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quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Tal Pai, Tal Filha

Dezembro de 1978

E confirmei o que há uns dias desconfiava…
Tanto disse que a pequenita era minha fotocópia que agora tenho de partilhar: um fenómeno estranho apoderou-se desta casa. Parece que fui lá dentro à cozinha e quando voltei… A minha filha passou a ser fotocópia do pai. Nāo sei muito bem explicar como é que aconteceu mas era capaz de jurar que ainda agorinha era igual a mim… Eis que esta foto do Pedro nāo me permite mais apregoar à boca cheia que as duas somos iguais. Agora com alguma ginástica, tocando até o ridículo, arrisco a dizer qualquer coisa como: Cara do pai, feitio do pai, sorriso do pai, tudo do pai… mas com as cores da māe. 

Pronto. Ficou qualquer coisa. As cores. Haahahahah

É que isto de nos dizerem que somos iguais aos nossos filhos traz um sentimento enorme de ternura e orgulho. Sermos feios, altos, magros ou gordos conta muito pouco na equaçāo. Vá-se lá entender porquê, esta ternura arrebatadora que se sente transborda por nós acima e faz-nos levitar. Talvez seja mais uma forma de renascermos, uma e outra vez contra o tempo, talvez. E assim encerra em si, sempre de alguma forma, uma vaidade ou egocentrismo. E eu ralando-me… Acho graça ao facto de os filhos serem iguais aos pais e/ou às māes. Acho. Que hei-de fazer eu a isso? Nada. 

Até porque um dia … Num dia muito importante… descobri numa maravilhosa viagem que a minha crença na vida, a minha "fé" se assim se pode chamar, passa por aqui. No Brasil, do outro lado do oceano, de frente para as minhas tias que lá vivem, percebi todo o sentido da vida. Da minha, pelo menos. Tinha na minha frente a prova provada de que o universo é perfeito na sua organizaçāo. 
Nāo há distância que separe a genética. Nāo há oceano que faça esquecer o sangue. 
Hoje, acredito: envelhecemos sim, o corpo. Cedo ou tarde, deixa de funcionar. 
Fica o importante: a essência.  
Somos todos um. 


quarta-feira, 28 de maio de 2014

Todos Diferentes Todos Iguais






Assim que nasce um bebé começamos a ouvir: "ah é tāo parecido com..."
Seja com a māe... o pai... o avô, a avó, o irmāo, o primo, a tia, o sobrinho, o cāo, o gato ou o periquito.  

Sou uma nódoa a encontrar parecenças entre pais e bebés. Uma nódoa. 

Assim que a Amália nasceu nāo vi grandes parecenças. Os olhos rasgados e "achinesados" deixavam as semelhanças de parte com qualquer um de nós. Os bebés ao nascerem estāo inchados pelo esforço. Mudam imenso e muito rapidamente ao longo dos primeiros dias. Claro que a Amália nāo foi excepçāo. 

Ao longo do tempo comecei a descobrir semelhanças aqui e ali. Durante muito tempo achei que era igual ao pai. Sem tirar nem pôr. Mais ainda depois de ver fotografias antigas do Pedro. Aí tinha ainda mais a convicçāo: era igual ao pai. 

No meio da minha "azelhice" lá encontrava imensas semelhanças. Mas... Tudo mudou... 
A minha azelhice continua a mesma, porém as semelhanças que encontro sāo diferentes. E aqui sim é que vem a novidade: A Amália está igual a mim! 
Ahahhahahahah... Ah pois é... quem achar o contrário cale-se para sempre sob pena de levar com o rolo da massa... Pois é que foi muito difícil chegar a este ponto em que encontro tanta semelhança comigo. 

É com muito orgulho que aviso: posso ser azelha mas tenho jeito para tiro ao alvo. Ai daquele que me disser que a Amália nāo está parecida comigo... Ah pois é... Vamos a ver quem se atreve...
A brincar a brincar demorei a encontrar tanta semelhança e, por isso mesmo, ai de quem me destruir o "trabalho árduo" em três tempos.  
Ahahahahah Fica o desafio... Até com fotografias para ajudar...  

Na realidade, até eu e o Pedro éramos parecidos em bebé...
Bom... Talvez seja mesmo melhor eu dedicar-me a outro assunto... Nāo tarda muito encontro semelhanças entre um quadrado e um triângulo... E de facto... Existem... Enfim... 
Somos todos diferentes. Todos iguais.