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sexta-feira, 18 de abril de 2014

Do Silêncio

       
       Fotografia de Louis Fleckenstein


Em 1900 era assim... Em 2014 pouco ou nada mudou. 
O cansaço semelhante. O amor igual.

Sempre gostei da noite. Do estar acordada. 
Todos dormiam. Eu acordada. 

Sempre gostei da noite. 
Do silêncio enquanto escrevia, trabalhava, desenhava ou pintava. 
Do dormir enquanto na cidade circulavam. 
Do trabalhar enquanto na cidade descansavam.

Sim, sempre gostei da noite. 
Não da noite das noitadas. 
Não da noite das palhaçadas. 
Mas da noite. 
A noite calma, silenciosa, inspiradora e abençoada. 

Agora menos. Tenho escrito menos. 
Muito menos. 
A noite anda desengonçada. Desequilibrada. Torta. Estafada.

Agora mais. Muito mais. 
Cansada. Estou cansada. Ando atrapalhada. 
Sou mãe. Ando muito ocupada. 
Durmo pouco. 

Agora menos. Muito menos. 
Acordo. Sempre acordada. 
A minha noite anda zangada.

De dia. Ela. Eu. Tantas vezes deitada. 
Sou mãe. Faz parte de qualquer vida bem passada.


Agora mais. Muito mais. 
Sou mãe. Estou encantada. 
Agora mais. Muito mais. 

Mas ando cansada. 

sábado, 12 de abril de 2014

Sāo Assim As Quatro. Sāo Assim As Seis Da Manhā



O dia vira noite e a noite vira dia. Trocam-se horas sem opçāo. 
É assim connosco. É assim com todos. 
Somos māes. Somos pais. 
O cansaço. O amor. Mesmo às seis da manhā.
Estamos embriagados. De sono. Mas também de amor. Com amor adormecemos. Com amor acordamos. 
Somos māe. Somos pai.

Sāo assim as quatro. Sāo assim as seis da manhā.