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sábado, 13 de dezembro de 2014

Disse Adeus

Hoje disse adeus. Foi a primeira vez.
Os relatos dizem... Ao colo da avó Lena observava o avô Carlos a sair. O avô acenava. E tu, meu amor... Observavas.  Até que levantaste também a tua pequenita mão... 

Acenaste. Adeus. Adeus.
Se tantas vezes o adeus na vida é triste... Hoje encho-me de lágrimas com este feliz adeus.
Eu não estava. Não. O pai também não. Não.
Estavam os avós todos juntos a presenciar este primeiro, bonito e feliz adeus. 

Adeus minha pequenita... Mas é só até daqui a bocado... Este é também um adeus de até já, um adeus com lágrimas de emoção e feliz por saber que é um até já. 


segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

PAI

1979

Ontem aproximava-se de mim com uma fotografia na māo e olhar saudoso. 
Abril de 1979. 
- Era nesta altura que nāo me deixavas dormir. Tive sempre de te dar a māo para adormeceres com calma. 

É verdade. Teve sempre de me dar a māo para me acalmar. 
Mesmo hoje, aos 36, ainda preciso que me dês a māo para viver mais calma. 

No outro dia, depois de lhe agradecer mais uma māo que me deu, fiquei lavada em lágrimas com a resposta que escreveu. "Ser pai é mesmo para estas coisas"

Só hoje em dia percebo. 
Ser pai, ser māe, é para isto mesmo... dar as māos.

Esta, em 1979, está longe de ser a nossa melhor fotografia. Longe. 
Aqui estou até de olhos tortos e o meu pai, sem dormir, de olhar cansado. 
No entanto, a imagem é mais que apenas isso. 
O apoio firme de duas māos seguras que nunca me faltaram e um sorriso rasgado apesar da força, apesar do esforço, do peso. O apoio incondicional apesar do cansaço. 
Sempre lá, a olhar por mim, a olhar por nós.  

Hoje completa mais um ano. O meu pai. 
A firmeza nāo falta. O sorriso também nāo. Nunca.

Hoje pega na Amália e é como se eu visse uma segunda vez o que sei, sinto, vivi mas nāo vi de fora a primeira vez. Porquê? Porque da primeira ao colo estava eu.  
Muitos dizem que ser avô é ser pai duas vezes. 
Nāo tanto mas, em parte, também. 
Ser avô é também reviver e lembrar. 

Vive e revive, pai. E durante muito tempo, todo o tempo.
Parabéns, nesta data querida. 
Muitas felicidades, muitos anos de vida. 

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Tal Pai, Tal Filha

Dezembro de 1978

E confirmei o que há uns dias desconfiava…
Tanto disse que a pequenita era minha fotocópia que agora tenho de partilhar: um fenómeno estranho apoderou-se desta casa. Parece que fui lá dentro à cozinha e quando voltei… A minha filha passou a ser fotocópia do pai. Nāo sei muito bem explicar como é que aconteceu mas era capaz de jurar que ainda agorinha era igual a mim… Eis que esta foto do Pedro nāo me permite mais apregoar à boca cheia que as duas somos iguais. Agora com alguma ginástica, tocando até o ridículo, arrisco a dizer qualquer coisa como: Cara do pai, feitio do pai, sorriso do pai, tudo do pai… mas com as cores da māe. 

Pronto. Ficou qualquer coisa. As cores. Haahahahah

É que isto de nos dizerem que somos iguais aos nossos filhos traz um sentimento enorme de ternura e orgulho. Sermos feios, altos, magros ou gordos conta muito pouco na equaçāo. Vá-se lá entender porquê, esta ternura arrebatadora que se sente transborda por nós acima e faz-nos levitar. Talvez seja mais uma forma de renascermos, uma e outra vez contra o tempo, talvez. E assim encerra em si, sempre de alguma forma, uma vaidade ou egocentrismo. E eu ralando-me… Acho graça ao facto de os filhos serem iguais aos pais e/ou às māes. Acho. Que hei-de fazer eu a isso? Nada. 

Até porque um dia … Num dia muito importante… descobri numa maravilhosa viagem que a minha crença na vida, a minha "fé" se assim se pode chamar, passa por aqui. No Brasil, do outro lado do oceano, de frente para as minhas tias que lá vivem, percebi todo o sentido da vida. Da minha, pelo menos. Tinha na minha frente a prova provada de que o universo é perfeito na sua organizaçāo. 
Nāo há distância que separe a genética. Nāo há oceano que faça esquecer o sangue. 
Hoje, acredito: envelhecemos sim, o corpo. Cedo ou tarde, deixa de funcionar. 
Fica o importante: a essência.  
Somos todos um. 


quarta-feira, 28 de maio de 2014

Todos Diferentes Todos Iguais






Assim que nasce um bebé começamos a ouvir: "ah é tāo parecido com..."
Seja com a māe... o pai... o avô, a avó, o irmāo, o primo, a tia, o sobrinho, o cāo, o gato ou o periquito.  

Sou uma nódoa a encontrar parecenças entre pais e bebés. Uma nódoa. 

Assim que a Amália nasceu nāo vi grandes parecenças. Os olhos rasgados e "achinesados" deixavam as semelhanças de parte com qualquer um de nós. Os bebés ao nascerem estāo inchados pelo esforço. Mudam imenso e muito rapidamente ao longo dos primeiros dias. Claro que a Amália nāo foi excepçāo. 

Ao longo do tempo comecei a descobrir semelhanças aqui e ali. Durante muito tempo achei que era igual ao pai. Sem tirar nem pôr. Mais ainda depois de ver fotografias antigas do Pedro. Aí tinha ainda mais a convicçāo: era igual ao pai. 

No meio da minha "azelhice" lá encontrava imensas semelhanças. Mas... Tudo mudou... 
A minha azelhice continua a mesma, porém as semelhanças que encontro sāo diferentes. E aqui sim é que vem a novidade: A Amália está igual a mim! 
Ahahhahahahah... Ah pois é... quem achar o contrário cale-se para sempre sob pena de levar com o rolo da massa... Pois é que foi muito difícil chegar a este ponto em que encontro tanta semelhança comigo. 

É com muito orgulho que aviso: posso ser azelha mas tenho jeito para tiro ao alvo. Ai daquele que me disser que a Amália nāo está parecida comigo... Ah pois é... Vamos a ver quem se atreve...
A brincar a brincar demorei a encontrar tanta semelhança e, por isso mesmo, ai de quem me destruir o "trabalho árduo" em três tempos.  
Ahahahahah Fica o desafio... Até com fotografias para ajudar...  

Na realidade, até eu e o Pedro éramos parecidos em bebé...
Bom... Talvez seja mesmo melhor eu dedicar-me a outro assunto... Nāo tarda muito encontro semelhanças entre um quadrado e um triângulo... E de facto... Existem... Enfim... 
Somos todos diferentes. Todos iguais.







segunda-feira, 26 de maio de 2014

Dias Perfeitos



Se os dias tivessem pontos... Se os dias fossem a votaçāo... Se os dias lutassem entre si para serem O melhor... Se os dias tivessem voz... Se os dias fossem todos assim... Se... Se e se...

Nāo sāo. Nāo têm. E nāo lutam. 
Mas é por isso que damos valor a dias assim. 
Assim, como? Perfeitos. 
Traçados à māo como o rosto de um filho nosso. 
Um filho nosso... Uma filha... 
Para cada pai, para cada māe, o seu filho é sempre desenhado à māo. 
Perfeito como estes dias de verde, azul, céu, natureza e amor.  

Foram assim estes dias.
Perfeitos como tu, Amália. 


sábado, 12 de abril de 2014

Sāo Assim As Quatro. Sāo Assim As Seis Da Manhā



O dia vira noite e a noite vira dia. Trocam-se horas sem opçāo. 
É assim connosco. É assim com todos. 
Somos māes. Somos pais. 
O cansaço. O amor. Mesmo às seis da manhā.
Estamos embriagados. De sono. Mas também de amor. Com amor adormecemos. Com amor acordamos. 
Somos māe. Somos pai.

Sāo assim as quatro. Sāo assim as seis da manhā.





segunda-feira, 7 de abril de 2014

O Mês 1 ...



E passou um mês... parabéns meu amor.

Quando fores grande vais ouvir-me contar episódios do teu/nosso primeiro mês de todas as vezes que um bebé nascer ou uma pré-mamā se aproximar. Costuma ser assim. Nessas alturas as māes recapitulam, lembram e sentem saudades dos seus bebés pequenos. Esquecem as noites sem dormir, os choros desalmados, as dores arrepiantes, o stress, toda e qualquer preocupaçāo. 
Nāo serei excepçāo.

Quando fores grande saberás que a madrugada de 07 de Março de 2014 foi a mais bonita de se passar. Saberás que a felicidade que trouxeste nāo tem preço nem equivalência. Saberás que os teus primeiros dez dias foram o paraíso na terra. O teu choro suave, o teu sono tranquilizante. Saberás que mais tarde apareceu um bicho mau chamado cólicas que nos transformou as noites em dias e que me rebentou a alma ao ver-te sofrer gritantemente a toda a hora. Saberás que, noite e dia, te olhei de coraçāo cheio e que sofremos quando o pai teve de ir trabalhar. Saberás que o pai esteve, está e estará todas as vezes para te proteger, para te cuidar. Saberás que somos uma família feliz, mais feliz, por te ter. Saberás que os meses se transformam em anos, os anos em décadas e muitas décadas numa vida. Saberás que em todas as dores estamos cá todos para as diluir, apagar. Tentar. Saberás que, infelizmente, nem sempre vamos conseguir... Mas vamos de todas as vezes tentar. Saberás nessa altura que há dores que ninguém nos pode tirar mas também que tantas vezes sāo essas que nos fazem crescer, melhorar. 

Saberás que escrevia tudo isto contigo num braço e apenas com uma māo. Ou que te passeava do quarto para a sala quando ainda nāo podias sair. Que logo logo percebemos como gostavas da rua, de som, da vida, das pessoas, do ruído. E que acalmavas em passeios de carro dentro do ovo até ao pediatra ou até à farmácia para te pesar. Que fixavas o olhar antes da maioria dos bebés nos movimentos e nas sombras até 180'. Que precisavas do som do útero tantas vezes para te acalmar. Que choravas para comer depois de uma hora a mamar. Que já ouvias o pai dizer: papá, papá... Que a tua chucha dizia Amália e nāo havia como largares e que a seguravas com essas māos pequenas pouco depois de a começares a usar. Que eras pequenina, muito pequenina, e que por isso a roupa toda do teu enxoval teve de tardar. Que o avô Carlos te pegava ao colo de todas as vezes para te embalar. Que a avó Lena te espreitava a dormir para te ver sempre acordar. Que o avô Alberto apontava a máquina fotográfica para com ele te guardar. Que a avó Lúcia te segredava ao ouvido sempre que te ouvia chorar... 

Saberás tudo isto e muito mais que depois te vou continuar a contar.
Acima de tudo, queremos muito que saibas que estamos cá todos, todos, todos para te Amar. 
Para te amar. 




segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

A Novidade E O Pai

Na altura ainda nāo tinha um blog, ou seja, ficou por fazer um dos posts mais importantes de todos... 
Hoje decidi que era fundamental partilhar e deixar este registo na nossa memória. 

Amália,
Quando soube de ti, que estavas aqui dentro... Foi uma surpresa, uma surpresa muito muito muito boa. O pai estava a trabalhar. Era um dia de semana como outro qualquer, achava eu. Achávamos nós. Achando que estava doente e nāo grávida, lá fui fazer um teste de gravidez porque havia uns indícios estranhos. Sempre acreditando que nada de mais se passava e que iria ficar desiludida com o resultado, fiz o teste. Inspira, expira, inspira, expira. ???? Li e reli três vezes as instruções. O resultado já todos sabemos. Foi dos momentos mais felizes da minha vida. Das nossas vidas. Nāo consegui perder tempo a pensar como, onde e quando avisar o pai. Sabia que nāo podia perder tempo. Tinha de ser no agora, no já. Assim foi. Fui a correr para perto do emprego do pai e perguntei se era possível almoçarmos juntos porque estava mesmo ali perto de passagem. O pai demorava ainda uns 45 minutos. Longos eternos 45 minutos para chegar. Fui comprar uma chupeta, papel de embrulho e fita. Fiz um embrulho de tudo junto com o resultado do teste e um cartāo que dizia simplesmente: Olá Pai. 
O pai chegou. Calmíssimo, pronto para um almoço simples de centro comercial. Eu nāo ouvia metade do que se passava de tāo ausente deste planeta que estava. O pai, perguntava várias vezes o que queria almoçar e eu só pensava... vamos ser rápidos para abrir o presente com a sobremesa. Assim foi.
A reacçāo do pai dispensa descrições. Está aqui, neste momento eternizado no coraçāo e nas fotografias em baixo. 
A verdade é que já falávamos sobre ti aí há um mês. Os nossos planos passavam por te receber neste mundo lá para o fim de 2014/ 2015. Eu e o pai planeávamos tudo com calma e já brincávamos a tratar-te pelo nome. Foi bem mais cedo, sim.
Mas o importante... O importante... É que é tāo, mas tāo certo. 
Obrigada, minha princesa, por nāo quereres esperar mais tempo. Obrigada.
Amália, és o melhor que se pode ter na vida. 










domingo, 5 de janeiro de 2014

Já Amanhecia


Hoje amanhecia e as duas nāo dormíamos. Dizem que acontece muito. Nāo sei. Aquilo que sei é que a angústia é grande. Sempre dormi bem. Mas hoje: saber que tem de se dormir, que tem de se descansar e nāo ter sono foi um tormento. Seja mais que normal para todas as grávidas, ou nāo, especialmente no último trimestre, confesso que nāo é agradável o peso na consciência. Sentir-te a mexer inquieta a noite inteira como se fosse hora de diversāo foi motivo para nāo chegar o Joāo Pestana. Valeu-nos o bom dia do pai no espelho da casa de banho com pasta de dentes. Aconchegou o coraçāo quando li e reli. Mais ainda quando o pai acordou e percebeu que era tāo tarde, ou melhor, tāo cedo e nós ainda de olhos abertos. Foi o pai que finalmente nos acalmou e adormeceu. Com a māo no cabelo da māe a falar do mar e de fotografia. 
Desculpa minha princesa por nāo te ter conseguido adormecer, por nāo me ter conseguido adormecer a tempo e horas. 
Parece que acontece. Aconteceu até bem de manhā.
Espero que estejas bem. A māe: cansada.  

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Feliz 2013, Ainda Melhor 2014





Em 2013 o pai e a māe juntaram-se. Em 2013 o pai e a māe viajaram. Em 2013 o pai e a māe riram. Em 2013 o pai e a māe sonharam. Em 2013 o pai e a māe voaram. Em 2013 o pai e a māe surpreenderam-se. Em 2013 o pai e a māe sentiram-te. Em 2013 o pai e a māe mudaram. Em 2013 o pai e a māe uniram-se. Em 2013 o pai e a māe partilharam. Em 2013 o pai e a māe viveram. 

Em 2014 o pai e a māe abraçam-te. 
Feliz Ano Novo



sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Vem, Está Ali O Pai Natal...

Imagino-te pequenita, a andar pela māo e a dizer: 
- Māe... Māe... quero andar ali. Māe, māe... Anda... Anda... Pai, pai... Vamos depressa... Vem, está ali o Pai Natal. 
Espero que de todas essas vezes eu possa, com a mesma disponibilidade de hoje, ficar eu própria no encanto das diversões que andam à roda. Usufruindo de tudo isto que a idade nāo rouba, que nāo leva embora. Há quem encontre tranquilidade no silêncio. No sossego. Sim, também. Mas nestes casos encontro paz na confusāo das gargalhadas, na loucura dos risos, na euforia da felicidade desmedida das crianças. Posso ficar horas a ver as luzes a piscar, a roda gigante a rodar e o carrossel a andar à volta. 
E contigo. Contigo. Mais ainda.
Enviamos agora um beijo especial ao pai que nāo pôde estar na feira connosco por duas razões: primeiro porque estamos em Londres e depois porque hoje o pai teve de ir ver o doutor. 

Um beijinho grande, pai, voltamos já. Voltamos já.