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segunda-feira, 7 de abril de 2014

O Mês 1 ...



E passou um mês... parabéns meu amor.

Quando fores grande vais ouvir-me contar episódios do teu/nosso primeiro mês de todas as vezes que um bebé nascer ou uma pré-mamā se aproximar. Costuma ser assim. Nessas alturas as māes recapitulam, lembram e sentem saudades dos seus bebés pequenos. Esquecem as noites sem dormir, os choros desalmados, as dores arrepiantes, o stress, toda e qualquer preocupaçāo. 
Nāo serei excepçāo.

Quando fores grande saberás que a madrugada de 07 de Março de 2014 foi a mais bonita de se passar. Saberás que a felicidade que trouxeste nāo tem preço nem equivalência. Saberás que os teus primeiros dez dias foram o paraíso na terra. O teu choro suave, o teu sono tranquilizante. Saberás que mais tarde apareceu um bicho mau chamado cólicas que nos transformou as noites em dias e que me rebentou a alma ao ver-te sofrer gritantemente a toda a hora. Saberás que, noite e dia, te olhei de coraçāo cheio e que sofremos quando o pai teve de ir trabalhar. Saberás que o pai esteve, está e estará todas as vezes para te proteger, para te cuidar. Saberás que somos uma família feliz, mais feliz, por te ter. Saberás que os meses se transformam em anos, os anos em décadas e muitas décadas numa vida. Saberás que em todas as dores estamos cá todos para as diluir, apagar. Tentar. Saberás que, infelizmente, nem sempre vamos conseguir... Mas vamos de todas as vezes tentar. Saberás nessa altura que há dores que ninguém nos pode tirar mas também que tantas vezes sāo essas que nos fazem crescer, melhorar. 

Saberás que escrevia tudo isto contigo num braço e apenas com uma māo. Ou que te passeava do quarto para a sala quando ainda nāo podias sair. Que logo logo percebemos como gostavas da rua, de som, da vida, das pessoas, do ruído. E que acalmavas em passeios de carro dentro do ovo até ao pediatra ou até à farmácia para te pesar. Que fixavas o olhar antes da maioria dos bebés nos movimentos e nas sombras até 180'. Que precisavas do som do útero tantas vezes para te acalmar. Que choravas para comer depois de uma hora a mamar. Que já ouvias o pai dizer: papá, papá... Que a tua chucha dizia Amália e nāo havia como largares e que a seguravas com essas māos pequenas pouco depois de a começares a usar. Que eras pequenina, muito pequenina, e que por isso a roupa toda do teu enxoval teve de tardar. Que o avô Carlos te pegava ao colo de todas as vezes para te embalar. Que a avó Lena te espreitava a dormir para te ver sempre acordar. Que o avô Alberto apontava a máquina fotográfica para com ele te guardar. Que a avó Lúcia te segredava ao ouvido sempre que te ouvia chorar... 

Saberás tudo isto e muito mais que depois te vou continuar a contar.
Acima de tudo, queremos muito que saibas que estamos cá todos, todos, todos para te Amar. 
Para te amar. 




terça-feira, 17 de dezembro de 2013

O Medo Do Choro

Ainda me ri hoje com o teu pai. Estava a ver uma entrevista na televisão, a repetição de um programa que costuma ir para o ar ao sábado e que eu gosto de ver sempre que apanho. O entrevistado era um jornalista. Sim, um jornalista. Parece ao contrário mas não é. Um jornalista estava a ser entrevistado numa conversa bem conduzida. Onde falava sobre experiências próprias de uma forma aberta e com uma entrega admirável. Ali costuma ser regra a entrega e a queda dos muros. Ele dizia no meio de frases com muita graça e com leveza que nem sabia como conseguiu viver o primeiro mês de paternidade sem cometer uma loucura. Isto porque, continuava ele, lhe parecia impossível antes de experimentar mas os bebés, de facto, choram sem parar o primeiro mês seguido. E finalizava dizendo achar um milagre como, nós pais, aguentamos sem dormir... 
Posto isto o teu pai soltou uma gargalhada e em tom de brincadeira, como sempre, disse: "Coitado, teve pouca sorte, foi uma experiência difícil, não é claramente como a nossa." Mas isto num tom meio nervoso, meio irónico. Fez-me rir e brincar com o nosso medo do choro. A verdade é que todos os pais, mas todos sem excepção, referem o desespero do primeiro mês. E isto é quando o primeiro mês não se transforma em 3 meses, em 6 ou um ano. Não ouvimos até hoje nenhum relato contrário ao medo do choro, ao cansaço do choro, à loucura e desespero de pais e bebés cheios de lágrimas. Ainda assim quero acreditar que no meio do teu choro irei ouvir as tuas risadas e assim ganhar fôlego para mais trinta choros de goela aberta. 
  
Por favor, histórias felizes se me estão a ler invadam a minha caixa de correio. Precisamos de vocês. Nós e todos os futuros pais.