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quinta-feira, 22 de maio de 2014

Noites De Festa, Vida e Sonhos


Quando pintar as unhas vira uma prova dos jogos sem fronteiras percebemos como a vida mudou. 

Sair à noite, estar com amigos, jantar fora, ir a uma festa... Tudo isto passa para centésimo plano depois de se ter um filho. Nāo sāo momentos impossíveis mas... Raros. Sorte a minha, a nossa, que temos uma lista infindável de candidatos para olharem pela pequena Amália, sempre que assim for necessário e fizer sentido para nós. Sāo raros os momentos por enquanto, também porque amamentar assim o exige, mas mais que tudo: a nossa vida mudou.

Este domingo foi dia de festa. Este ano, pela primeira vez māe e mulher, lá fui. Fomos. Até este ano a vida parece que foi a brincar. Nāo será verdade mas parece. 
Ficam agora distantes os anos em que entre os nomeados vivia por dentro a emoçāo forte de: "E o Globo de Ouro vai para..." 

Estiquei a minha adolescência. Vivia-a intensamente. Se vivi... 
Sonhei os sonhos profundamente. 
Vivi-os. Construí-os e realizei-os. Alterei-os. Cresci-os. 

Este domingo lembrei com amor o primeiro dia em que a vida mudou. A primeira vez que mudou. O dia em que fui escolhida para a minha primeira personagem... A Mariana. 
Éramos 12 mil pessoas para apenas 6 personagens. Mas a minha certeza era tanta. A minha força maior que o mundo. Maior que eu, maior que tudo. A minha māe receava a dor do meu tombo, por mim... Apoiava-me, mas receava por mim, pois ficavam apenas 6. Podia nāo ter ficado, mas fiquei.
Nāo levei a mal. Era o receio natural de māe. O amor e a sabedoria de māe. Mas fiquei.
Nada me abalava a força nem a minha certeza. Hoje acho estranho. Tinha tanta certeza do tal lugar para mim. 
Lembro a cabine telefónica de Sete Rios. Tínhamos sido 12 mil. Depois 600, 30, 12, e finalmente os 6... 
Agora, do outro lado, uma voz dizia... "Ana, a produçāo decidiu." 
Queriam que eu fosse a Mariana. E eu fui. 
A minha vida mudou. Nāo foi nosso o globo, mas tudo começou assim. 
O verdadeiro sonho começou ali.

Amália, meu amor, nāo sabes mas tenho tido a sorte de fazer tanto mas tanto daquilo que sempre quis. 
O meu sonho começou a ser vivido ali.
Mais tarde fui a Inês, a Victória, a Mila, a Dulce, a Dora, a Letícia, enfim, ... inúmeras outras. 

Sonhei os sonhos. De sonho em sonho fui crescendo. Mudando. Acrescentando. 
Também tu viverás os teus sonhos e sonharás a tua realidade. 
Do tāo pouco que sei, posso dizer que sei sonhar. E soube lutar. 
Pouco maior que a tua idade sempre soube o que queria. 
Queria ser. E fui. Sou. 
Ainda muito está para vir. 
Quero ensinar-te que somos aquilo que quisermos ser. Basta querer. 
Tenho muito que aprender e pouco para ensinar. 
Mas sei, como respirar, que basta querer. Querer muito. 
Tenho a certeza disto que te digo. 
Quero passar-te a luta pelos sonhos. 
Os nossos. O que é nosso a nós pertence. E mais que tudo, sāo os sonhos. 
Tudo começa a sonhar. 

Era eu menina, pequena, quando acordada andava a sonhar. 
Os meus sonhos cresciam e aconteciam. Uns atrás dos outros. 

Mas sabes... Este Domingo, cresci. 

Sou tua māe. 
A minha vida nāo estava mais apenas ali. Foi apenas uma parte de mim. 
Nāo te inquietes. 
Vivo muito e vivi tanto.
Hei-de viver tudo mais ainda. 
Outros vôos, outras viagens, outros sonhos...
Para além desses, destes... Os teus serāo também os meus...

Nem posso esperar.
Os teus sonhos serāo também grande parte de mim.


segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Diz-se Que Muda Para Sempre As Pessoas

Fala-se muito no antes e depois. Antes a vida como a conhecemos, depois a vida como nunca imaginámos. Para uns melhor, para outros um pesadelo, para alguns bastante diferente. Eu estou apenas a caminho, estou portanto entre o antes e o depois. As diferenças que sinto em mim, no entanto, já sāo imensas. Falo do antes e do depois neste post porque hoje me arrebatou ver esta imagem:

Imagem: Simon Cowell com o filho, Eric, recém-nascido

Este é o sr. frontalidade, o homem pedra, considerado sempre por todos o coraçāo duro, difícil de derreter. Sou fā de poucas pessoas mas de facto o Simon Cowell sempre me cativou pela frontalidade e a pela sua constante firmeza. Cruzei-me com ele diversas vezes em Londres por morar muito perto e de todas as vezes senti uma empatia grande. Nāo se chama fascínio, mas empatia. Sempre discreto e seguro. As pessoas podem naturalmente ser ou nāo ser aquilo que parecem. Nāo faço ideia qual o caso.   Sei apenas que um dia, com a minha bicicleta nova, ia atropelando o senhor e lá ouvi um "grunhido": 
"- Riding on the sidewalk!!!???... Ai ai..." 
Pois que ele tinha toda a razāo, é mais que proibido andar de bicicleta no passeio em Londres. 
Atirei um pedido de desculpas envergonhado e senti-me com 5 anos de idade a fazer um disparate. Lá tive de perder o medo e foi assim que me vi lançada à estrada em duas rodas. Nāo voltei mais ao passeio de bicicleta. Lá fui entre carros e autocarros. 

Episódios à parte... Escrevo porque este homem que dizem duro e de pedra aparece agora a segurar o seu filho recém-nascido ao colo como manteiga derretida. Repito, nada sabemos sobre as pessoas. Ficam apenas sensações da forma como entendemos o que vemos. Vale o que vale. Para mim, este homem nunca foi imagem de dureza, frieza ou distância. Sempre vi nele apenas a frontalidade do que pensava, a verdade da alma, o espelho daquilo que sente. Certo ou errado... A todos os que viram nele sempre tanta brutalidade e arrogância surpreendam-se com esta delícia de imagem de um pai acabado de o ser. Mais ainda, surpreendam-se com a partilha destas imagens publicamente por parte de um homem que antes nunca faria tal coisa. 
Se a paternidade muda ou nāo radicalmente uma pessoa eu nāo sei... Mas atrevam-se aqueles que achem que esta "pedra" nāo derreteu. 




segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Mudanças

Nāo vejo a hora de acabar a nossa mudança. Em género de brincadeira dizia sempre que tinha mestrados e mestrados em mudanças. É um facto que mudar de casa, para mim, nunca foi uma dificuldade, um problema ou sequer um transtorno. Nunca foi. E se há quem mude de casa, sou eu. Até entre países. E nunca mas nunca me cansou tanto. É um desabafo e nāo uma reclamaçāo. Quando tudo parece acontecer na direcçāo oposta àquela que desejamos, quando os contratempos sāo aos pontapés, quando tudo parece um filme do Almodóvar e podia ser tāo simples, mas tāo simples. Mas nāo tem dependido de nós. Nada. Grávida, esperar 5 horas pelas entregas do Ikea numa casa ainda quase sem mobília nāo é a mesma coisa que estando num estado normal. Ainda por cima, quando chegam, chegam com o material errado, incompleto, fazem-me ir lá de novo, resolver um problema provocado por eles. Marcam uma nova data e mais 5 horas de espera pela frente. E este é apenas um exemplo entre diversos, sim, diversos que nos têm aparecido diariamente... 

Desculpem o cansaço das minhas palavras. Desculpem a impaciência da minha atitude. A verdade é que é tudo por um motivo maravilhoso. Eu sei. Claro que é. Mas isso nem está em cause, naturalmente. Fico triste porque o processo tomou conta de mim, já vai longo, tāo longo que por vezes esqueci no desespero que é tudo mas tudo por razões que brilham mais que a lua. Os contratempos têm sido muitos. Demasiados. 
Mas nāo há contratempo que se meta no nosso caminho e resista. Nāo há. Vamos resolvendo todos. Um a um. E cá estaremos para usufruir da calma e da organizaçāo quando o mundo permitir e nos deixar de colocar diariamente questões, problemas, erros ou equívocos relacionados com a nossa mudança. 
Mundo, ouve bem: esta casa e esta mudança que te falo é o nosso futuro, mas já devia ser o nosso presente. Porquê? Porque fizemos e fazemos tudo o que há para fazer ao nosso alcance. Porque nāo merecemos este desgaste. Porque precisamos de parar. Porque merecemos esperar, mas esperar apenas esperar por ela. Por favor, organiza-te connosco. 

Mundo, estás a ouvir? Por favor... Já chega. Como diz um grande amigo: É só uma mudança nāo é neurocirurgia.  Peço-te do fundo do coraçāo, nāo é por nós sequer. 
É por ela. Por ela, o meu amor . 
Obrigada, sei que vais entender. 

    


quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Horas A Mais Em 24

Há dias que deviam ter 70 horas e nós umas baterias extra incorporadas. Hoje foram horas a mais dentro das 24. Nāo sei bem como mas acontece, aconteceu. E quem nāo acreditar... As minhas costas provam-no, o meu cansaço também. 
Tenho mesmo de te ir pôr a dormir, meu amor. Também deves estar exausta e isso nāo pode acontecer. 
Desculpem aqueles que nos seguem todos os dias e que esperavam um post umas horas mais cedo mas foi impossível antes. Uma mudança entre māos e mais mil coisas entre os dedos torna-se difícil segurar tudo. Ainda assim faço questāo de nāo falhar e tinha de passar no mínimo para dizer olá a todos os que diariamente nos lêem. A mim e a ela. Agradecemos todos os dias, todas as horas.
Obrigada