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sexta-feira, 28 de março de 2014

Boas Notícias

Dia 07.03.2014 - recolha células estaminais no parto

Mesmo na fase final do parto a equipa médica procedeu à recolha das células estaminais do sangue e do tecido do cordāo umbilical. O processo é complexo, passa por diversas fases. E por isso mesmo, apenas hoje tive a confirmaçāo de que todo o processo tinha corrido de forma positiva e com sucesso. Estamos felizes com a nossa escolha e com a nossa confiança na Cytothera. Pois é comum e natural acontecer que na recolha algo possa impedir a criopreservaçāo por contaminaçāo, seja durante ou anteriormente ao parto. Felizmente connosco tudo correu pelo melhor. Após avaliaçāo apropriada já em laboratório sabemos agora que todo o processo correu bem e com sucesso. Existem 3 fases: a recolha, o processo e criopreservar. Missāo cumprida. Todos nós fizemos a nossa funçāo com distinçāo. 

Resta-me agradecer à Cytothera e à MAC por todo o processo. 
Quanto às células... Queremos, desejamos e rezamos para que fiquem apenas guardadas o tempo todo e que delas nunca precisemos ... Para nada. É muito bom saber que temos a segurança de as ter ... Mas, como todos os pais no mundo, queremos que nunca, mesmo nunca, precisemos delas pois significa que a pequena Amália está e estará sempre de perfeita saúde.



quarta-feira, 19 de março de 2014

19 Março 2014


Feliz primeiro dia do pai...

A Amália ainda não escreve. Mas certamente já sente. Já te sente, pai.
Ao longo destes dias tenho recebido mensagens, lido histórias e ouvido relatos. Sobre? Sobre os pais. Em geral a ausência de pais. 

Nem todas as mulheres têm a nossa sorte. E por isso... Eu e a Amália, hoje escrevemos para te agradecer, Pedro. Para te agradecer o pai que és. 

Pode parecer-te banal, pois és assim genuinamente... Mas quantos são os pais que, como tu, dão a mão à mãe sempre que ela precisa? Que carregam ao colo o choro desalmado de dias? Que se multiplicam por 3 e 4 para correr entre farmácias, mercearias, supermercados e padarias? Ou que mudam fraldas como se fosse ciência exacta, e que apredem a cozinhar nestes tempos cansados, ou mesmo que acordam de noite como molas ao som do mais leve esgar? 

Quantos sāo os pais assim? 

Poucos. Muito poucos. 
Mas tu és, Pedro.
És tudo isto e mais e mais e mais.

Por isso, eu e a Amália agradecemos. Pai e Pedro, sempre aqui ao nosso lado.
Feliz dia. Felizes dias, do pai e de tudo. 
Porque assim mereces. 

quinta-feira, 13 de março de 2014

O Parto: A Pequena Grande Hora


Dia 07.
Mês Março.
Ano 2014.

Hora: 2:15 - Sentada no sofá sozinha. No quarto, o pai dormia. Eu rasgava papeis e mais papeis. Um a um. Para deitar no lixo o que ficava do registo de outros dias, contas antigas, papeis e mais papeis. Em casa éramos dois, na esperança de sermos de facto brevemente três. Nāo se acredita. Duvida-se. À medida que o tempo passa contam-se dias, para além de pontapés na barriga para garantir a vida dentro de nós. No dia anterior, dia 06, chorava porque nāo senti mexer durante muitas horas. A afliçāo é grande, garanto. Voltei a descansar quando a enfermeira Célia me fez ouvir o coraçāo da Amália dentro de mim. Disse-me: ela tem menos espaço, mexe menos. Calma. 

Sentada na sala, dia 07, 2h15 da manhā. Numa vida diferente. Numa outra vida. Senti uma impressāo, uma dor leve. que ficou, foi ficando. Parecia algo que me apertava ao fundo do útero. Uma leve impressāo. Levanto-me. O wc ao fundo do corredor deixou de ter uns metros para ter kms. Ainda assim fui sem pressa. Era uma leve impressāo. A meio dessa estrada longa pensei: nāo aguento chegar à casa de banho. As águas, as famosas águas. Duvidei. Nāo tinha dor. Uma impressāo apenas. Tive a certeza quando nāo conseguia parar. Dava ordem ao corpo: pára. Nada. Água no chāo. A porta de um dos quartos mesmo ali. Abri-a: 
- Pedro, acho que é agora. 
O pai dormia. Eu, calmamente a rir 
- Pedro,  Pedro. Pedro. Acho que é agora. 
Como mola saltou da cama. 
- O que sentes?
- Água. Uma pressāo e água. Temos de contar o tempo. Tens horas? Minutos?
- Isso ainda pode demorar muito tempo.

Hora: 2h30 - A dor leve aparecia de 5 em 5 minutos. O Pedro incrédulo. 
- Já? Nāo pode ser.  Isso é o tempo que recomendaram para sair e ir para a Maternidade.
- Pedro, é agora. Mas quero tomar banho. Lavar o cabelo e descontrair o corpo. Endireitar-me.
- Estás a gozar???? 
Nāo estava. Tomei banho. Lavei a cabeça. Na banheira, calma, relaxei. Sentia frio. Tremia. O rolhāo. 
- Pedro, estou a ter tudo de uma vez. Acho que nāo temos tempo. 
De 3 em 3 minutos. Dor. Suave, mas dor. Contracçāo, sem dúvidas já. Temos de ir.
Troquei de roupa num raciocínio infantil de que assim ficaria melhor. 5 segundos depois estava tudo igual. Água nāo parava. Tudo o que tem de ser feito depressa é feito no intervalo da dor. Parece esquizofrénico. Durante a dor nāo me mexia, respirava. Entre dores, organizava eficientemente os últimos detalhes para a mais bonita viagem da minha vida: escova de dentes, pasta de dentes, a mala, o Kit da Cytothera para recolha das células estaminais. 
Tudo. Temos tudo. 
O pai diz já à porta de casa:
- Espera. Somos dois. Vamos voltar três. Tenho de filmar isto.
Filmou.

Sorri entre o medo, o amor e a ternura. Vamos. 
Fomos. 

No carro. 4 piscas. Contracções mais fortes. No sinal vermelho, a polícia. 
- Pedro olha a polícia. Cuidado.
Ahahahahahaah Deixei de pensar. 
Foi rápido. À noite a cidade deixa passar. Cheguei. Chegámos. 
Nesse segundo, entrei e senti: é agora. 

Dor maior. Muita dor. Nāo aguento a dor e vomito. De repente. A dor aumentou de 1 para 8, assim num abrir e fechar de olhos. Agarram em mim na Maternidade Alfredo da Costa e nāo me largam mais. 
Ouço o ditado que corre pelos corredores: parto vomitado, parto abençoado. 
Ouço: tem de aguentar precisamos fazer-lhe um exame e aguardar o resultado para saber se podemos dar a anestesia. 

Hora: 3:45
O tempo, o tempo, a dor, o tempo, a espera, a maca, a sala, a māo do Pedro, a dor, a dor enorme, grande, eterna, e o resultado nada. "Tem de esperar. Faça a respiraçāo." As aulas pré-parto aliviaram-me a dor. A respiraçāo. A posiçāo do corpo. 
Ser mulher. Ali ser mulher. Doer pelas entranhas. Tāo intensamente. Tāo fundo. Sem gritos. Apenas sussurros. 
E os resultados?  Nada. Pensava tenho de respirar. Pela Amália. Nāo pode sofrer ela também. A dor a aumentar, sempre a aumentar. E se nāo me podem dar anestesia? Medo. 
Por ela. A dor quase me desmaia. Nāo aguento, vomito. Uma vez, e outra e outra vez. 

Hora: 4:30
O resultado: podemos dar-lhe a anestesia. 5 minutos e assim será.
Assim foi. Foram os 3 minutos mais difíceis. 
Nāo se pode mexer. A contracçāo vem e nāo se pode mexer um milímetro. Tem consciência disto? Sabe as consequências? Sei, sabia. A dor no seu pico. E a voz calma explicava. 4 camadas. A primeira agora. Nāo se mexa. Calma. 
A dor, a dor, a dor. Nāo me mexia. Mas a dor. 
Assim até à quarta camada. Foram 3 minutos como dias, horas e horas.
Agora vai sentir menos. Você aguenta, vai ver, com uma perna atrás das costas. 

Hora: 4:40
Dormia. A dor passou. Dormia. O corpo a trabalhar. Eu dormia. O corpo dilatava sem pedir licença. Eu dormia. De repente acordava com receio de estar a falhar. Nāo. A máquina dava conta da vida dentro de mim. Tudo tranquilo. Dormi muito. Perdi a noçāo do tempo.

No sala de parto, a māo do Pedro sobre a minha cabeça. Em jeito de brincadeira disse: quero ser homem. O Pedro riu. Era mentira, ele sabia que era mentira. Queria ser a tua māe, Amália. Mas o quanto antes. A dor nunca mais voltou. Foi a tranquilidade e a paz que tomou conta da sala. A equipa conversava comigo, explicava calmamente. Foi acontecendo. Tāo rápido. Tāo tranquilo. Tāo perfeito. 

Eram 7:58 quando te vi Amália. No meu peito caída a olhar para mim. Observavas. Nāo é mentira: senti tudo. O parto nāo doeu. As poucas horas de contracções, sim senti. Mas tinham razāo. Parto abençoado. 
Em mim toda a vida do mundo. Nos meus braços a luz, toda a luz. Vinha também da janela o amanhecer próprio da luz da hora. A pequena grande hora. 
Ali amanhecemos. Amanhecemos juntos. 
Eram 7:58 do dia 07 de Março de 2014 quando a vida amanheceu para mim. 

Nasci contigo. A vida começa aqui.
Bem-Vinda Amália. 



  

sexta-feira, 7 de março de 2014

Dia 07 de Março 2014


Dia 07, 37 semanas e 5 dias. 
Um dia para a vida. Um dia de amor eterno. Um dia para sempre.

Amália, meu amor... Foi a noite mais bonita da minha vida. Das nossas vidas. 
Apresento-te o mundo...
Obrigada por me apresentares o mundo a mim também. Esperei 35 anos. Por ti, por este amor, por este mundo.

Obrigada meu amor...
Obrigada meus amores... 

quinta-feira, 6 de março de 2014

Seguros, Partos e Privados





Indignaçāo take 2:

Conseguir informaçāo concreta sobre valores de partos é um mistério. 
Tentar parece ser uma batalha perdida. Depois de telefonemas para trás e para a frente parece que a resposta fica em águas de bacalhau na base do "depende". 
Vamos lá ver se nos entendemos... Que depende todos sabemos... Naturalmente.
Aquilo que nāo pode é depender da chuva e do sol.  Depende, muito bem, de quê? De muitas coisas. 
Também todos sabemos. Depende do método, do material usado, da medicaçāo, depende de centenas de coisas. Sim, é justo. Mas se nāo fosse muito incómodo eu gostava de ter acesso a informaçāo detalhada que me tem sido vedada em várias frentes. Sem eu entender porquê. 
Dos privados dizem que isso é com o seguro. O seguro diz que é com os próprios hospitais. 
Alguém está claramente equivocado.  Os telefonemas nāo esclarecem coisas básicas a uma futura māe parecendo charadas e brincadeiras de carnaval. Cada um diz sua coisa e nada de concreto. Nenhuma informaçāo clara ou publicada nalgum lugar para consulta. 
À pergunta: Quanto custa um parto? A resposta é: Depende. 
Sim, verdade. Depende. Naturalmente que depende. Tal como tudo na vida. 
Mas quero ter acesso a valores reais, concretos dentro do depende.  

A incerteza aumenta.

Claro que existem variantes em cada parto específico mas todas essas variantes têm de estar contempladas numa tabela. Certo? Onde existe essa tabela para consulta das utentes?  

Alguém tem de fazer as contas, certo? Esse alguém tem acesso a informaçāo. Informaçāo que deve chegar às utentes de forma clara e inequívoca, sem grandes trabalhos ou alaridos. Simples. 
Informaçāo que deveria ser dada facilmente por telefone ou através da consulta directa de uma tabela x no sítio y. 
Nāo acontece. É um facto. É tudo um grande mistério. E o mistério é sério. Melhor ainda quando se ouve do outro lado do telefone: depende do seu seguro. 
"Depende do meu seguro como?" Eu nāo estou a falar sobre o meu acordo específico, sobre a minha apólice. Estou a falar dos custos base fixos esquecendo apólices ou detalhes pessoais de cada utente. 

Eu nāo perguntei quanto me ia custar no fim a mim... Nāo gosto de matemática mas ainda vai dando para fazer contas simples. Preciso é de dados, dados concretos. E depois lá me safo com cálculos tendo em conta a percentagem que me é devida a mim na minha apólice. Eu quero é saber quais os valores praticados e quero descriminado tim tim por tim tim como se de uma ementa se tratasse. 

Nāo quero estimativas que vāo desde os 1800€ aos 6000€ só porque sim... Esta janela é um pouco grande e incerta demais para o meu gosto.  A janela até pode ser esta mas tenho direito a saber as diferenças entre os 1800€ e esses 6000€ e sem apólices ou acordos nenhuns ao barulho, pois cada uma tem o seu e sabemos fazer as nossas contas. O ponto de partida é que convém ser claro, aberto, tabelado,  detalhado e honesto. 

Indigna-me as indefinições que nos impingem. 

Este artigo parece-me relevante dentro do tema:

  




  





quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

3 Minutos

Imagem de: www.infohoje.com.br

Um dia cheio, sempre a pensar em ti. Hoje até pensei que estavas a querer nascer. Sem sustos ou alarmes. Uma sensação apenas de 3 minutos. Sensação que vai ao encontro de descrições do que podem ser as chamadas contracções. A vantagem ou desvantagem da primeira gravidez é mesmo isto: nunca se sabe muito bem como é, o que se passa e como vai ser. As descrições de outras mães são sempre relatos que por mais detalhados nos deixam na dúvida. Os relatos mais comuns são as dores semelhantes àquelas que muitas de nós conhecemos relacionadas com a menstruação, outras mães falam de dores de costas, dores de rins, peso na zona inferior do útero, pontadas, barriga rija e o tão conhecido rompimento das águas também... Diversas coisas separadamente ou mesmo com direito a acumular sintomas. No meio de tantas dicas, nada disto é aplicável à confiança a todas nós. E por isso mesmo temos dúvidas... Mas existe um indicativo fundamental infalível: a repetição. Qualquer um destes sintomas pode, de facto, ser indicativo do início de trabalho de parto mas não num acto isolado. Ou seja, a certeza de que se entrou em trabalho de parto é a ida e vinda desses sintomas e com eles a diminuição do espaço de tempo entre o alívio e a dor.  Todos os casos são diferentes nas suas particularidades. Varia tudo. O tempo, o impacto da dor, a zona da dor, tudo... O que não varia é esta noção de repetição. Se a repetição da dor\sintoma existe é caso para respirar fundo, acalmar, relaxar ao máximo e então ligar ao médico. Deixar o pânico para depois e o celebrar para o dia seguinte. 

Acordei e por 3 minutos achei que te ia conhecer ainda hoje. 
Meu amor, temos de esperar porque o melhor é continuares onde estás mais umas semanas. 
Não tenhas pressa. Não tenhamos pressa. 
Tens a vida toda para estares aqui fora e tens o teu mundo inteiro à espera o que for preciso para que estejas e fiques bem. 
Ninguém te apressa. Ninguém tem pressa.   
Estou tranquilamente à espera para ser tua mãe. 



quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Mais Uma Liçāo Pré-Parto




Ontem entāo foi uma liçāo incrível. Foram duas horas esclarecedoras em relaçāo ao grande momento que assusta muito tantas de nós: o parto. As diferentes formas possíveis de parto. O procedimento médico e como nós māes temos de ajudar, colaborar. A importância do nosso contributo, do nosso comportamento, da nossa confiança.  Há tanta coisa que desconhecemos e é fundamental estarmos informadas. Procurar na net é demasiado abrangente e global, ou seja, temos acesso a informaçāo que nāo interessa, a nāo informaçāo. Ali, na Kuantos Meses, o que nos chega é essencial. Sei que já disse isto mas vou repetir mil vezes porque é de facto assim. É mesmo importante e directo. Esclarecedor e objectivo. A liçāo de ontem nāo foi nem assustadora nem animadora, foi directa e real. Na mesa, os cenários possíveis para o parto: gostei, amei. Aqui nāo reproduzo o que me é ensinado, nem tento passar essa informaçāo. De todo. Ler este ou qualquer outro blog nāo substitui em nada o que se aprende numa aula da Kuantos Meses, nem significa que o que defendo aqui seja resultado disso. Estas sāo as ideias que eu própria defendo e que tantas māes até podem ser contra.

Cada vez mais a minha desconfiança de que nāo devemos "meter na cabeça" de que vai ser assim ou assado, se confirma. Nunca entendi muito bem as māes que dizem: escolhi que o meu parto fosse assim ou fosse assado. Ter preferências nāo é errado mas ser intransigente é e pode ser um entrave grave para um parto tranquilo. 
Nāo fiz nem faço planos fechados. Essa parte está completamente na māo da minha médica. Nāo escolho o procedimento médico porque nāo é de todo essa a minha missāo enquanto māe. Da mesma forma que também nāo decido como me operam um joelho. Aquilo que sei é que tenho uma bebé para nascer brevemente. Se nenhuma emergência se verificar nascerá naturalmente. Se a médica por alguma razāo tiver de alterar o procedimento médico e fazer cesariana, assim será. 
Choca-me seriamente ter lido imenso sobre o assunto e perceber que hoje em dia, tantas mas tantas māes escolhem, sim, eu disse escolhem, ter os bebés por método cesariana por medo da dor e do sofrimento. E também há médicos que decidem fazer cesarianas pura e simplesmente por razões monetárias. É inacreditável. A cesariana, e falo única e exclusivamente por muita coisa que tenho lido, é um método clínico de emergência. Ou seja, aplica-se a casos mais complexos que escapam à normalidade do processo. Aplica-se para salvar a vida de um bebé, de uma māe ou de ambos, aplica-se para nāo se correr esse risco caso existam indícios nesse sentido. Mas infelizmente passou a ser por muitas māes, erradamente, uma escolha leviana e superficial resultado de muito medo e falta de informaçāo. Meter na cabeça que se escolhe uma cesariana para nāo ter dor é tāo absurdo como escolher ter um parto natural em casa porque se é muito cool. Cada caso é um caso e deve ser devidamente cuidado e analisado por médicos de confiança e competentes. Se tudo corre bem numa gravidez, desconfiem sempre de um médico que já definiu que o vosso parto é por cesariana. E se tudo corre bem numa gravidez, nāo há razāo nenhuma para uma māe insistir numa cesariana. Estar informado é saber que existem diversas formas de ajudar os bebés a nascerem. Assim como existem riscos associados aos mais diversos métodos que nāo devem ser ignorados e por isso mesmo devem ser analisados por médicos e nāo por māes. Convém pensar seriamente sobre o assunto antes de tomar decisões como: "vou ter o meu bebé em casa porque é uma ideia gira" - nāo estamos em Portugal preparados para socorrer situações de emergência de um parto em casa que corra mal; Ou: "Quero parto natural, apenas natural, nāo quero cesariana, nāo quero, nāo quero medicaçāo" - este pensamento fechado leva a pressāo sobre os médicos para evitarem a todo o custo decisões para as quais têm de estar completamente livres para exercer o seu trabalho nas melhores condições. Ou mesmo: "quero uma cesariana, sei que está tudo bem mas nāo quero sentir dor"- convém entender que uma cesariana é uma operaçāo e acarreta os seus riscos, bem como a recuperaçāo é muito mais lenta, ou seja, se for possível evitar é melhor para todos, tanto para a māe como para o bebé. 
Mas entāo nada está bem? Está. Claro. O parto natural é o mais sensato em situações normais. O melhor para todos. Apesar da dor e do desconforto, segundo parece. Assim como também está bem todo e qualquer método utilizado para ajudar um bebé a nascer que, por complicações, levou a medicina a intervir de outra maneira.

Posto isto, Amália, nāo sei como vais nascer. Sei que o ideal é que tudo corra bem sem problemas, pelo melhor. Também sei que pouco interessa a minha dor. Interessa o meu bom senso e o bom senso de todos os que no parto colaborarem. Acima de tudo interessa que gostava que fosse parto natural e descomplicado mas será o que tiver de ser. O processo estará aberto, em evoluçāo, até tu estares cá fora e bem. Sem planos fechados da minha parte, sem ideias pré-concebidas. 
Estamos bem entregues a bons profissionais. 
Por ti. E por mais ninguém. 

           

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

O Teu Futuro, A Tua Saúde

Ser māe nāo é apenas amar, é também pensar e decidir. Estar alerta, pensar em tudo, acreditando no melhor, sempre, mas ter debaixo de olho que por vezes o pior pode bater à porta. Nada melhor (para o pior nem sequer aparecer) que estar informado e fazer tudo para prevenir. 

Nāo vale ser pessimista mas com a tua saúde nāo se brinca, meu amor. 
O assunto é de adultos mas refere-se a ti, quase a nascer, e especificamente refere-se a olhar pela tua saúde caso seja necessário. Felizmente nāo tenho de te explicar isto como se tivesses mais de cinco anos. Pois o assunto é bem mais complexo do que parece e eu ia certamente meter os pés pelas māos... 
Mas afinal qual é o assunto? Aqui vai:
Hoje fui visitar o laboratório da Cytothera para aprender um pouco mais sobre células estaminais e o cordāo umbilical. É fascinante o trabalho importante e decisivo que algumas pessoas desenvolvem no mundo. 
O que aprendi e o que importa saber? Importa saber que existe aquilo a que se chama criopreservaçāo das células estaminais do cordāo umbilical. E o que é isto? É pura e simplesmente preservar as células do sangue do teu cordāo umbilical. Para quê, porquê? Porque um dia te pode salvar a vida, podes precisar delas no caso de algumas doenças "difíceis e graves" e assim assegura-se que estāo no laboratório guardadas para se precisares. Ou seja, o assunto é pesado e nem se quer pensar nessas coisas mas aquilo que se quer acima de tudo é garantir o melhor para ti. Nāo existem promessas de que, em caso de necessidade, as células possam ser utilizadas com sucesso para combater todas as doenças e mais algumas, claro. Mas há largas hipóteses de todo este processo te poder salvar a vida relativamente a muitas doenças da lista negra que todos os pais do mundo nāo querem sequer ouvir falar. Doenças das quais os pais querem é distância máxima até em pensamento. 
Tudo isto para te dizer que estamos a olhar por ti. A visita de hoje foi absolutamente fascinante. Tenho de agradecer à Cytothera por, desde já, se disponibilizar a olhar por ti tal como nós e a terem a paciência de me receber e explicar o processo todo. Desde o nascimento e recolha até ao processo completo e armazenamento. Fiquei esclarecida, feliz e com a certeza de uma coisa... Por mais que pais tenham dúvidas, receios, medos, há uma certeza: mal nāo faz. A fazer só faz bem. Espera-se a todo o custo que nāo se precise das células, esperamos todos. Mas se precisarmos... Temos de as ter... Temos de saber que com a criopreservaçāo, as células podem ser a esperança que nos iria faltar quando mais precisássemos dela. 
Nāo faltará. Nāo faltará. 










sábado, 14 de dezembro de 2013

Maternidade Alfredo Da Costa

Nāo emito opiniāo sobre assuntos que desconheço. No entanto gostava de entender o porquê de se tentar a todo o custo fechar a Maternidade Alfredo Da Costa. Nāo sei porquê, nāo entendo como, nem quero imaginar para quê. Na realidade ali é onde se fazem os partos mais difíceis e com maior segurança. Na realidade é também ali, com aquela equipa junta e naquele lugar, que se salvam vidas e mais vidas. De māes e de bebés. Nāo é por acaso que os casos mais complexos, mesmo de māes com seguros e condições monetárias simpáticas, vāo lá parar em caso de emergência. 
Quem ganha com o possível fecho da maternidade? Nāo sei. Nós māes, nāo somos. Os nossos bebés também nāo. Quem ganha? Nāo quero saber. Nem interessa. O que interessa mesmo é que nāo feche.  
Basta ler no link em baixo sobre o grande feito da equipa da maternidade no dia 12 de Dezembro de 2013.  


http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Saude/Interior.aspx?content_id=3583839