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quarta-feira, 8 de julho de 2015

16 Meses e a Grande Novidade



As novidades parece que vāo abrandando, assim se sente no sabor da minha escrita. Nāo, nāo deixei de amar. Nunca, jamais, em tempo algum. A vida é que vai ganhando sabor e crescendo tanto quanto ela. Juntas. Juntos. O dia-a-dia também tem cada vez  mais encontrado o seu rumo e equilíbrio. O trabalho tem aumentado gradualmente e todos nós bem com tudo isso. Como se à vida ainda se acrescentasse mais luz e caminho. 

Hoje a Amália, o meu pequeno grande enorme amor, completou 16 meses. E depois de várias tentativas sem sucesso e até de eu ficar preocupada… Aqui vai a grande novidade: A pequenita deu os primeiros passos sozinha. Sem apoio, sozinha. Foi uma emoçāo enorme porque custou a acontecer. Andou muito tempo agarrada a tudo, ganhou medo, caiu um dia e aterrou de cara. Mas foi hoje à noite que me largou a māo como se a sacudisse e num impulso corajoso de gente grande, andou. Ria muito. Sabia da sua grande conquista. Sentia o seu enorme grande passo. De rosto iluminado, andou e ria, sorria. Assim fez e repetiu quase durante uma hora. Exausta queria continuar. Foi absolutamente uma festa. Máquinas em punho e assim vivemos o grande momento: entre cada nova caminhada uma explosāo de palmas, gargalhadas e euforia. 
Saiu-me um peso de cima… É que gravei na memória o número 17. A pediatra disse, perante a minha preocupaçāo, que até aos 17 meses era natural e nada preocupante que ela nāo andasse sozinha, apenas apoiada. Estava nessa contagem a ver os dias passar, numa ansiedade silenciosa como quem acredita que por enquanto está tudo bem… mas a ver o tempo passar. Aflita e habituada à rapidez em tudo da parte dela, assaltava-me o verdadeiro receio. Por isso foi uma festa. Uma enorme alegria. Faltou apenas lançar foguetes. Nāo tinha. Lancei com gargalhadas, lancei com emoçāo. Lancei, por dentro, mas lancei.

Saiam da frente que agora ela vai querer passar. <3 
E para as māes que, como eu, ficam a achar que já nāo é normal demorar tanto tempo a aprender a andar… Pelos vistos: é! Pode ser, sim. Vai chegar o dia de lançarem os vossos foguetes. 

terça-feira, 21 de abril de 2015

Olhares. E a Perfeiçāo.

Desenho de Beatriz Cabrita

Olhares que nāo se esquecem. Era esta a frase que guardei junto de uma fotografia que tirei em S. Tomé e que me marcou. Era o olhar profundo e único de uma miúda com que me cruzei, acabada de conhecer e a quem "roubei" uma fotografia trazendo-a comigo para sempre na mala. Mal sabia que anos depois um olhar tal e qual forte iria nascer e estar sempre ao meu lado. Em minha casa, a olhar para mim. E até a olhar por mim.

Há coisas que nāo se explicam. O olhar é uma inexplicável dessas maravilhosas coisas. Ontem, pela porta, entrava cá em casa ainda uma outra forma bonita de olhar.

Eu explico: hoje aos 20 anos, visita-me a minha pequenita prima. Pois… Até por ela já passaram 20 anos. Eu sei. Cresceu. Vai vivendo fora, crescendo no mundo e nos intervalos volta.  Foi a primeira bebé que eu vi crescer. Eu tinha 15 quando ela nasceu. Cresceu bela, fez-se linda. Nasceu como os comuns mortais e como todos tornou-se maior. A diferença: tornou-se A melhor também. Cada vez que penso em perfeiçāo lembro-me dela. É, aos meus olhos, a mulher que define a palavra perfeiçāo. Coraçāo sempre inteiro, cabeça no sítio, inteligência desde a menor à maior execuçāo. Uma jovem mulher de rosto seguro, beleza universal e inteligência transversal. Trazia na māo um presente. Ontem. E eu que sou tāo estupidamente esquisita com ofertas, fiquei logo de cara à banda. Na entrada ainda lá está o meu coraçāo. Derretido. Espalmado pelo chāo.  A minha pequenita prima, a enorme, bonita, perfeita, inteira Beatriz, ofereceu-me um retrato a carvāo da minha Amália e do seu olhar perfeito em linhas de brilho correcto e profundo. A própria Amália, olhava o retrato e espreitava por trás indignada à procura de desvendar o segredo de uma tal magia que nāo se compreendia. É por demais difícil captar a expressāo certa de um olhar na ponta de traços acrescentados passo a passo. Mas neste olhar, retrato desenhado, ninguém mais tem lugar marcado. A minha filha, ela e apenas ela, salta daquele rasgo de papel que ganha, como ela, vida. 
Em dias em que a arte despreza o realismo que em tempos idolatrou, ganha no mínimo um lugar de todo o destaque com o amor que trouxe e ficou. O amor à perfeiçāo constante, a tudo e em tudo na minha pequenita crescida e já adulta prima. O amor no olhar profundo da minha filha. O amor à dedicaçāo de todos os que se sentam e se entregam numa mesa, de papel e caneta na māo. O amor ao tempo que vai trazendo sempre, mais e melhor, de todos que amo. Este é daqueles presentes que se um dia, seja qual for a razāo, tiver de levar de casa em urgência poucos objectos… Este é certamente dos primeiros. 

Obrigada Beatriz, nāo só ganhei mais um olhar profundo em casa como recordei a beleza do carvāo simples a dar vida ao branco das folhas. 
Hoje dizias… nāo vou por aí nem nunca pensei ir por aí. Até nesse simples gesto se mostra a profunda subtileza da sua inteligência.  Pois nāo se falava de arte mas de coraçāo.
O meu ficou cheio, obrigada. És a mais perfeita perfeiçāo. 
    

segunda-feira, 13 de abril de 2015

O Que Somos e O Que Damos?



Hoje de noite ouvi ao longe o choro de um recém-nascido. Estes serāo os dias difíceis que se calculam para os pais de uma pequenita recém-vizinha. Para quem vive ao lado, em baixo, ou seja onde for, incomoda zero. É um som distante que se esconde e dissipa sem incómodo, ainda mais para quem passou por isso faz agora tāo pouco tempo. Como para mim é tāo recente, lembrei naquele bonito choro as coisas que mais passam pela cabeça de quem se estreia nesta aventura da maternidade/paternidade.

Tantas vezes pensamos:
"- Como, porque é que nunca ninguém me disse ou me ensinou como ia ser?" 
Na realidade há sempre alguém que disse mas nāo ligámos ou nem acreditámos. 
A verdade é que ninguém insiste muito nessa tecla porque rapidamente se torna menor, se torna irrelevante. Na maioria dos casos, mesmo quando ninguém disse, "avisou", foi porque se esqueceram com o tempo. Para a māe em apuros, ou para o pai exausto, nesses primeiros meses, os dias ficam absorvidos de tal forma que se acha que serāo eternamente assim. Imagina-se uma espécie de 24horas non stop até se morrer.  Mas esse stress/cansaço, ou mesmo desespero, tornam-se irrelevantes naquilo que é uma longa jornada de um caminho único e incrível a percorrer. 

"- Como vai ser possível fazer mais alguma coisa para além de sermos pai ou māe? Como vai ser possível voltar a encaixar o eu e o nós?" 
Simplesmente vai. Mais cedo ou mais tarde, vai. É a lei da vida e já muitos milhões e milhares passaram por isso e sim, é possível. Calmamente a vida vai-se encaixando, as peças vāo encontrando o seu novo lugar. Nalguns casos poderá ser mais demorado que noutros, mas vai. 
Tudo se volta a ordenar. A encaixar. Com a mesma naturalidade com que se desordenou.     



"- Como vou ser capaz de deixar este pequeno e indefeso ser ao cuidado de alguém umas horas que sejam?" 
A necessidade de o fazer pode ser bem mais rápida do que o que se prevê. Cedo ou tarde vai ter de acontecer. E nāo há māe normal que o faça sem sentimento de culpa. Maior ou menor, mas sempre lá. Sentimento de culpa sobre o qual se deve trabalhar contra, aprender a contrariar. A deitar para trás das costas. "Os filhos nāo sāo nossos" como se diz por aí. Nāo sāo, no sentido em que nāo nos pertencem como propriedade. A nossa missāo é amparar-lhes o caminho, mostrar e ensinar o mundo. Mas nāo é apenas a nossa missāo. Há mais responsáveis por isso no nosso mundo. A começar pelos avós, pelos tios, pelos primos. Pela família. Pela escola. Um filho é tāo mais feliz lidando com o equilíbrio entre tudo isso. O balanço certo. Equilíbrio que tem de se ir descobrindo com o tempo e na dinâmica de cada família e lugar. Demora tempo, traz questões, dúvidas, ansiedades, sim. Mas encontra o seu encaixe certo inevitavelmente. 

"- Serei capaz de ser māe e trabalhar? Serei? Como?"
Esta é provavelmente a mais recorrente das questões. A resposta certa é: sim, claro. No entanto, e este no entanto é que aterroriza algumas māes… A facilidade dessa conciliaçāo depende dos planos de cada um em relaçāo ao seu futuro. Ser māe é absolutamente compatível com ser uma boa profissional. O que pode ser complicado é pensar em casos mais específicos, mais fora do conceito do emprego dito normal. Por exemplo, nos casos que envolvam viagens, outros países, distância. Essas profissões onde se torna menos fácil colocar essa conciliaçāo em prática, como se chegasse a um ponto limite de uma escolha. É menos fácil, é. Mas ainda assim, nenhuma māe, ou pai, deve colocar de lado as suas ambições de futuro e os seus sonhos. Deve ser tudo muito pensado e estruturado para nāo furar jamais nenhum dos planos. Ser menos fácil é apenas isso. Menos fácil. Nāo significa que seja impossível. Até porque na base desse terror, desse medo, estāo apenas as convenções comumente aceites pelas sociedades. Essa formataçāo, chamemos-lhe assim, é importante para se viver na maioria dos momentos em sociedade. Mas nāo deve toldar visões nem ideias novas que possam trazer novas formas saudáveis de estar, novas formas de vida e mais pessoas felizes. Nesta vida tudo é relativo. As regras sob as quais vivemos sāo orientações pensadas para grandes massas. No entanto, até o que parece ter resultado mais de um milhāo de vezes com outras pessoas pode nāo resultar connosco e ter de se encontrar a soluçāo que mais se adequa a si. A sua soluçāo. Tantas vezes as limitações somos nós que as impomos, somos nós que as aceitamos. Entregando-nos a raciocínios derrotados. O segredo é questionar, pensar  e decidir de acordo com as suas próprias premissas, as premissas da sua própria família. 
O resto, é apenas o que costuma acontecer. Nāo significa que seja o certo. 

"- Vou ser capaz de tornar este bebé num bom adulto, numa boa pessoa neste mundo?"
Apesar de nāo ter chegado lá ainda, de nāo ter ainda criado um filho adulto, acredito nalgumas coisas nesta vida. Se há coisa em que acredito é que as acções sāo provocadoras de reacções. Uma boa educaçāo leva a bons resultados. Claro que há  mais condicionantes que se podem colocar no caminho. Nada é tāo linear assim. Algumas boas māes viram filhos transformarem-se por factores que lhes foram (a elas) absolutamente incontornáveis. Mas é muito improvável que uma educaçāo repleta de amor e com boas doses de direcçāo e amparo, nāo traga ao mundo pessoas que sāo reflexo disso mesmo, do amor e da troca da felicidade. 


A melhor forma de ter um filho feliz é ser feliz. Para ter um bom filho, é um bom começo ser-se um bom pai, uma boa māe. Para criar um bom cidadāo, é um bom começo ser-se um. 
O que somos e o que damos, fará deles também o seu futuro.  
 A maternidade é a mais bela das coisas da vida.   

quarta-feira, 1 de abril de 2015

terça-feira, 31 de março de 2015

Mercadito Da Carlota


Este fim-de-semana passou a correr sem tempo para respirar. Dias recheados e apenas no domingo tive tempo para dar um salto ao famosíssimo Mercadito da Carlota. 
Para quem, como eu, perde a cabeça com fofos, tapa fraldas e o universo dos mais pequenitos… aqui vāo as minhas escolhas das marcas que se destacaram para mim pelo bom gosto. Acabei por comprar pouca coisa mas precisamente porque havia muita escolha. Entre o escolhe nāo escolhe, vou ali ver e já venho, o Olá tudo bem? Por aqui? Nós também… Entre tudo isso chegou a hora de fechar.  
Fica a selecçāo das marcas que aos meus olhos se diferenciam pelo bom gosto e qualidade. 


Mariazinha Atelier 




















e por fim 


Haverá muitas mais, com certeza. 
Essas serāo as escolhas de uma próxima vez. 



quinta-feira, 12 de março de 2015

Ouvir Mamā


É uma espécie de calafrio emocionante. Os braços estendem-se em direcçāo a nós… Tudo natural até aí. As māos delicadas e pequenas fecham e abrem em si mesmas como uma luz que acende e apaga. Repentinamente. E surge o som: Ma-mmmā. 
Morre-se 3 vezes e volta-se a morrer de cada vez que ouvimos um filho bebé repetir as primeiras vezes Ma-mmmāāā… 

Era de manhā. Uma fralda suja. O drama de sempre no topo daquele muda fraldas porque o mundo é tāo mais interessante que aquele tampo alto e distante de tudo. Os objectos experimentam todos a grande queda como se viajassem desde o topo de um arranha-céus para se desfazerem contra os tacos da madeira envernizada e brilhante. Puf. Lá vai um frasco da primeira água. Pufas. 
Lá vai a colónia. Os dodots. A escova. Tudo. Nada escapa aos testes da lei da gravidade. 
Acabam-se os objectos à māo de semear. E a fralda que nunca mais acaba. 
Resto eu. Restamos nós. 
Os sorrisos trocados. Olhos nos olhos. Aqui foi: Ma-mmmāā. 

Uma. Duas. Três. Três vezes disse. Três vezes caí para o lado. 

Nāo se trata da proeza de dizer simplesmente mamā. Dizer já disse antes várias vezes. Mas sempre repetindo a voz do pai ou a minha. Deixando eternamente a dúvida se saberia o que estava a dizer. Começou a dizer umas vezes por ela própria quando acordava no berço e gritava no meio do choro mamamamaamamamamamama … Mas fica-se sempre na dúvida… É mamā ou pode ser apenas uma espécie de buábuábuá em jeito de banda desenhada ganhando a forma da voz humana. 

Dúvidas distantes. Desfeitas.
Ontem disse. Sem equívoco. Hoje tornou a repetir. Sem equívoco. 

A forma de confirmar é simples. Basta sair do seu campo de visāo e voltar a entrar. Hoje ela dizia ma-mmmā e eu saí do quarto uns segundos. O pai com ela nos braços. Ficaram a observar a porta. Quando abri e entrei. Os braços estenderam-se e repetia Ma-mmmā Ma-mā ma-mā… atirando-se em voo. 

Meu amor, sou… Sou a mamā. A tua Ma-mmmā
Em relaçāo a papá… Ela repete Dada… Dada… Dada… Penso que tenta dizer papá. 
Mas o Pedro só dá como certo quando for com as letrinhas todas… Diz a avó em jeito de ternura "Oh Pedro ensine lá a dizer daddy que é rápido" :) 

Mamā e Dada contentes com os passos da linguagem. 
É incrível o desenvolvimento da comunicaçāo.  

segunda-feira, 9 de março de 2015

Este Eterno Dia de Sol



Passou um ano. Cantar pela primeira vez os parabéns. 
Arrepios de amor. Sensaçāo de calor. 
Foi dia de festa, sim. Uma data querida, também. 
Cantaram as nossas almas. Sim, todos, todas. 
As que estavam e as que nāo estāo mais. 
Muitas felicidades, toda a do mundo. 
Muitos anos de vida, anos inteiros, cheios, repletos de alegria. 
Para a menina Amália todas as salvas de palmas.
Será sempre um eterno dia de sol, este e todos os dias 07 de Março.  




















Para trás ficou o mês inteiro de Fevereiro. 
Mês que tanto trouxe. Mês que tanto Levou.
Dias de trabalho intenso. Dias de perda que lembro.
Dias que o amor somou e eu acrescento. 
Dias que o amor perdeu e Fevereiro passou.
Como quem lava a alma e sabe
 O mundo vive neste contraste da despedida com o futuro eterno à chegada.

Amália, meu amor, acredito que a vóvó Fernanda também esteve na tua primeira festa 
pois em nós permanecem as felizes recordações de tudo o que viveu.  




















sábado, 7 de março de 2015

Um Ano



Há um ano nascias.
A vida deixou de ser como era para passar a ser melhor ainda. 
Que hoje seja a primeira celebração e que se sigam infinitas. 

Parabéns, minha pequenina.

A meio da noite a vida crescia. A barriga apertava e eu māe iniciava-me onde desconhecia.
A ansiedade palpitava nessa noite calma, nessa noite nova de um enorme amor que nascia.
Nove meses de te querer. Anos de sonho sobre quando te receber.
Foi esta a hora perfeita para te ter.

És tu o maior amor da nossa vida.






sábado, 7 de fevereiro de 2015

11 Meses



Há um ano uma barriga feita balão avançava-me gigante no espaço. Chegava sempre antes de eu entrar, a todo o lado. Chegava, chegava e depois lá chegava eu. Incrivelmente enorme e merecedora de toda a minha atenção. Abraçava-a a toda a hora no receio do andar não a aguentar. De dia. De noite. Quieta... numa espécie de sussuro para não a incomodar. De dia, não andava, arrastava-me. Sem saber nada de especial desta vida, nada de nada, ansiava no pânico deste futuro. O futuro que é hoje. 
Era eu capaz de cuidar e proteger um pequeno e delicado bebé? Era eu capaz de tomar conta e aprender  todo o dia a cada passo? Claro que era. Somos todas. Basta querer. 
Na altura desenhava-lhe o rosto, descrevia-lhe a alma. Para quê? Nem sei bem… Porquê? Sāo nossos filhos. Nāo precisamos saber escolher. Longe de precisar… Nāo queremos. Sāo nossos, basta serem. 
Doze meses depois de tamanha barriga cheia de sonhos, onze meses de realidade viva numa vida cheia de melhor e ainda maior. 
Onze meses. 
Impressionante. Uma barriga que num ápice bateu asas e voou. Agora está, amanhā já nāo. 
Barriga ao lugar, braços cheios, abraços intensos, barrigadas de amor. Vida perfeita de imperfeiçāo de sol e luar.
Onze meses, onze relatos de dias cheios, malucos, intensos, perfeitos, loucos. 
Onze meses, onze listas de descobertas, incríveis, perfeitas, imperfeitas, amadas, desorganizadas, malucas, engraçadas, loucas, quietas e inquietas. 
Onze meses de ti e de nós, meu amor. 





quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Your Song... A Tua Cançāo

Ainda na barriga e esta era já a cançāo que repetia e tornava a repetir para ti.

a TUA cançāo.
... podes dizer a toda a gente... esta é a TUA cançāo.
e ...
How wonderful life is now you're in the world...



Veja o video aqui: 

Foi mesmo um dia bem passado. Obrigada, revista Caras <3 

domingo, 12 de outubro de 2014

De Meu Nome... Mamā




Há quem diga que já se percebe nitidamente: mammmãããã. 

Com receio do entusiasmo precoce, nego. 
Nem pensar. Que seria?! Com sete meses e a dizer mamã! Impossível. 

A verdade é que um destes dias estava a dormitar no sofá e a pequena Amália ao meu lado, serena no seu parque a esbofetear amigavelmente os seus brinquedos... 
Eu não dormia. Dormitava. Pensava na vida.

Quando ouvi assim... mammmmããã! mammmmmããã!

Abri o olho em sobressalto! Não pode ser!?!?!??
Incrédula olhava para ela e ela para mim. De gatas e olhar fixo repetia: mammmmããã! E sorria. 
Eu em histeria absoluta peguei nela ao colo e repeti bem à vontade 100 vezes: mammmããã. 

Desde esse dia cá em casa, ao longe e como quem nāo quer a coisa, vou ouvindo o Pedro de fundo: papá, papá, papá, papá. Paaaaaapppppááá.  
A Amália responde: Gugudadá ...
E o Pedro: Papá, papá, papá, pa...pá, pppppaaaa...pá... Papá..
Estou na brincadeira e no meu característico exagero... Para o Pedro tenho a certeza que se for "Mamā" que a pequenita diz que o deixa igualmente orgulhoso e feliz. <3  

A verdade é que certamente ainda nāo diz nem papá nem mamã.
Mas nāo resisti a partilhar convosco estes nossos devaneios.
Vamos lá deixar de loucuras... É que são ainda apenas 07 meses. 

terça-feira, 7 de outubro de 2014

7 Meses, Mil Publicações, Revista Caras e Dia 1

Fotografia de Joāo Lima para Revista Caras


Hoje, dia 07. No calendário: 7 meses. 

Tanta emoçāo neste dia em que nāo dormi. Eram 06 da manhā e nada de Joāo Pestana. Eram 08h e já me preparava para o difícil momento. A primeira "aventura" na creche. De aventura teve pouco, felizmente. Acabou por ser uma experiência calma e bastante tranquila de duas horas e meia. Faz parte da integraçāo. Nāo conseguia de maneira alguma se fosse tudo muito brusco. Tem de ser gradual. Sinto que a escolha foi a melhor. E isso já vale ouro num dia assim. O sorriso dela manteve-se ao ver-me sair. Comeu a sopa quase toda. Eu estava perto, muito perto, fiquei por prevençāo. Colada no telefone. Sempre que tocava parecia uma adolescente apaixonada no aguardo do telefonema do seu Romeu. Nāo tocou. Era esse o pacto: se houvesse choro ligavam logo. Nāo houve. Ela distribuiu sorrisos. Voltei sem aviso nem hora marcada. E aquele lugar... Lugar mágico. Fiquei de queixo caído e coraçāo cheio. Uma imagem que guardarei comigo até à velhice. Entrei e a luz estava baixa. A hora a da sesta. É inexplicável o que vi e senti. A paz invadiu aquele lugar com tranquilidade passadas as brincadeiras da manhā. Logo me disseram: "Bom, nāo é sempre assim... Eles também choram todos ao mesmo tempo de vez em quando" Claro que nāo será sempre assim. E ainda bem, naturalmente. Foi impressionante. Uma paz que nem imaginava possível em creche nenhuma. Luz baixa, som de fundo que nos transporta para os sonhos e ainda as caras de anjo de pestana fechada na tranquilidade dos abraços aos seus peluches. As camas seguidas e cuidadas. Tudo cheira bem. Tudo é limpo, agradável e bonito. 
Rendi-me ao plano de cinema, filme perfeito. Sabia que era o melhor lugar, fico ainda mais feliz por saber agora que é um lugar perfeito. Único. 
Estamos tāo bem entregues. 
Enquanto por ali perto andava, nada de mais fazia. Esperava. Qual menina assustada esperava o toque do telefone. Sem toque mas com Romeu. O pai foi almoçar comigo. Rápido mas sempre lá. Nāo fosse eu desmanchar-me e desconcertar-me pelas ruas. Serena mas colada no telefone. Confiante mas com a barriga embrulhada num bolo, o pai disse: Viste a Caras? Sāo mil publicações. Passou-a para a minha māo.
Que recordaçāo única...    
Uma honra, meu amor... Estás linda na publicaçāo 1000. 
Obrigada revista Caras pelo carinho eterno e pelo cuidado. Ficará comigo guardado um exemplar para mais tarde lhe mostrar.  
Um presente bonito para estes sete meses. Sete meses. Mil publicações e Dia 1. 
Vale a pena comprar. Nem digo por nós, naturalmente. Por todos os que lá estāo.
Parabéns Amália. Parabéns Revista Caras. 



domingo, 21 de setembro de 2014

O Primeiro Amor


Socorro. O Pinky teve de tomar banho. 
Quem é o Pinky? Como assim, quem é o Pinky?
O Pinky é o primeiro amor da pequenita Amália. 
Vāo juntos para todo o lado. Estāo agarrados em todo o lado. Ela adora-o de coraçāo. De māo dada em todos os lugares nāo há espaço para respirar sem o Pinky. Acalma quando o espalma. Na verdade ela apenas adormece em sossego abraçada a ele. 
O detalhe é que o Pinky por vezes tem de ir a banhos. Cada vez que o banho acontece é difícil de contornar... Pois o Pinky como urso de peluche que é demora tempo a secar... 
O que tem de ser tem muita força e... Urgentemente preciso é de ir comprar um Pinky gémeo. Na esperança de que a pequenita nāo dê pela diferença e os banhos do Pinky nāo se transformem em horas de choro por falta do seu grande amor. 
Pinky: vais ter um irmāo. 

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Este Presente Este Futuro


E o futuro, amor? 
Às vezes assombram-me ansiedades do futuro. 

Antes centrada apenas no meu. Agora mais que no nosso: no teu, meu amor. No teu.

Receio que este seja o país que te vê crescer. Um lugar maravilhoso mas sem presente, sem futuro. À espera que o tempo se acrescente. 
Receio por ver todos os que se desdobram em qualidades e talentos e que, ainda assim, este está longe de ser o lugar ideal para se crescer. 
O mundo nāo é fácil. Claro.  E amar Portugal inquestionavelmente também nāo é suficiente. 

Que lugar é este  que amo mas onde quase nunca o rigor acontece e a seriedade é brincadeira?
Que lugar é este que amo mas onde o bom e o melhor é incentivado a partir, a nāo voltar ou mesmo a acabar?
Que lugar é este que amo mas sem visāo, óculos ou binóculos se desculpa atrás de desculpas e se vai escapando entre furos e buracos?
Que lugar é este que amo mas onde pessoas atrás de pessoas esperam que algo aconteça, mude ou se transforme sem deixarem nada mudar, melhorar ou ser diferente.
Que lugar é este, que amor?
Para tantos viver em Portugal passou a ser como viver vitima de bullying, maus tratos ou violência psicológica. 
Que lugar é este que se transformou no esmagamento de sonhos em massa, de futuros em particular e de vidas em privado?
Que lugar é este que prevê tudo e erra sempre a estimativa ao lado?
Que lugar é este que cospe e deita fora o que é bom em prol do que é mau ou está errado?

Que lugar é este, amor?

É o lugar que nos viu nascer e temo profundamente que este nāo seja lugar para te ver crescer.   
Quem nāo vê isto é porque certamente nāo tem vivido e sentido este lugar, meu amor.

Desculpa se hoje o que digo nāo é feliz mas nāo se consegue ser sempre.  



domingo, 14 de setembro de 2014

Um Post Especial


Documentamos cada passo, cada evoluçāo. 
Tentamos "congelar" com um registo as memórias do que vivemos. Na vontade de um dia quando cresceres nos leres e te veres. Como foi, como era, como é agora.
Hoje este post é especial. Neste dia familiar de domingo repleto de brincadeiras... Escrevemos para longe. 
Lá longe, sabemos que a bisavó Mimi nos lê todos os dias. A bisa Mimi está longe mas perto do coraçāo. Por isso hoje vamos aumentar a letra dos posts para ser mais fácil a leitura e a impressāo. 


Como a bisa Mimi também temos muita famīlia do coraçāo a viver longe. Seja em Portugal, seja no estrangeiro. Por isso mesmo, este blogue para além de ser dedicado a todos os pais em "início de carreira" é também um blogue para comunicar e partilhar com a nossa família que está mais distante. 
Assim ficam e continuam perto de nós. No coraçāo. Todos no coraçāo.




Aqui escreve-se e documenta-se amor. Documenta-se simplicidade e vida. A simplicidade dos dias acompanhados pelo crescimento, por todas as etapas do crescimento de uma criança. 
A nossa. 
Somos orgulhosamente uma família unida. Nós e quem nos lê. 

Obrigada bisa Mimi. Obrigada toda a família e a si que também nos lê.  


sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Vale Tudo Menos Papa





Vale tudo. Desde ver a vista, fazer do braço da cadeira o parapeito da janela, brincar de lagarto cansado, esfregar olhos, arrancar babetes... Tudo. Vale tudo... Só não vale comer a papa.

"-Papa???!!! Mãe... Há qualquer coisa que te está a escapar... Isto!!! Isto está estragado... Não vês?" 
Vejo no balāo animado o pensamento dela. 
Incrédula fixa-me. Como quem pergunta "māe, o que estás tu a fazer?" Até se atira para o lado. 
"Foste enganada, mãe. Isto... Esta coisa... Isto está esquisito! O meu leite não é consistente nem se come com colher. "

Estou bem arranjada com isto... Nem o nosso galo bom cantor dá conta deste recado. 
Minha pequenita vamos ter que nos habituar. No início com a sopa também quase chamaste a polícia. 
... Vamos ver se desta vez temos de fazer isto com os bombeiros...




terça-feira, 9 de setembro de 2014

Umas Coisas Dāo Lugar A Outras

Aos Dois Meses e aos Seis Meses


Sabemos que os nossos filhos crescem. Nāo é grande novidade, nāo. 
Mas apenas percebemos que os nossos filhos efectivamente crescem e vertiginosamente... quando acabámos de ser māes e já estamos a empacotar coisas para guardar. 

As primeiras roupas : já nāo servem. Nem mesmo nas orelhas... 
Bem como os primeiros biberons, o berço, a alcofa, todos os kits de amamentaçāo, a espreguiçadeira... Enfim... Um montāo de coisas que agora têm de sair de cena e dar lugar a outro montāo de coisas.

É tempo da nova cama de grades, do mágico parque, dos brinquedos coloridos cheios de sons repetitivos e da cadeirinha para comer...  Os tempos do ovo também começam a chegar ao fim. Mas ainda vai dando... 

Mais que tudo: agora é tempo de abraçar a nova fase. 
As cambalhotas, o arrastar, o gatinhar, ou pelo menos tentar gatinhar... 
É de rir vê-la a perder o norte e o sul a dormir. O acordar com os pés aqui e a cabeça acolá. 
Faz tudo parte.

As voltas e as reviravoltas. 

Todas as coisas dāo o seu lugar a outras. A novas outras.
E nāo é assim em quase tudo?




segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Melhores Amigos


O dia cheio. Sem parar. Desde trabalhar de manhā com a "Coala" ao ombro... até à tarde no supermercado e a cozinhar horas a fio. Sem parar. 
Hoje até direito a uma sessāo fotográfica tivemos. Cá em casa claro que a fotógrafa fui eu e a "modelo" fez-se acompanhar pelos seus melhores amigos.  
Matou-me a cada frame. Nuns sorria para mim como se soubesse o que eu fazia. Noutros encolhia os pés como as pernitas longas dos ratitos do lado, os amigos de pano de longa data. 


Dias cheios. 
Cansados mas tāo cheios e completos. 
Importantes para me habituar a esta coisa de cozinhar, preparar tudo com antecedência e ... Ui... Vejam lá que até descobri (finalmente) que vale mesmo a pena cozinhar e congelar... 
As coisas que se descobrem com a maternidade... Podem rir à vontade... 
Pode parecer tonto mas sempre evitei congelar. No entanto, isso é conversa de quem cozinha apenas quando apetece, ou seja, de vez em quando. Bom... No meu caso: quando o rei fazia anos.
Quando temos de fazer sempre e sempre... hmmmmm... descobre-se um novo melhor amigo: 
o congelador. 
Foi difícil gostar de ti, congelador... 
No entanto estás para ficar. Também espero que estejas para durar.


sábado, 6 de setembro de 2014

Seis Meses



Amanhā, dia 07 de Setembro - Seis meses.

"É um marco importante"- dizia uma amiga no outro dia ao telefone. 
É. O primeiro meio ano. 

À medida que os filhos crescem com eles o amor também. Nāo só o peso deles na balança como também os cm na fita métrica. Mas mais que tudo: o que nos vai na alma e no coraçāo cresce. 

Um chorrilho de lugares-comuns mas que nāo há como dizer de outra forma. 
Tentamos evitar o massacre ao amigo que encontramos por acaso, ao familiar que nos visita, ao amigo com quem marcamos, ou mesmo ao profissional com quem trabalhamos... O massacre do álbum fotográfico, dos vídeos, das descrições longas sobre os grandes feitos dos nossos pequenos rebentos. As novas e as fantásticas acrobacias. A felicidade que nos invade a vida de ternura. Tentamos. Sim, eu disse tentamos. 
Nem sempre conseguimos.  
E por isso mesmo aqui vai...

Se antes eu dormia de manhā sempre que podia. Agora durmo de noite sempre que posso.
Acordo com a luz radiante da gargalhada de uns 60 cm de gente. 
E que bom. Tāo bom.
Esta miúda ri como o pai. Ri para o mundo como a vida em dia de euromilhões. Rebola para a direita e para a esquerda sem medo das quedas. Nāo desiste de tentar, nāo desiste de avançar como pode, como a deixam. 
Såo apenas 6 meses mas quando forem 60 gostava que de ti dissesse o mesmo: Esta princesa, rainha, ri como o pai. Ri para o mundo como a vida em dia de euromilhões. Continua sem medo das quedas. Nāo desiste, nāo deixa de tentar até conseguir, de avançar. 

Nāo será preciso dizer que a viagem ainda é curta mas vai brilhante. 
Como se quer. Como se gosta. Como se ama. 

Temos sorte. Tanta sorte.
Tantas vezes paramos a olhar e pensamos: 
"É a nossa filha. Já viste como tornou fabulosa esta vida?!"
Nem sempre é fácil como tantas vezes dizia. Mas, muito mais ainda, é centenas de vezes fabuloso, tāo incrível que nos apaga da memória o lado difícil. 
Bom... Difícil... Difícil também nāo diria... 
Menos fácil, sāo as palavras que escolheria.   

Seis meses já faz a pequenina.