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domingo, 9 de fevereiro de 2014

Dia De Leituras


Em dia de temporal é hora de estar aconchegada em casa. Ou melhor, aconchegadas. E uma excelente oportunidade para estudar. Estes três livros foram indicados por algumas amigas e entendidas nesta matéria de ser māe. Comecei a ler e estou a adorar mas falta algum tempo para perceber se consigo aplicar estes métodos, se resultam e se me ajudam... Para além do instinto, conhecer opiniões de especialistas, ainda que contraditórias, nāo faz mal a ninguém e pode ajudar em muito. A estes três títulos falta juntar um bastante importante, opiniāo de uma grande amiga, sobre o sono  do bebé e o método Brazelton. Estava esgotado mas vou comprar, naturalmente. 
Boas leituras longe da chuva, da força do vento e da invasāo do mar. 

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

O Lado Real: Carrinhos De Bebé

Para as māes como eu que já visitaram todas as lojas e sites para encontrar a melhor soluçāo para a compra do carrinho de bebé, fica neste link a lista do pódio dos melhores. 
Pode e deve ajudar nas decisões, mas claro tendo sempre em conta as possibilidades de cada família.

Confesso que eu nāo encontrei a perfeiçāo entre estética, qualidade e preço. Fiquei inclusivamente com vontade de desenhar um carrinho clássico, elegante, prático e por um preço acessível. Parece tarefa impossível. Juro que parece. Quando se encontra o carrinho leve e prático de fácil arrumaçāo e simples manuseamento parece que 99,9% das vezes se esqueceram que os bebés nāo vāo para o espaço, nāo sāo astronautas, nem vivem em 2546. Há uns assim que até têm graça para quem gosta de minimalismo e futurismo. 

Acho graça, nesse contexto, ao Quinny Mood por exemplo. Nāo em todas as cores mas a estes na imagem em baixo. É mais do que prático, simples e leve. Nāo é caríssimo mas também nāo é barato, aviso. No entanto para o meu gosto pessoal é um pouco clean demais, "insensível", frio. A minha escolha estética normalmente é mais pelo look acolhedor, envolvente e romântico. E esta escolha nāo é de todo exemplo disso. Mas tem a vantagem de incluir adaptadores para o melhor ovo no mercado: o BeSafe.  

  

                              
Imagem de: Quinny

Nesta linha de carrinhos futuristas há vários. Há por exemplo este da Mima que se transforma todo e até já inclui a alcofa. No entanto é caro. Tem a vantagem da estabilidade das quatro rodas e de ser possível acrescentar outra cadeira no caso da chegada de um segundo filho. Mas continuamos na linha astronauta e futurista, bom, prático e engraçado para quem gosta do género:



Imagem de: Mima


Nas vertentes mais clássicas, românticas e acolhedoras existem os exemplos da Bébécar e da Inglesina. As opções destas marcas podem ser lindas de morrer. Exactamente saídas dos sonhos das princesas e dos contos de fada. No entanto apresentam limitações inquestionáveis do foro prático. As rodas dos modelos clássicos elegantes nāo rodam 360'. O que torna a conduçāo destes carrinhos apenas simples em espaços largos ou onde se anda em frente. Dentro de centros comerciais, lojas, zonas mais estreitas, em que se precisa fazer manobras simples de virar para a esquerda, direita ou voltar para trás... Torna-se um pesadelo e uma dificuldade. As rodas também nāo sāo todo-o-terreno e a trepidaçāo pode ser incomodativa para o bebé, para o caso de quem vive em locais como Lisboa onde a calçada, as ruas e os passeios podem ser muito irregulares para circular. Tem a vantagem de que nāo necessita da compra da alcofa, o que torna o preço mais barato. Nāo necessita porque as costas do próprio carrinho rebatem completamente. Por outro lado, estes carrinhos sāo precisamente mais bonitos com a alcofa. Perdem muito esteticamente quando se coloca o ovo, ou mesmo o carrinho em si para a idade mais avançada. No entanto ninguém retira o mérito estético deste modelo. 
Nas imagens percebe-se do que falo:


Imagens de: Bébécar


De todos os que ponderei, resta falar de uma marca de topo que é das melhores marcas de carrinhos. A Joolz. Apresentam uma opçāo que é provavelmente das que faz mais sentido para a vida real e prática. Falo do carrinho Joolz Earth Day, principalmente em azul escuro. É dos carrinhos mais fáceis de manobrar, montar, desmontar, dura até aos 4 anos de idade, a estabilidade das rodas é de muita qualidade por serem todo-o-terreno e por ser de quatro rodas. Esteticamente nāo bate a bebécar mas também nāo é futurista ou "frio". É um carro elegante que apresenta traços modernos, actuais mas mantém um lado clássico e distinto. O preço nāo é barato mas tem a vantagem de se poder evitar a compra da alcofa também porque o carrinho em si rebate as costas. Está preparado para a aplicaçāo do melhor ovo do mercado também como o Quinny: o ovo BeSafe que é considerado o mais seguro para o bebé. 


Imagem de: Joolz

Posto isto... O que eu gostava mesmo era de um carro que reunisse a estética do modelo clássico da Bébécar, a qualidade/estabilidade/segurança do Joolz e a leveza do Quinny. Depois de tanta procura e estudo afirmo com a maior das convicções: este carro de que falo ainda nāo existe. Devia, mas nāo existe. E lamento mesmo que assim seja. Quem sabe nāo vai passar a existir... 






  

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Ver-te De Verdade: Eco 4D (33 Semanas)

Foi uma experiência marcante. Vi-te agora efectivamente pela primeira vez. Nas outras ecografias normais a preocupaçāo dos médicos era naturalmente verificar medidas, dados, comparar crescimentos e proporções, analisar gráficos, curvas e fazer contas para garantir a saúde de um bebé e a sua evoluçāo no ventre. Tantas vezes as māes estāo deitadas numa posiçāo em que o braço do médico fica na frente e nem se vê em condições o que o médico está a ver. É natural pois nessas ecografias a prioridade é a saúde e a observaçāo minuciosa para alertar para eventuais problemas. Ou seja, para essas ecografias parte-se tantas vezes de coraçāo nas māos com receio de que algo nāo esteja bem dessa vez. E tanta coisa pode de facto acontecer.  

A verdade é que a determinada altura da formaçāo avançada de um bebé esses medos sāo menores, cada vez menores e os pais relaxam e podem disfrutar da tecnologia se assim entenderem. Como acabou de nos acontecer:
Recebemos um presente. Um presente que agradeço de coraçāo pelo encanto da experiência. 
Chama-se ecografia emocional 4D. E Lá fomos nós ao n' 56C da Av. de Berna em Lisboa. 

E o que é isto de uma ecografia emocional 4D? 

É ter o privilégio de ver o nosso bebé ainda dentro da barriga mas já com os seus traços o mais parecido possível com o que vai ser quando nascer. Há que ter noçāo de que uma ecografia 4D nāo é uma fotografia absolutamente fiel, naturalmente. Pois o ultrassom tem de captar imagens através da pele e do líquido amniótico. Tal como quando se fotografa através da água o resultado é alterado pela densidade, aqui acontece o mesmo. Por todas as razões e mais algumas: a espessura da pele, o movimento do bebé, a posiçāo da placenta, e outros factores vāo interferindo com a imagem límpida e perfeita ideal. Mas nada disto retira beleza ao momento que é para lá de maravilhoso. O que é possível hoje em dia com o avanço da tecnologia é ver como vos mostro aqui numa imagem da Amália. 



A sensaçāo é fabulosa. Brutal. Única. Vê-la sorrir, bocejar, abrir e fechar os olhos, os pés, os pontapés, os movimentos, as perninhas, tudo e com uma noçāo totalmente diferente de uma ecografia normal. Numa ecografia normal vê-se ossos e imagens cinzentas com uma definiçāo inferior e diferente. Na ecografia 4D vê-se tudo mais fiel à realidade. O líquido pode deformar por vezes a imagem, sim, mas a questāo aqui nāo é de todo uma questāo estética mas a experiência de um momento único em que os pais têm a oportunidade de ver, perceber e observar com tempo, atençāo, amor e maior qualidade o que se passa dentro de barriga. Em termos estéticos percebemos que sim, vá, a princesa Amália decidiu ir buscar os lábios à Angelina Jolie, parece... Apenas parece... Pois lá está... pode ser o líquido em quantidade que ali aumentou essa sensaçāo. Ou podíamos também achar que o nariz isto e aquilo ou os olhos isto e assado... Mas nāo. Isso nāo interessa nada. Ainda que seja uma boa aposta esse "roubo" de tāo bonitos lábios contornados e desenhados à māo. 
Porém o que vale mesmo a pena é ver o que andas aí dentro a fazer e olhar-te como és, com menos imaginaçāo, mais próximo de como realmente és e como reages aos estímulos cá de fora. E esses teus sorrisos que nos arrebatam o coraçāo. O sorriso, esse, nāo foste roubá-lo a lado nenhum senāo ao teu pai. Sempre a sorrir. Uma maravilha. 
Com mais ou menos líquido pelo meio, gostei tanto de te ver. Tanto de te conhecer mais um bocadinho.  E longe de considerações fúteis de beleza que aqui nāo têm lugar,  digo-te: a natureza é maravilhosa. Nós nāo fizemos nada, nāo sabemos nada, a única coisa que nos limitamos a fazer é seguir o que a māe natureza decide. 
E tem decidido tāo bem. É transcendente ver-te, sentir-te, perceber-te e ter-te aqui dentro. 
Melhor que isto só mesmo ter-te nos braços. 


terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Parabéns Facebook, Obrigada Facebook

O Facebook tem mudado a vida de muita gente. A verdade é que por mais criticas e opiniões diferentes não se pode ignorar o bem que o Facebook tem feito por boas causas, pequenos negócios e pessoas.

Tudo na vida tem um lado bom e um lado menos bom, claro, mas depende sempre do ponto de vista e da forma como cada um dirige a sua energia, a sua atenção. Ficar fechado e isolado num mundo de ilusão e distância não é bom e bem se sabe que há quem se esconda no Facebook dessa maneira. 

Acima de tudo é importante lembrar que o Facebook promove mais que tudo: a partilha, o desabafo, a opinião, a voz individual e em grupo, encurta distâncias e tempo, promove o sonho, a força, e até o apoio entre pessoas. E tudo isto é bom: Faz e traz o bem.  
Há que aproveitar o melhor de tudo aquilo que temos. Há que partilhar sempre que cada um de nós assim decidir que deve ser. Há que viver, chorar, rir, gargalhar, partilhar e também resguardar quando assim tiver de ser. Sem depender. Sempre sem depender e por puro prazer. 

Bons posts e boas partilhas para mais 10, 100 ou 1000 anos que se sigam. 
Infinitos. Enquanto tantos de nós acharmos que vale a pena.

Obrigada Facebook




segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Mães Coragem


No hospital pediátrico as histórias de vida entendem-se no tempo de uma viagem de elevador. Uma mãe chora em silêncio enquanto na cadeira de rodas transporta a filha. Filha que ali, naquele momento não a vê. Não a ouve. Na cadeira, a pequena olha para a frente vidrada nos olhos da sua enfermeira que lhe sorri. De pé e atenta, a enfermeira distrai a pequena das lágrimas escondidas da mãe. Na mão, para os mais atentos, a pasta diz: neurocirurgia. Entre os longos cabelos da pequenita vê-se um conjunto de pontos que contrastam com o brilho dos seus olhos mas que explicam a água da mãe. 
Saímos do elevador. Todos. No corredor aquela mãe cruza-se com outra. Encontra ali inesperadamente o alento de um ombro de uma outra mãe. Já amigas entende-se. De quem passa ali os dias, a vida. Não aguenta nem mais um segundo de silêncio e chora menos baixo naqueles braços. A tempo, a enfermeira leva a cadeira para que a pequena não a ouça, não a veja, não sinta. Achei que tinha sido a tempo. Mas não foi. Sentiu. Na cadeira, voltou-se, olhou para trás. Não podia. Mas olhou. Surpreendida chamou de longe: -Mãe!? A enfermeira sem parar e sempre com um sorriso disse que a mãe já ia, que tinha encontrado uma amiga. Ao longe o abraço entre lágrimas ficou. 
Daquele lado a cadeira virou a esquina. Do outro o abraço durou.
Nós. Eu e o Pedro chegámos onde íamos. O quarto da Ana, que de sorriso me disse logo: também és Ana, somos as maiores. Pensei: eu não, tu sim, és a maior. A maior das forças. Ali à minha frente, a força em pessoa. Uma história complexa, dura e que já foi de falta de esperança, e que contra tudo e todos virou uma história única de superação. Escrevo porque ali não se vivem histórias simples. Porque ali não são apenas doentes. São crianças. São pais, mães, irmãos e familiares que se suspendem no tempo. Que se esquecem que dia é hoje e que horas são. Pessoas que se agarram ao que têm com o pouco ou nada que conhecem da medicina. 
Gostava de ter dito àquela mãe, das lágrimas no corredor, que o seu legítimo desespero que hoje sente, amanhã poderá ser esperança. Que naquele quarto mesmo ali ao lado a esperança quase partiu sem regresso. Mas voltou em força e contra o esperado por tudo e todos, até pela medicina. Não vale antecipar, não vale deixar o medo ganhar, não vale baixar a guarda. 

Serve este post para dizer também que ao contrário destas mães coragem que vi hoje, existem outras. Infelizmente existem aquelas, que apesar de serem mães, escrevem artigos no jornal de bradar aos céus e, quero eu acreditar, que é porque a vida lhes corre de feição e nem pensam. Não pensam e dizem e escrevem disparates a reclamar sobre a falta de paciência para crianças, as suas e as dos outros. Existem claro, outras ainda. A todas essas mães tontas que não pensam ou não sentem, desejo que essa ignorância se mantenha. Pois força para situações como as que vi hoje não teriam certamente. Desejo também todo o bem aos filhos dessas 'filhas da mãe' a todo o custo. Para que eles, seus filhos, não percebam nunca que precisavam mesmo, ainda por cima, era de ter outra mãe. 

Às mães coragem de hoje... desejo o melhor que se pode desejar: que a vida vos seja justa e vos mantenha vivo esse vosso grande amor e com ele todas as alegrias, todas as curas, todos os sorrisos. 


domingo, 2 de fevereiro de 2014

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Barriga Com Vida



É maravilhosa a sensaçāo de barriga viva. Nāo se controla. É mais que bonito, mais que perfeito. Incrível. 
Há muito que tenho a sensaçāo que os movimentos sāo tāo fortes que se vêem ao longe. Na altura nāo era verdade, era forte para mim mas imperceptível para os outros. Agora basta olhar. Basta ver. Observar.
Sei bem ao que todas as māes se referem quando dizem: "Vais ter saudades dos pontapés". É isto. É esta vida que se gera de uma forma fascinante dentro de nós. Em forma disforme de pele que estica para a esquerda e para a direita. Que se transforma e movimenta por socos e pontapés de amor. Sem ordens ou comandos. Por si só. Espontaneamente com uma força que nāo se explica. 
O que se passa todos sabemos. Como se passa também. O processo, tudo. Mas ainda assim é inexplicável isto de se gerar um ser dentro de nós. 

É maior que tudo na vida. Maior que a razāo e que o coraçāo.