Lima, Beja
Tel: 284310200
Recolhas ás 2ªs, 3ªs e 5ªs das 9:30 ás 12:30 e das 14:30 às 16:00
Hospital Santa Luzia - ELVAS
Serviço de Sangue (Piso 2)
Rua Mariana Martins
7350-404 Elvas
Às 3ª feiras
Telf. 268 637 600
Hospital LITORAL ALENTEJANO -SANTIAGO DO CACÉM
Serviço de Sangue
Estrada Nacional, 261
Quinta Gilhardinho
7540-230 Santiago do Cacém
Telf. 269 818 100
Hospital Distrital de FARO
Serviço de Sangue
Rua Leão Peneda
8000-386 Faro
Telf. 289 891 275
Recolhas ás 2ªs das 8:30 às 12:30
Centro Hospital BARLAVENTO ALGARVIO - PORTIMÃO
Serviço de Sangue
Portimão – Porto Seco
8500-338 Portimão
Telf. 282 450 300
Laboratório Artlabos - TAVIRA
Rua Dr. Renato Mansinho da Graça, Lt 1
8800-363 Tavira
Tel 281 098 099; fax 281 096 010; email geral@artlabos.pt
Horário de funcionamento: 2ª a 6ª das 07h30 às 13h30 e das 14h30 às 18h00;
Sábados das 08h00 às 13h00.
Hospital de Santo André (Hospital Distrital de LEIRIA) - LEIRIA
Serviço de Sangue
Rua das Olhalvas
Telf. 244 817 000
2ªs, 4ªs e 6ªs das 8:00 às 15:00
Hospital de São Teotónio - VISEU
Serviço de Sangue (só parte da manhã)
Av. Rei Dom Duarte
3504-509 Viseu
Telf. 232 420500
Hospital Distrital CASTELO BRANCO
Serviço de Sangue
Av. Pedro Alvares Cabral
6000-084 Castelo Branco
Telf. 272 000 200
Centro Hospitalar Médio Tejo - TOMAR
Serviço de Sangue (Piso1)
Avenida Maria L M Castro
2300-625 Tomar
Telf. 249 320 100
3ª e 4ªf das 9h às 13h
Centro Hospitalar Médio Tejo – TORRES NOVAS
Serviço de Sangue
Largo Forças Armadas
2350-754 Torres Novas
Telf. 249 813 982
Hospital Rainha Santa Isabel - TORRES NOVAS
Serviço de Sangue
Av. Xanana Gusmão
Telf. 249 810 100
3ªs e 4ªs das 9:00 às 13:00
Hospital da COVILHÃ (Cova da Beira) -COVILHÃ
Serviço de Sangue
Alameda Pêro Covilhã
6200-507 Covilhã
Telf. 275 330 000
Centro Hospitalar TRÁS-OS-MONTES E ALTO DOURO
Serviço de Sangue
Avenida Noruega
5000 – 222 Vila Real
Telf. 259 300 500

MADEIRA:

Para pessoas que vivam na Ilha da Madeira terão de ir à internet, ao site do CH Sul e imprimir o inquérito (ou fazer download do mesmo), preenche-lo e enviá-lo pelo correio para o Centro de Histocompatibilidade do Sul (ver acima morada do CHSul, sff) e posteriormente serão contactados.
Caso haja dificuldade em imprimir o documento poderão ir ao hospital buscar:
HOSPITAL CENTRAL DO FUNCHAL
Av. Luis de Camões
Serviço de Banco de Sangue
Tel. 291 705750 (nº directo do serviço
Horário: das 9h às 13h

AÇORES:

PONTA DELGADA: Hospital do do Divino Espírito Santo, Serviço de Hematologia, 4º piso
OUTRAS ILHAS: é necessário ir à internet, ao site do CH Sul e imprimir o inquérito (ou fazer download do mesmo), preenche-lo e enviá-lo pelo correio para o Centro de Histocompatibilidade do Sul (ver acima morada do CHSul, sff) e posteriormente serão contactados.

OUTROS PAÍSES PERTENCENTES À BMDW - BONE MARROW DONORS WORLWIDE:

consulte o site Bone Marrow Donors Worlwide (seleccione ADDRESSES e de seguida identifique o país - country)
NOTA: Procure o local fixo de recolha mais próximo de si e caso não encontre fique atento às brigadas móveis. Como alternativa pode preencher o questionário e enviar por correio que posteriormente é chamado(a) para tirar sangue num local de sua conveniência. 

Obrigada 

terça-feira, 7 de outubro de 2014

7 Meses, Mil Publicações, Revista Caras e Dia 1

Fotografia de Joāo Lima para Revista Caras


Hoje, dia 07. No calendário: 7 meses. 

Tanta emoçāo neste dia em que nāo dormi. Eram 06 da manhā e nada de Joāo Pestana. Eram 08h e já me preparava para o difícil momento. A primeira "aventura" na creche. De aventura teve pouco, felizmente. Acabou por ser uma experiência calma e bastante tranquila de duas horas e meia. Faz parte da integraçāo. Nāo conseguia de maneira alguma se fosse tudo muito brusco. Tem de ser gradual. Sinto que a escolha foi a melhor. E isso já vale ouro num dia assim. O sorriso dela manteve-se ao ver-me sair. Comeu a sopa quase toda. Eu estava perto, muito perto, fiquei por prevençāo. Colada no telefone. Sempre que tocava parecia uma adolescente apaixonada no aguardo do telefonema do seu Romeu. Nāo tocou. Era esse o pacto: se houvesse choro ligavam logo. Nāo houve. Ela distribuiu sorrisos. Voltei sem aviso nem hora marcada. E aquele lugar... Lugar mágico. Fiquei de queixo caído e coraçāo cheio. Uma imagem que guardarei comigo até à velhice. Entrei e a luz estava baixa. A hora a da sesta. É inexplicável o que vi e senti. A paz invadiu aquele lugar com tranquilidade passadas as brincadeiras da manhā. Logo me disseram: "Bom, nāo é sempre assim... Eles também choram todos ao mesmo tempo de vez em quando" Claro que nāo será sempre assim. E ainda bem, naturalmente. Foi impressionante. Uma paz que nem imaginava possível em creche nenhuma. Luz baixa, som de fundo que nos transporta para os sonhos e ainda as caras de anjo de pestana fechada na tranquilidade dos abraços aos seus peluches. As camas seguidas e cuidadas. Tudo cheira bem. Tudo é limpo, agradável e bonito. 
Rendi-me ao plano de cinema, filme perfeito. Sabia que era o melhor lugar, fico ainda mais feliz por saber agora que é um lugar perfeito. Único. 
Estamos tāo bem entregues. 
Enquanto por ali perto andava, nada de mais fazia. Esperava. Qual menina assustada esperava o toque do telefone. Sem toque mas com Romeu. O pai foi almoçar comigo. Rápido mas sempre lá. Nāo fosse eu desmanchar-me e desconcertar-me pelas ruas. Serena mas colada no telefone. Confiante mas com a barriga embrulhada num bolo, o pai disse: Viste a Caras? Sāo mil publicações. Passou-a para a minha māo.
Que recordaçāo única...    
Uma honra, meu amor... Estás linda na publicaçāo 1000. 
Obrigada revista Caras pelo carinho eterno e pelo cuidado. Ficará comigo guardado um exemplar para mais tarde lhe mostrar.  
Um presente bonito para estes sete meses. Sete meses. Mil publicações e Dia 1. 
Vale a pena comprar. Nem digo por nós, naturalmente. Por todos os que lá estāo.
Parabéns Amália. Parabéns Revista Caras. 



quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Quem Vê Caras Vê Corações


Depois de uma tarde fantástica a fotografar para a Caras com a pequenita Amália, o regresso a casa é um regresso cansado mas agradável. Foram horas na companhia de profissionais exemplares. O que poderia ter sido difícil foi absolutamente calmo, simpático e amável.  Fotografar assim foi para mim uma prova ainda maior de que a Caras é uma revista com uma sensibilidade única e com profissionais excepcionais. O respeito e o profissionalismo fazem com que, hoje e sempre, a Caras tenha todo o meu carinho e admiraçāo. Acompanharam-me nos momentos mais importantes da minha vida e sāo sempre, sem excepçāo, atenciosamente cuidadosos com o trabalho que abraçam e com quem fotografam. 
Obrigada a todos os que hoje fizeram da nossa tarde uma tarde bem passada.  
Publicarei em breve o resultado.
Nesta Caras vāo certamente ver corações. <3 


domingo, 14 de setembro de 2014

Um Post Especial


Documentamos cada passo, cada evoluçāo. 
Tentamos "congelar" com um registo as memórias do que vivemos. Na vontade de um dia quando cresceres nos leres e te veres. Como foi, como era, como é agora.
Hoje este post é especial. Neste dia familiar de domingo repleto de brincadeiras... Escrevemos para longe. 
Lá longe, sabemos que a bisavó Mimi nos lê todos os dias. A bisa Mimi está longe mas perto do coraçāo. Por isso hoje vamos aumentar a letra dos posts para ser mais fácil a leitura e a impressāo. 


Como a bisa Mimi também temos muita famīlia do coraçāo a viver longe. Seja em Portugal, seja no estrangeiro. Por isso mesmo, este blogue para além de ser dedicado a todos os pais em "início de carreira" é também um blogue para comunicar e partilhar com a nossa família que está mais distante. 
Assim ficam e continuam perto de nós. No coraçāo. Todos no coraçāo.




Aqui escreve-se e documenta-se amor. Documenta-se simplicidade e vida. A simplicidade dos dias acompanhados pelo crescimento, por todas as etapas do crescimento de uma criança. 
A nossa. 
Somos orgulhosamente uma família unida. Nós e quem nos lê. 

Obrigada bisa Mimi. Obrigada toda a família e a si que também nos lê.  


sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Vale Tudo Menos Papa





Vale tudo. Desde ver a vista, fazer do braço da cadeira o parapeito da janela, brincar de lagarto cansado, esfregar olhos, arrancar babetes... Tudo. Vale tudo... Só não vale comer a papa.

"-Papa???!!! Mãe... Há qualquer coisa que te está a escapar... Isto!!! Isto está estragado... Não vês?" 
Vejo no balāo animado o pensamento dela. 
Incrédula fixa-me. Como quem pergunta "māe, o que estás tu a fazer?" Até se atira para o lado. 
"Foste enganada, mãe. Isto... Esta coisa... Isto está esquisito! O meu leite não é consistente nem se come com colher. "

Estou bem arranjada com isto... Nem o nosso galo bom cantor dá conta deste recado. 
Minha pequenita vamos ter que nos habituar. No início com a sopa também quase chamaste a polícia. 
... Vamos ver se desta vez temos de fazer isto com os bombeiros...




terça-feira, 9 de setembro de 2014

Umas Coisas Dāo Lugar A Outras

Aos Dois Meses e aos Seis Meses


Sabemos que os nossos filhos crescem. Nāo é grande novidade, nāo. 
Mas apenas percebemos que os nossos filhos efectivamente crescem e vertiginosamente... quando acabámos de ser māes e já estamos a empacotar coisas para guardar. 

As primeiras roupas : já nāo servem. Nem mesmo nas orelhas... 
Bem como os primeiros biberons, o berço, a alcofa, todos os kits de amamentaçāo, a espreguiçadeira... Enfim... Um montāo de coisas que agora têm de sair de cena e dar lugar a outro montāo de coisas.

É tempo da nova cama de grades, do mágico parque, dos brinquedos coloridos cheios de sons repetitivos e da cadeirinha para comer...  Os tempos do ovo também começam a chegar ao fim. Mas ainda vai dando... 

Mais que tudo: agora é tempo de abraçar a nova fase. 
As cambalhotas, o arrastar, o gatinhar, ou pelo menos tentar gatinhar... 
É de rir vê-la a perder o norte e o sul a dormir. O acordar com os pés aqui e a cabeça acolá. 
Faz tudo parte.

As voltas e as reviravoltas. 

Todas as coisas dāo o seu lugar a outras. A novas outras.
E nāo é assim em quase tudo?




segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Melhores Amigos


O dia cheio. Sem parar. Desde trabalhar de manhā com a "Coala" ao ombro... até à tarde no supermercado e a cozinhar horas a fio. Sem parar. 
Hoje até direito a uma sessāo fotográfica tivemos. Cá em casa claro que a fotógrafa fui eu e a "modelo" fez-se acompanhar pelos seus melhores amigos.  
Matou-me a cada frame. Nuns sorria para mim como se soubesse o que eu fazia. Noutros encolhia os pés como as pernitas longas dos ratitos do lado, os amigos de pano de longa data. 


Dias cheios. 
Cansados mas tāo cheios e completos. 
Importantes para me habituar a esta coisa de cozinhar, preparar tudo com antecedência e ... Ui... Vejam lá que até descobri (finalmente) que vale mesmo a pena cozinhar e congelar... 
As coisas que se descobrem com a maternidade... Podem rir à vontade... 
Pode parecer tonto mas sempre evitei congelar. No entanto, isso é conversa de quem cozinha apenas quando apetece, ou seja, de vez em quando. Bom... No meu caso: quando o rei fazia anos.
Quando temos de fazer sempre e sempre... hmmmmm... descobre-se um novo melhor amigo: 
o congelador. 
Foi difícil gostar de ti, congelador... 
No entanto estás para ficar. Também espero que estejas para durar.


sábado, 6 de setembro de 2014

Seis Meses



Amanhā, dia 07 de Setembro - Seis meses.

"É um marco importante"- dizia uma amiga no outro dia ao telefone. 
É. O primeiro meio ano. 

À medida que os filhos crescem com eles o amor também. Nāo só o peso deles na balança como também os cm na fita métrica. Mas mais que tudo: o que nos vai na alma e no coraçāo cresce. 

Um chorrilho de lugares-comuns mas que nāo há como dizer de outra forma. 
Tentamos evitar o massacre ao amigo que encontramos por acaso, ao familiar que nos visita, ao amigo com quem marcamos, ou mesmo ao profissional com quem trabalhamos... O massacre do álbum fotográfico, dos vídeos, das descrições longas sobre os grandes feitos dos nossos pequenos rebentos. As novas e as fantásticas acrobacias. A felicidade que nos invade a vida de ternura. Tentamos. Sim, eu disse tentamos. 
Nem sempre conseguimos.  
E por isso mesmo aqui vai...

Se antes eu dormia de manhā sempre que podia. Agora durmo de noite sempre que posso.
Acordo com a luz radiante da gargalhada de uns 60 cm de gente. 
E que bom. Tāo bom.
Esta miúda ri como o pai. Ri para o mundo como a vida em dia de euromilhões. Rebola para a direita e para a esquerda sem medo das quedas. Nāo desiste de tentar, nāo desiste de avançar como pode, como a deixam. 
Såo apenas 6 meses mas quando forem 60 gostava que de ti dissesse o mesmo: Esta princesa, rainha, ri como o pai. Ri para o mundo como a vida em dia de euromilhões. Continua sem medo das quedas. Nāo desiste, nāo deixa de tentar até conseguir, de avançar. 

Nāo será preciso dizer que a viagem ainda é curta mas vai brilhante. 
Como se quer. Como se gosta. Como se ama. 

Temos sorte. Tanta sorte.
Tantas vezes paramos a olhar e pensamos: 
"É a nossa filha. Já viste como tornou fabulosa esta vida?!"
Nem sempre é fácil como tantas vezes dizia. Mas, muito mais ainda, é centenas de vezes fabuloso, tāo incrível que nos apaga da memória o lado difícil. 
Bom... Difícil... Difícil também nāo diria... 
Menos fácil, sāo as palavras que escolheria.   

Seis meses já faz a pequenina. 



sexta-feira, 8 de agosto de 2014

5 Meses


Ao dia 07 de Agosto 2014 - 5 meses. 

Tudo o que havia de mais difícil passou. Fica o que é para sempre. O que valerá sempre a pena lembrar. Para trás as cólicas que nos violentaram os dias e as noites. Que me revoltaram com a tua dor, a tua agonia. Que me fizeram desesperar, falar sozinha, irritar com o mundo. Para trás. Esquecido. Bem como os medos de uma vida de pânico sem me organizar. Para trás. Passou. Lá  ficou.  Longe também ficaram os tabus que as māes escondem, nāo dizem... O quāo difícil é, o quanto assusta, o quanto custa... Nunca escondi. Mas para trás. Lá ficou. Passou. Valeu tudo. Vale tudo.

Rotina instalada. Vida organizada. Prova superada. Agora: viver. 
A nossa vida. Juntas.
Toma. A minha é tua. Ofereço-ta. Ficas com o que quiseres de mim. Uma parte. Todas as partes. É assim. Ser māe é ser com os filhos todas as partes. Inteira.

És agora a calma que eternamente me faltou. 
O sorriso desconcertante que arrebata corações... 
Da mercearia ao café, do banco ao talho, da portagem à oficina, do restaurante à gelataria, de casa ao infinito. 
Distribuis os sorrisos que a tua māe tantas vezes guardou. 
Passo a passo. Um a um. 
Falas mais que oradores. 
Tens mais sentido que orientadores. 
Comunicas mais que muitos comunicadores. 
Observas mais que o mais atento dos observadores. 

Agora vamos conhecendo que mais o mundo te reservou. 











quarta-feira, 6 de agosto de 2014

As Gémeas Da Ana



Cruzei-me algumas vezes, várias, com o seu fabuloso sentido de humor na casa de uma amiga comum. Foi sempre uma lufada de ar fresco. Uma diversāo. 
Nāo éramos amigas. Entre nós amigos em comum. 
Naquela casa sempre cheia de gente, as gargalhas de grupo, as inofensivas e saudáveis jantaradas à volta da mesa e histórias atrás de histórias. 
Daí ficou-me um retrato muito genérico daquela que será certamente muito mais que apenas a elegante, simpática e divertidíssima Ana Marques.  
Hoje é sobre ela que escrevo. Bom... Sobre ela, nāo. Pois nāo saberia o que escrever para além de uma lista de elogios. Hoje é sobre o seu livro que escrevo, "As Minhas Gémeas":

Livro que devorei em dois dias. E só por isso me atrevo a fazer este post. 

Num país de literatura, onde todo e qualquer livro é submetido a críticas ferozes como se apenas as grandiosas obras fossem dignas de publicaçāo, atrevo-me a dizer neste caso: que se lixem os intelectuais. Que se lixem todos aqueles que na praia iriam gostar de tapar todas as capas menos literárias. 
Eu nāo li este livro... Eu devorei este livro. Senti-o em todas as respirações, em todos os pontos, em todas as vírgulas. 
Todo ele é verdade, honestidade, sentimento, sentido e... é puro. Perfeito cristal. Repleto de amor, ironia, tristeza, ansiedade, medo, receio... Mas cheio de coragem. Coragem nāo só pela vivência passada, mas... coragem por depois de tudo ainda partilhar connosco de forma tāo crua, tāo completa, tāo cheia, tāo real, honesta, verdadeira, inteira e mil coisas mais, aquela que foi uma viagem turbulenta e acidentada até chegar ao seu destino.
   
Desfez-me em pedaços. Fez-me chorar, rir, gargalhar. 
Tudo.  E às vezes tudo na mesma frase. 
Identifiquei-me em tanto e em tāo pouco. Porque esta foi a perigosa história que nāo me aconteceu. Porque esta é a perigosa história que comigo nāo se desenvolveu. Porque felizmente a minha simples história foi apenas uma pequena vírgula comparada a estas duzentas e poucas páginas. A minha história começou e acabou na medicaçāo diária ao longo do segundo e terceiro trimestre para prevenir a terrível doença. E  limitou-se ao controlo diário da minha tensāo arterial. Ponto final.
Ou seja, destas duzentas e poucas páginas conheço na pele pouco mais  que sintomas, o alarme, o pânico, o aconselhamento médico, a ansiedade, o medo... Uma mera vírgula aos olhos do que esta māe/mulher/filha passou. E partilho ainda a mítica personagem do Dr. Álvaro Cohen. Uma vez entrando na nossa sala... magia acontece. A calma invade-nos como se no mais vulnerável perigo ele fosse O salvador.

Ler este livro tocou-me de tal forma que acho que escrevo para dizer isso e apenas isso. Agradecer acima de tudo à própria Ana Marques por nāo ter guardado a sua experiência a sete chaves porque é sublime mergulhar nestas páginas e nāo querer sequer fechar o livro para dormir. 

Nāo é livro para se ler durante uma gravidez. Isso nāo. Mas depois de se ser māe, depois de se voltar para casa, depois de regressar ao mundo e sobre ele ter uma visāo gigantemente diferente... Sim... Depois de tudo isso é tempo de ler e com ele chorar e rir. 
Como me disseram no outro dia em tom de graçola... : 'Nāo te preocupes, o livro acaba bem, ela sobreviveu."
É mesmo isso... bendita seja a sua sobrevivência. Dela. Delas. 
Bendito seja o "palácio amarelo" e todos os que ali salvam e ajudam vidas. 

É por esta e por muitas outras histórias que a MAC deve/tem de continuar a existir.
  

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Até Hoje A Minha Filha Gostava De Mim...




Sim... Até hoje...
Ontem foi-me dado o benefício da dúvida.
Hoje foi o dia da revolta. Total.
Amanhã pode ser para esquecer...

Hoje quando viu pela segunda vez na vida A tigela branca com uma 'coisa' laranja estridente lá dentro foi ... 
Game over. The end. Acabou. 
'Mas que mãe és tu?!?!' Lia-se por trás das suas lágrimas gordas e desesperadas. Desesperada por uma sopa de cenoura sem sal. A sua segunda sopa. 
Que será de mim depois... À terceira, à quarta, à quinta...? 

Ontem correu bem. Temia o pior e correu bem. Comeu tudo. Deve ter achado que era mesmo necessário por alguma razão muito forte. Estranhou mas comeu... Ou melhor, foi comendo. Baralhada entre o sabor e a estranheza de uma colher pela primeira vez na boca. 
A cozinha preparada para a guerra... Nós  tapados até ao pescoço e todas as máquinas fotográficas e de filmar a postos. Um aparato. Nada aconteceu. Tudo tranquilo. Restou a expressão de enfado e pouco mais.
O cenário de guerra ... Aconteceu hoje...
Bastou ver o mesmo tom de branco e laranja dA tigela. A tigela. Igual à de ontem. Socorro. Chamem a polícia. Alguém. A minha mãe perdeu de vez o tino. 
Ligou a sirene. Os vizinhos só podem de facto ter chamado a polícia... Tal era o alarido aqui em casa. 
A tigela... Socorro! A tigela... Sr. Guarda...

Perdi a batalha. Espero não ter perdido a guerra. 
Ao fim de 45 minutos, 50 litros de lágrimas e ainda meia sopa por comer... Desisti... Tal era o nosso estado. 

Ela perdida de desespero sem a polícia chegar. Eu sem saber mais o que fazer para a relaxar. 

A tigela vai voltar, sr. guarda... Vai voltar.



quarta-feira, 9 de julho de 2014

Somos Māes Nāo Somos Gordas



 Foto de: Jade Beall


Jade Beall recorde este nome.
Esta mulher fez um trabalho fotográfico de uma sensibilidade tocante. 
"A Beautiful Body"
Depois de ter sido māe auto-retratou-se com o seu rebento de uma forma crúa e cheia de amor. Da sua imagem ao espelho diferente, nova, surgiu a ideia de fotografar outras mulheres a quem também a maternidade deixou marcas no corpo.

A gravidez marca. Para além do grande marco de beleza que é na vida, também é marcante no corpo. Nas entranhas. Na estética. A beleza redefine-se. Como um baralho de cartas que se baralha e volta a dar.
A sociedade parece mais que nunca saber valorizar isto e disponível para novos padrões de beleza e aceitaçāo. Há inúmeras campanhas que apontam nesse sentido e projectos fascinantes como este chegam a um mundo de pessoas que o abraçam com amor, respeito e admiraçāo.

A isto falta ainda chegar e tocar mentalidades supérfluas. Mas já dizia a minha avó... "Nāo se pode agradar a Gregos e a Tróianos." 

Que se lixem a estética, a perfeiçāo aparente e os padrões de beleza instituídos. 

Somos māes minhas senhoras, nāo somos gordas.  Ensina-me todos os dias o meu próprio pai e o teu pai, Amália.    
Para quem nāo tem homens fabulosos destes em casa... Por favor nāo se cansem de repetir isto:
Somos māes. O resto é conversa.





Fotos de: Jade Beall
Projecto: A Beautiful Body