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terça-feira, 29 de abril de 2014

Dia Sem Sorriso

      Imagem de itcanbe.blogs.sapo.pt

No dia do sorriso foram poucos os sorrisos. Durante o dia horas de preocupação com a pequena Amália na Estefânia. Mais calmas, bem e sem preocupações finalmente o regresso a casa para descansar. Exaustas. Hoje, a saúde da Amália pregou-me um susto. Daqueles que nos fazem perder a noção das horas. Passou. 

Está tudo bem. Está tudo bem.

Por fim, para levarem o que restava dos sorrisos do dia do sorriso... Já em casa, a triste notícia de um amigo e colega.
Hoje estava definido que seria o dia sem sorriso. 
Foi assim o suposto dia do sorriso. 

Irónico... Um amigo terno, aparentemente calmo e de muitos sorrisos, decidiu partir neste dia...
Como mãe hoje vejo como o mundo pode ser selvagem. 



domingo, 27 de abril de 2014

O Teu Cavalo Gibson


Procurei muito tempo um cavalo de pau. 
Nāo podia ser um cavalo de pau qualquer. Tinha de ser dos antigos. 
E mesmo dos antigos nāo podia ser um qualquer. Tinha de ser romântico. 
Tinha de ser este.
Já diz o ditado: Quem espera sempre alcança. 
Hoje cruzei-me com ele. O cavalo certo. Parecia uma criança. 
Na realidade ainda nāo acredito que encontrei exactamente o que procurava.

Sonho tantas vezes com "coisas" específicas e tantas vezes é tāo difícil encontrar exactamente o que procuro. Regra geral nāo desisto. Desisto de muito poucas coisas na vida. E é por isto que tantas vezes sou confrontada com perguntas "mas onde arranjaste isto?". Neste caso, foi sorte, ou talvez nāo. 
Foi o destino, como acredito.

Amália, meu amor, quando cresceres talvez sonhes, como eu, com um cavalo real para cuidares dele e passearem juntos pela praia. Por agora... Oferecemos-te este: o cavalo Gibson, como diz o teu pai em tom de brincadeira.

Quando perguntares porque se chama Gibson... Eu explico... É uma história longa, mas conto.

A avó Luxa gosta que te chames Amália mas gostava muito que fosses Amélia. Amélia porque quase sempre na escola se usam diminutivos e assim ficarias a Mel. Serias Mel na escola mas acabaste por ficar Mel na mesma em casa. A nossa mel. 
Nāo precisas ser Amélia para ser doce como o mel. Amália, minha Mel... Já viste onde isto vai dar...
Nāo somos fās do Mel Gibson mas é uma graça apenas.

Fica assim entāo. A Mel e o Gibson. Dispensam-se mais explicações.
Espero que gostes tanto quanto eu. 
Apresento-te o Gibson, Mel.    


quinta-feira, 24 de abril de 2014

Enquanto Os Teus Olhos Se Fecham




Enquanto os teus olhos descansam, enquanto a tua respiraçāo serena...
Todos os dias corro pela casa contra o relógio. Todos os dias sem saber como será o próximo. Sem ser dona do tempo, nem do meu nem do teu, corro para que tudo seja organizado, controlado, tranquilo. Corro para quando acordares nāo chorares. Corro para que a vida tome o seu rumo normal e apanhe o próximo comboio que passa... 
E passa, passa sempre de 15 em 15 minutos. E de 15 em 15 minutos vamos perdendo cada comboio novo. O que vale é que passam e tornam a passar. E nesta vida quando se perde o comboio ainda se tem o metro. Sem metro, ainda se tem o autocarro. Sem autocarro, ainda o táxi. Sem táxi, ainda a boleia dos carros. Sem carros, os aviões. 
Sem aviões... Já chega: 
Tenho-te a ti. Sim, tenho-te sempre a ti. 

Enquanto os teus olhos se fecham e a tua respiraçāo serena, todos os dias anseio pela calma de te guiar. Pela calma de te acalmar. 
O primeiro mês nāo foi fácil, difícil para o corpo. 
O segundo vai sendo aquilo que deve ser. 
O tempo cresceu, como tu. Vai crescendo. 
E enquanto os olhos te fecham: levanto-me, corro, limpo, organizo, faço tudo. 
Para quando os teus olhos se abrirem. 

Enquanto os teus olhos se fecham escrevo. Escrevo para quando um dia for a tua vez tu saibas: 
Nāo é fácil. Ninguém mais to dirá, ou poucos to dirāo. 
Mas nāo é fácil. Porque o corpo chega a doer de cansado. 
Porque o cansaço chega a todo o lado. E ninguém antes te disse. 
Mas a todo o lado... à memória, à alma, a todo o lado. 
É assim. Sem angustiar o amor. Sem abanar o amor. 
Como se as estradas corressem lado a lado. É assim com todos como nunca ninguém te diz. 
Quase nunca. Pois parece mal. 
Mas de mal pouco tem. 
É real. É humano. É verdadeiro.

Enquanto os teus olhos se abrem, os sorrisos. Os teus e os meus. 
Cada vez maiores, cada vez melhores. Os sorrisos. Os olhos.
Os teus e os meus. O segredo... na maneira de os abrir.
Na maneira de sorrir. Na forma de olhar.
Enquanto os teus olhos se abrem, os meus juntam-se aos teus.

Tinha muitas saudades de te escrever. As saudades que tinha de vos escrever.
Os tempos mais difíceis passaram e  voltarei a estar mais por aqui.
Esperemos que sim. Esperemos que sim.

... Os meus juntam-se aos teus.

domingo, 20 de abril de 2014

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Do Silêncio

       
       Fotografia de Louis Fleckenstein


Em 1900 era assim... Em 2014 pouco ou nada mudou. 
O cansaço semelhante. O amor igual.

Sempre gostei da noite. Do estar acordada. 
Todos dormiam. Eu acordada. 

Sempre gostei da noite. 
Do silêncio enquanto escrevia, trabalhava, desenhava ou pintava. 
Do dormir enquanto na cidade circulavam. 
Do trabalhar enquanto na cidade descansavam.

Sim, sempre gostei da noite. 
Não da noite das noitadas. 
Não da noite das palhaçadas. 
Mas da noite. 
A noite calma, silenciosa, inspiradora e abençoada. 

Agora menos. Tenho escrito menos. 
Muito menos. 
A noite anda desengonçada. Desequilibrada. Torta. Estafada.

Agora mais. Muito mais. 
Cansada. Estou cansada. Ando atrapalhada. 
Sou mãe. Ando muito ocupada. 
Durmo pouco. 

Agora menos. Muito menos. 
Acordo. Sempre acordada. 
A minha noite anda zangada.

De dia. Ela. Eu. Tantas vezes deitada. 
Sou mãe. Faz parte de qualquer vida bem passada.


Agora mais. Muito mais. 
Sou mãe. Estou encantada. 
Agora mais. Muito mais. 

Mas ando cansada. 

domingo, 13 de abril de 2014

Bolo Da Avó Lena - A Receita



Hoje foi dia em família e tivemos mais uma vez o mimo da avó Lena: o já conhecido e aclamado bolo de côco. Nāo é um bolo qualquer... Eu que nem gosto de côco sou fā número um deste tāo apetecido mimo. Grávida nāo posso dizer que tenha tido desejos... Mas posso garantir que tive "ataques gulosos" sempre que ouvi falar desta estrela de côco. Foram várias as fatias de vários exemplares que comi ao longo dos nove meses. A gravidez acabou e... o bolo de côco ficou... Os "ataques gulosos" também.

Como antes prometi aqui fica a receita que pedi expressamente à avó Lena para aqui partilhar seja com filhos, māes, pais ou avós. Uma maravilha. Um bolo 5 estrelas •••••
Bom Apetite,
Deseja a Avó Lena e eu, claro...


Ingredientes:
4 ovos
Peso dos 4 ovos em açúcar
Peso de 3 ovos em margarina e farinha
2 colheres de sopa de leite
3 colheres de sopa de côco ralado
2 colheres de chá de fermento em pó

Bate-se a margarina derretida com o açúcar até ligar tudo muito bem. Juntam-se em seguida por esta ordem: o leite, as gemas, o côco, a farinha com fermento. Bate-se bem entre cada ingrediente. Junta-se as claras batidas em castelo. Unta-se a forma com margarina e polvilha-se com farinha. Deita-se tudo na forma e vai ao forno a 200'C.

Depois de retirar do forno deita-se lentamente por cima um copo de leite quente e cobre-se com côco. 
<3<3<3 




 

 

sábado, 12 de abril de 2014

Sāo Assim As Quatro. Sāo Assim As Seis Da Manhā



O dia vira noite e a noite vira dia. Trocam-se horas sem opçāo. 
É assim connosco. É assim com todos. 
Somos māes. Somos pais. 
O cansaço. O amor. Mesmo às seis da manhā.
Estamos embriagados. De sono. Mas também de amor. Com amor adormecemos. Com amor acordamos. 
Somos māe. Somos pai.

Sāo assim as quatro. Sāo assim as seis da manhā.