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quinta-feira, 15 de outubro de 2015

A Chegada Dos Pássaros



Era noite já tarde. O telefone tocou. O toque diferente.
Sentia-se na hora, na urgência com que tocava.
Ao Pedro, antes de atender, perguntei: Que horas sāo?
Senti. Sabia.
Do outro lado, a emoçāo, a voz trémula.
Deste lado, a certeza. A comoçāo.

Nasceu! Já nasceu!!!

A emoçāo aumentou. O coraçāo cresceu.

É assim a natureza na sua mais perfeita conjugaçāo.

É incrível. É tāo incrível.
Sou tia!!!!

Parabéns, meu irmāo. <3


sábado, 7 de março de 2015

Um Ano



Há um ano nascias.
A vida deixou de ser como era para passar a ser melhor ainda. 
Que hoje seja a primeira celebração e que se sigam infinitas. 

Parabéns, minha pequenina.

A meio da noite a vida crescia. A barriga apertava e eu māe iniciava-me onde desconhecia.
A ansiedade palpitava nessa noite calma, nessa noite nova de um enorme amor que nascia.
Nove meses de te querer. Anos de sonho sobre quando te receber.
Foi esta a hora perfeita para te ter.

És tu o maior amor da nossa vida.






sexta-feira, 7 de março de 2014

Dia 07 de Março 2014


Dia 07, 37 semanas e 5 dias. 
Um dia para a vida. Um dia de amor eterno. Um dia para sempre.

Amália, meu amor... Foi a noite mais bonita da minha vida. Das nossas vidas. 
Apresento-te o mundo...
Obrigada por me apresentares o mundo a mim também. Esperei 35 anos. Por ti, por este amor, por este mundo.

Obrigada meu amor...
Obrigada meus amores... 

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

O tempo. 34 Semanas e 4 Dias


O tempo. 34 semanas e 4 dias. Nāo pára. Qualquer dia tens 18 anos, namoras e já nāo só sabes o que queres ser quando fores mais velha, como terás inclusivamente a tua própria visāo do mundo.  Interessa pouco, por agora, apenas porque ainda falta tempo. 

O tempo. O tempo interessa. Porque passa. O que lá vai já foi. Interessa o que vem. Interessa o agora.
Ainda estás aqui. Pequena, envolta, segura. O mundo cá fora espera. O nosso mundo. Nós, acima de tudo nós. 
Penso no que ouço muitas vezes sobre os primeiros tempos do nascimento. O cansaço, a pressāo, a irritaçāo, o nāo dormir, o nāo poder trabalhar, o nāo ser um conto de fadas, o "agora é que vais ver como é"...
Podia concentrar-me nisso tudo mas nāo concentro. Nāo acredito ou deixo de acreditar. Nem tāo pouco me preocupa. 
Cansa? Pois claro que deve cansar. Fica-se em baixo? Pode ser, naturalmente como resultado do cansaço, das mudanças repentinas, do receio, do medo, de muita coisa junta... 
Nāo vou dormir - Dizem. Mas quem diz? Quem sabe? Ninguém. Ainda que fique anos a dormir muito menos... Nāo te preocupes, pois eu também nāo. Ao longo dos anos tenho dormido o suficiente, ou seja, tenho créditos guardados. Quanto a nāo poder trabalhar... Claro que hei-de poder. Assim que seja possível retomar, assim será. Quanto a nāo ser um conto de fadas? Nada o é completamente. Nem nunca esperei tal. 

E sim, é um facto, agora é que vou ver como é. E será incrível certamente. Aconteça o que acontecer. 

Também tenho ouvido muito: "O importante é terem ajuda, muita ajuda." 
Ajuda talvez. Muita ajuda, depende. Depende mais uma vez de cada situaçāo. Quando se precisa de ajuda, é simples, pede-se.  Umas vezes sim, precisa-se, outras vezes nāo certamente. Podem ser muitas ou poucas vezes. O importante é ser ajudado quando se precisa. Ser ajudado e nāo ser "complicado". Ajuda que complica é complicado. Ajuda precisa sim, é ser ajudado. 

Concordo muito com que os pais é que têm de desbravar o caminho, aprender e conhecer melhor que ninguém o seu filho. E esse é um trabalho difícil que deve ser feito com calma e a dois.
No fundo, no fundo, é nisto que acredito. Ter o espaço para aprender a nossa dinâmica. Para te  entendermos e assim sermos a tua família. Mantendo a calma. Avaliando e percebendo. Aos poucos, aprendendo. 

Somos todos diferentes. As experiências sāo todas únicas. O importante é saber gerir, gerir e gerir o melhor que se sabe. E evoluir. 
O resto...  De resto é aproveitar, viver, crescer. 
Crescer. Crescer. Crescer. 
E juntos... Pois brevemente seremos três.

Falta pouco. O tempo. O tempo. Já sāo 34 semanas e 4 dias.  




quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Mais Uma Liçāo Pré-Parto




Ontem entāo foi uma liçāo incrível. Foram duas horas esclarecedoras em relaçāo ao grande momento que assusta muito tantas de nós: o parto. As diferentes formas possíveis de parto. O procedimento médico e como nós māes temos de ajudar, colaborar. A importância do nosso contributo, do nosso comportamento, da nossa confiança.  Há tanta coisa que desconhecemos e é fundamental estarmos informadas. Procurar na net é demasiado abrangente e global, ou seja, temos acesso a informaçāo que nāo interessa, a nāo informaçāo. Ali, na Kuantos Meses, o que nos chega é essencial. Sei que já disse isto mas vou repetir mil vezes porque é de facto assim. É mesmo importante e directo. Esclarecedor e objectivo. A liçāo de ontem nāo foi nem assustadora nem animadora, foi directa e real. Na mesa, os cenários possíveis para o parto: gostei, amei. Aqui nāo reproduzo o que me é ensinado, nem tento passar essa informaçāo. De todo. Ler este ou qualquer outro blog nāo substitui em nada o que se aprende numa aula da Kuantos Meses, nem significa que o que defendo aqui seja resultado disso. Estas sāo as ideias que eu própria defendo e que tantas māes até podem ser contra.

Cada vez mais a minha desconfiança de que nāo devemos "meter na cabeça" de que vai ser assim ou assado, se confirma. Nunca entendi muito bem as māes que dizem: escolhi que o meu parto fosse assim ou fosse assado. Ter preferências nāo é errado mas ser intransigente é e pode ser um entrave grave para um parto tranquilo. 
Nāo fiz nem faço planos fechados. Essa parte está completamente na māo da minha médica. Nāo escolho o procedimento médico porque nāo é de todo essa a minha missāo enquanto māe. Da mesma forma que também nāo decido como me operam um joelho. Aquilo que sei é que tenho uma bebé para nascer brevemente. Se nenhuma emergência se verificar nascerá naturalmente. Se a médica por alguma razāo tiver de alterar o procedimento médico e fazer cesariana, assim será. 
Choca-me seriamente ter lido imenso sobre o assunto e perceber que hoje em dia, tantas mas tantas māes escolhem, sim, eu disse escolhem, ter os bebés por método cesariana por medo da dor e do sofrimento. E também há médicos que decidem fazer cesarianas pura e simplesmente por razões monetárias. É inacreditável. A cesariana, e falo única e exclusivamente por muita coisa que tenho lido, é um método clínico de emergência. Ou seja, aplica-se a casos mais complexos que escapam à normalidade do processo. Aplica-se para salvar a vida de um bebé, de uma māe ou de ambos, aplica-se para nāo se correr esse risco caso existam indícios nesse sentido. Mas infelizmente passou a ser por muitas māes, erradamente, uma escolha leviana e superficial resultado de muito medo e falta de informaçāo. Meter na cabeça que se escolhe uma cesariana para nāo ter dor é tāo absurdo como escolher ter um parto natural em casa porque se é muito cool. Cada caso é um caso e deve ser devidamente cuidado e analisado por médicos de confiança e competentes. Se tudo corre bem numa gravidez, desconfiem sempre de um médico que já definiu que o vosso parto é por cesariana. E se tudo corre bem numa gravidez, nāo há razāo nenhuma para uma māe insistir numa cesariana. Estar informado é saber que existem diversas formas de ajudar os bebés a nascerem. Assim como existem riscos associados aos mais diversos métodos que nāo devem ser ignorados e por isso mesmo devem ser analisados por médicos e nāo por māes. Convém pensar seriamente sobre o assunto antes de tomar decisões como: "vou ter o meu bebé em casa porque é uma ideia gira" - nāo estamos em Portugal preparados para socorrer situações de emergência de um parto em casa que corra mal; Ou: "Quero parto natural, apenas natural, nāo quero cesariana, nāo quero, nāo quero medicaçāo" - este pensamento fechado leva a pressāo sobre os médicos para evitarem a todo o custo decisões para as quais têm de estar completamente livres para exercer o seu trabalho nas melhores condições. Ou mesmo: "quero uma cesariana, sei que está tudo bem mas nāo quero sentir dor"- convém entender que uma cesariana é uma operaçāo e acarreta os seus riscos, bem como a recuperaçāo é muito mais lenta, ou seja, se for possível evitar é melhor para todos, tanto para a māe como para o bebé. 
Mas entāo nada está bem? Está. Claro. O parto natural é o mais sensato em situações normais. O melhor para todos. Apesar da dor e do desconforto, segundo parece. Assim como também está bem todo e qualquer método utilizado para ajudar um bebé a nascer que, por complicações, levou a medicina a intervir de outra maneira.

Posto isto, Amália, nāo sei como vais nascer. Sei que o ideal é que tudo corra bem sem problemas, pelo melhor. Também sei que pouco interessa a minha dor. Interessa o meu bom senso e o bom senso de todos os que no parto colaborarem. Acima de tudo interessa que gostava que fosse parto natural e descomplicado mas será o que tiver de ser. O processo estará aberto, em evoluçāo, até tu estares cá fora e bem. Sem planos fechados da minha parte, sem ideias pré-concebidas. 
Estamos bem entregues a bons profissionais. 
Por ti. E por mais ninguém. 

           

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Aulas Pré-Parto

Amanhā começam as aulas para aprendermos a tomar conta de ti e também sobre este tempo final de gravidez até ao parto. Durante muito tempo pensei que era tonto fazer aulas para aprender aquilo que é supostamente inato. A verdade é que nāo nascemos ensinados e há milhões de dúvidas que se vāo somando ao longo da gravidez e crescendo com o tempo. É como se pensarmos em alguém que por mais que nasça com um grande talento para desenhar nāo implica que tenha a capacidade de se tornar num grande artista. Ou seja, por mais que o instinto esteja lá em todos os pais, a verdade é que as aulas e o apoio de quem tem experiência pode ser decisivo para aliviar pressões, momentos, erros e até prevenir situações perigosas. 
Há uns dias conheci a Célia... A enfermeira que nos vai guiar e apoiar ao longo do processo. Nos bons e nos maus momentos. Desde esse dia parece que me sinto mais leve. Uma grande parte dos meus medos desapareceram. Foi amor à primeira vista. Quando se está perante alguém que ama profundamente aquilo que faz, isso sente-se. A frase que mais me tranquilizou foi: "em caso de urgência, seja a que horas for, primeiro o número da sua médica claro, logo em seguida o meu número. Sempre. A qualquer hora." Já sāo poucas as pessoas assim. Na hora em que reuni com a Célia percebi de imediato o quanto nos ia fazer bem passar por todo o processo com ela por perto. 
Temos mesmo muita sorte. A nossa médica é desde sempre o conforto, a segurança e a objectividade da experiência. E agora para um descanso e sossego ainda maior, apareceu ainda a enfermeira Célia para nos pegar ao colo. A mim, a ti e ao pai. Para olhar por nós. Obrigada Célia. Obrigada "Kuantos Meses".

Nāo te preocupes Amália, nāo que nāo estejamos preparados para tratar de ti... mas com o apoio de quem sabe mais que nós aprende-se e evita-se ter de sofrer com inquietações e dúvidas de principiantes que te podiam prejudicar. Assim estaremos calmos e mais informados para te receber. 

Começamos amanhā, depois digo como correu. Vamos ver se somos bons alunos.


domingo, 22 de dezembro de 2013

O Nosso Primeiro Natal


O nosso primeiro Natal. Todos. Juntos. 
Com tanta tarefa a árvore ficou pronta apenas no último segundo. Cheguei a acreditar que seria um Natal sem árvore e isso deixou-me inquieta. Fiz tudo mas tudo para que tivesses a tua primeira árvore, ainda que nāo a possas ver ainda. Fizemos o impossível nestes dias para organizar, transportar e mudar de casa. Sem ser possível eu carregar uma caixa nem mesmo o pai. Sim, é verdade. Apesar dessas dificuldades, nāo desistimos e foi possível contar com a ajuda preciosa dos nossos. Temos a nossa casa nova. A tua primeira casa. Cada dia que passar prometo que ficará cada vez mais cuidada e confortável para te receber. Falta pouco para te abraçar. Passa a correr o tempo. Este ainda nāo será o melhor Natal de sempre porque ainda nāo te vou ver a sorrir radiante com o que o Pai Natal te trouxe. Mas este será certamente o Natal que ficará marcado como o Natal em que tenho o meu melhor presente: Tu. 
Vamos preparando aos poucos a tua chegada. O teu berço já está aqui. Neste momento em pleno sala ainda. Cada coisa a seu tempo, pois assim tem de ser. É uma delícia olhar para ele e imaginar-te lá dentro daqui a uns tempos. É de princesa, claro. Branco, puro. A cor, essa trazes contigo. Quem por cá vai passando diz em tom de brincadeira: shiuuuuu que acordas a miúda. 
A verdade é que dentro de pouco tempo essa frase será dita e muito certamente. 
Também ontem ao telefone uma amiga falava do seu filho Vicente e do nascimento dele que faz agora 7 meses... Ouvi assim: "Ele nasceu. Passaram 5 minutos. Ele nāo chorou. 5 minutos. O pai ali. Eu ali. Levaram-no. Ele nāo chorou. Ele nāo chorava. Alguma coisa estava errada. Sabes tudo naquele momento. Porque sabes. As enfermeiras levaram-no. Nós ali. Ao longe, e depois dos mais longos 5 minutos da minha vida, o choro dele. E ali sim... Agora sim, sabia: a minha vida começou. Pois afinal ficou tudo bem." 

Que a minha vida comece. Que a nossa vida comece. Mais ainda. 
Feliz Natal, para ti. Feliz Natal. Para todos.