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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Quadro Número 1


© Ana Rocha De Sousa, Anita Mamā


Os desenhos, as texturas, as experiências vāo acontecendo. Gostava tanto de estar apenas dedicada aos teus quadros, meu amor. Mas nāo tem sido possível. Os dias cheios, os últimos preparativos, tanta coisa. E apenas nos intervalos, os pincéis, as tintas, os papeis, os desenhos... 
Ainda assim já deu para alguma diversāo e experiência. Um dos quadros já é o primeiro do teu conjunto de seis. Fica aqui o primeiro. Sabe-se lá de quantos... O primeiro dos teus seis... Quem sabe o primeiro também de muitos outros para o quarto de outras princesas, como tu. Como tu. 
Nunca se sabe. Quem sabe.  

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

O Medo, A Mudança e O Momento




Hoje sei mais sobre a mudança interior que a cegonha nos traz. Refiro-me à grande mudança em nós  com a gravidez. Do que se segue ainda nada sei. Imagino. 

As lágrimas e as gargalhadas exageram-se inicialmente. A revoluçāo no corpo é tāo enorme que toma conta de nós, nem sequer temos essa noçāo clara. Chorar e rir torna-se mais que banal num dia com 24 horas. O medo, o pânico e a incerteza no silêncio do segredo mais bem guardado, durante os primeiros três meses, tomam a alma de assalto. Levam-nos para um universo longe daqui muitas e muitas vezes, mais do que as vezes que aqui estamos. Vamos lado a lado com o medo de perder a felicidade extrema que ainda agora se ganhou. Foi assim comigo. Foi assim connosco. 

Os três meses passam. A revelaçāo. Achamos que agora o medo vai passar. Esse assombroso medo de perder. Nāo passa completamente. Cada fase traz consigo um novo medo, uma nova revoluçāo. Medos naturais de quem quer muito que tudo esteja no lugar, que tudo seja certo, que tudo corra pelo melhor. 
Em tantos meses o que mais se sente é este medo, e outro e outro e outro e sempre outro. Cada medo a seu tempo. Com as suas razões sensatas e com as suas razões exacerbadas. 
Desenganem-se futuras māes se acham que convosco será diferente. Com mais ou menos medos, o medo passa a estar em nós. Faz parte. Pode ser aterrorizador, pode ser mais leve, mas está na natureza do nosso corpo, da nossa alma, do nosso coraçāo de māe. Māe é māe desde o segundo em que sente, em que sabe, em que tem a certeza. 

A sensaçāo atenua. O exagero diminui com o passar do tempo. Com o fim da grande etapa das 40 semanas à vista. Ainda assim, continua lá: estará tudo bem quando nascer? Correrá tudo bem? 
- Agora conte até 10 movimentos todos os dias entre as 9h e as 21h - dizem os médicos.
Assim é. Anota-se cada dia na caderneta da grávida como se da Bíblia se tratasse. Se nāo se sentir o bebé 10 vezes ao longo de 12h (depois da semana 35) tem de ir imediatamente à urgência fazer um CTG.
- Ah... E falta ainda um exame. Um exame simples que todas as grávidas têm de fazer na semana 36/37. 
Um exame que nunca mais sai o resultado. Se for positivo, como acontece a tantas māes, complicações podem aparecer devido ao parto e atenções extra sāo precisas nestas últimas semanas. Parece que nāo acaba mais...
Os medos. O medo. Sāo tantos. Inúmeros. 

Mas nos intervalos do medo rasgam-se alegrias únicas, memoráveis, belas, flamejantes, puras. 
O teste positivo. A primeira ecografia. O primeiro batimento do coraçāo. A confirmaçāo: menino ou menina? Os exames quando nos relaxam a alma durante uns dias. O primeiro pontapé sentido. O primeiro pontapé partilhado. A certeza de que tudo vai estando normal. Os planos. O enxoval. O quarto. A preparaçāo. O ler. O aprender. O sentir. Acima de tudo, o sentir.

O misto de emoções sensibiliza cada ponto da nossa existência. Acontece muito mais do que se fala. A felicidade é levada ao extremo e o medo também. Tudo nos invade a alma. 

Para além de tudo isto, a maior transformaçāo aconteceu. A vontade de: 
Cozinhar. Coser. Criar. Fazer bolos. Decorar. Tratar. Organizar. Planear. Estruturar. 
O aprender a ser melhor, maior e completo.

Sempre trabalhei muito, e dedicadamente, em tudo aquilo que faço. Mas sempre o fiz muito por mim. A pensar em mim. No meu futuro. Nos meus gostos. No que amo. No que faço bem. Numa ideia singular do que se pode fazer e conseguir. 
É natural, claro. Até aí o que existe somos nós, primeiro nós. O que fazemos. O que somos ou queremos ser. Onde vamos. O que pretendemos. Nós. Cada um de nós virado para o que é ou pode vir a ser. Mudamos verdadeiramente quando passamos a pensar e a sentir por eles. Eles... Os nossos filhos. As grandes mudanças vêm de dentro de nós. E sāo elas que em si nos tornam melhores, enormes. 

Sinto-me maior, melhor. Depois de experimentar o verdadeiro medo. Depois de entender a força da natureza. Depois de viver a felicidade extrema. 

Ainda há muito ou quase tudo para viver. Eu sei, eu sei. Este foi, é apenas o começo. 
Vamos lá entāo. Vamos: ser tua māe. 
Semana 36 e 4 dias. 

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Doar Leite Salva Vidas


O leite materno pode salvar vidas. Os bebés prematuros estāo facilmente expostos a riscos enormes e a sua sobrevivência está em causa. Em Lisboa, tal como em muitas partes do mundo, é possível que māes    a amamentar possam ser dadoras de leite materno ao longo dos primeiros seis meses. Esse leite pretende ajudar na recuperaçāo de bebés prematuros ou doentes. Bebés para quem as próprias māes ficam incapazes de amamentar devido ao seu leite secar por várias razões, incluindo muitas vezes pela ansiedade porque passam. 

Para ser dadora basta ser saudável e ter leite suficiente para o seu filho e um pouco em excesso. É esse pequeno excesso que pode fazer toda a diferença. Nāo precisa ser uma grande quantidade, pode ser muito pouco leite. As quantidades que um prematuro necessita sāo mesmo muito pequenas.
O leite materno aumenta os níveis de defesa do organismo dos pequenitos e faz toda a diferença no seu desenvolvimento. Se pretende ajudar basta informar-se com o banco de leite da Maternidade Dr. Alfredo da Costa, em Lisboa. 

Os bancos de leite nāo aceitam dadoras com as seguintes características:
- Fumadoras
- Que tenham recebido uma transfusāo de sangue (desde 1980 até hoje)
- Consumidoras de drogas nāo receitadas
- bebam mais de 3 cafés por dia ou a quantidade de cafeína equivalente por dia
- bebam bebidas álcool habitualmente
- com testes alguma vez positivos de hepatite B ou C, HTLV I ou II, Sífilis, HIV/VIH 1 ou 2 

Todas as potenciais dadoras sāo submetidas a análises de sangue e análises ao leite por parte da MAC.
Informe-se. 
Podemos salvar vidas. 
Divulgue esta informaçāo. 
  


terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Revista Vip



Esta semana, Anita Mamā na revista Vip. 
A foto é de Dezembro. A barriga já era grande para a fase de gestaçāo mas agora está gigante, como nem era possível eu imaginar. 

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

O Ninho Da Cegonha

© Ana Rocha De Sousa

O fim-de-semana foi de paz e calma. Em busca da tranquilidade dos últimos dias. Em véspera de choro e fraldas de amor é importante aproveitar a calma e trazer a paz do descanso. Carregar baterias e namorar. 
Foi assim. Simples, tranquilo enquanto esperamos por ti. 

© Ana Rocha De Sousa

O ninho da cegonha por agora está vazio. Ela pode regressar a qualquer momento. 
Contigo. Contigo. 

© Ana Rocha De Sousa






Os Teus Primeiros Quadros


Seria uma vergonha eu sendo licenciada em pintura decidir comprar quadros para as paredes do teu quarto, meu amor. Hoje, por isso mesmo, fomos comprar material para ser eu a fazer experiências e assim ser  responsável por essa maravilhosa tarefa. 

Devo explicar primeiro... Sempre tive muita dificuldade em encarar positivamente os quadros apenas decorativos. Passei anos a ser instruída no entendimento total de uma obra de arte e como a arte nāo serve o propósito de condizer com o sofá. No entanto, este caso é diferente. 
O meu problema até aqui sempre foi apenas relativamente a quadros decorativos. Tenho em mim toda a paixāo por decoraçāo de interiores que considero fundamental para o bem estar e a harmonia familiar, ou mesmo para o aconchego interior... Mas o respeito pela arte (e toda a carga de uma obra numa parede) fez-me sempre correr na direcçāo oposta à ideia de decorar as paredes com pinturas meramente decorativas. A pintura em si é muito mais que bonitos rabiscos pendurados nas paredes. E a melhor das decorações dá lugar à verdadeira arte. No limite nem que seja à arte do bom gosto e da simplicidade.  

Sim, esta situaçāo é diferente. Um quarto de bebé é um quarto de bebé e nāo só pode, como deve ser resultado de harmonia perfeita e calma profunda, com cores suaves e equilíbrio entre tudo. Fora das normas artísticas comuns. O que se coloca na parede de um quarto de um bebé tem de ser leve e sem "peso" de conteúdo, longe do "peso" comunicativo da  arte, distante de ideais ou regras artísticas. A regra aqui passa a ser apenas decorar, dar harmonia. Encontrar esses bonitos rabiscos e trazer pureza, aconchego, suavidade e calma àquele lugar, àquele ninho. Por isso, neste caso, vale a liberdade. Quadros vazios de significados profundos até, pois em si cada desenho, pintura ou ilustraçāo colocados junto a um berço, ou junto a um muda-fraldas, devem remeter pura e simplesmente para o universo da imaginaçāo e do sonho. Seja através de manchas de cor, seja através de harmoniosas texturas ou  traços carvāo. Neste caso, vale  o puramente estético. Sem complexidades, metáforas, cânones, técnicas ou significados profundos. 

A experimentar: o prazer puro pelas texturas e pela cor.  
Nāo sei o que daqui sairá, nem prometo que nada disto resulte, apenas digo que vou tentar. 
Vou tentar e longe do que fiz antes, longe da procura que até aqui foi sempre no sentido oposto. 
Agora sim, vou brincar às cores, às manchas sem limites. 
Espero que gostes. Espero que gostes.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Grávida ou Sempre-Em-Pé




Dou por mim a gargalhar sozinha. Comecei muito bem a gravidez e aguentei um peso saudável durante 7 meses e meio. Cheia de orgulho lá andava eu de barriga empinada para todo o lado sabendo que o aumento de peso era mesmo apenas barriga. 
Eras apenas tu, meu amor. 
Hoje acordei a rir sozinha enquanto tentava calçar umas botas e mais parecia uma missāo impossível. 

Ao fim de várias tentativas e de me sentir um sempre-em-pé lá consegui a muito custo.  É que de repente no último mês aumentei 3 kilos. Sim, 3 Kilos. Ou seja, já conto com 10 Kilos a mais. Nāo ando como as pessoas normais e muito menos me levanto com elegância, pois antes tenho mesmo de rebolar para um dos lados e apoiar-me para me elevar como se precisasse de um guindaste. Nada disto altera o meu amor. Nada mesmo nada. Até porque tudo isto é mais que natural. Mas sinto a minha agilidade absolutamente fora de campo e esta limitaçāo felizmente é temporária. 
Por isso mesmo rio-me sozinha,.Quer dizer: contigo. 
Esta sensaçāo de lutador de sumo acaba por ter graça e trazer momentos de diversāo. Acima de tudo para o teu pai. No outro dia, nāo parávamos de rir porque eu me tinha sentado no chāo da sala junto à esquina da mesa de centro e encostei-me ao sofá. Vá-se lá saber porquê... achei que aquela era a posiçāo ideal para estar sentada. O problema foi quando me tentei levantar e nāo era possível. Isto é real: fiquei presa entre um sofá e uma mesa. O teu pai ria sem parar e a tirar fotografias e eu sem me conseguir mexer um milímetro. Sem a ajuda dele teria perdido certamente uma meia horinha a tentar delinear uma estratégia para me levantar. 
Valeu pelas gargalhadas. 
Está quase no fim e vamos acreditar que até tu chegares ainda me vou conseguindo movimentar mesmo que com alguns detalhes dignos de desenho animado.
A ideia, Amália, é que tu aumentes de peso e nāo eu, meu amor.  <3 

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

"Swaddling Your Baby"




Podemos tentar inventar a roda de novo mas... Aconteça o que acontecer, a verdade é que as técnicas eficazes atravessam gerações, culturas, fronteiras. Hoje fala-se muito em "swaddling a baby" como se fosse a grande novidade, o grande novo método. É um método discutido ao longo de anos e anos, geraçāo atrás de geraçāo. Muitos sāo a favor, muitos sāo contra. A favor porque é o método mais eficaz para acalmar um bebé num momento de choro descontrolado, apenas porque ao longo dos primeiros tempos de vida a maioria dos bebés sentem medo do espaço vazio que agora os deixa libertos, livres. Dentro do útero o espaço reduzido e limitado proporciona aconchego e segurança, este método de embrulhar os bebés, nāo permitindo que os braços e as pernas fiquem soltos, devolve segurança e acalma o choro. Quem é contra, defende o risco grande de asfixia. 
Planeio experimentar este método fabuloso que me fascina e verificar se de facto resulta: mas sempre com supervisāo. Nunca deixando a minha filha enrolada desta maneira e decidir ir ao quarto do lado fazer o que quer que seja. 

Em baixo, o video ensina a melhor forma de o método resultar. Com um bebé chorāo real é certamente um pouco mais difícil. Nada que nāo se consiga. 




quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

O Quarto... E a amiga Ana


Aos poucos tudo se faz. Já várias vezes fiz aqui posts sobre a mudança de casa e como foi particularmente difícil tendo em conta a gravidez e o detalhe enorme de nāo ser possível fazer esforços grandes e carregar pesos. Também foi difícil por existir tanta coisa para fazer para preparar a chegada da Amália. O processo é longo, demorado e deve ser cuidado, principalmente aos olhos de uma māe que goste de agilidade, rapidez, eficácia, detalhe e qualidade, como eu... O processo está quase no fim. 

No entanto, ainda nāo é hoje que mostro o resultado final do quarto. Já podia mostrar pois está "alinhavado" mas faltam detalhes importantes como a colocaçāo do papel de parede, o dossel no berço, as almofadas do cadeirāo, os cortinados certos... E até a colocaçāo dos quadros na parede. Ou seja, está estruturado, organizado, enxoval lavado e arrumado em cómodas e roupeiros. Material pronto para tratar da Amália mas... Falta o aconchego estético, o pormenor, o detalhe. 
Aconchego estético que ontem foi tema de conversa com a minha melhor amiga. Escrevo hoje também para falar dela. A Ana, a minha amiga Ana, construiu a pulso o seu trabalho. A Ana de quem vou falar nas próximas linhas, é alguém de quem me orgulho muito. Alguém com quem tenho partilhado altos e baixos da vida pela nossa longa amizade que fortalece a cada dia, mas também alguém que tenho visto crescer brilhantemente pessoal e profissionalmente. Ontem a Ana perdeu horas do seu tempo para me ajudar com o quarto da Amália e com os detalhes acolhedores e fundamentais para o conforto da minha princesa. A Ana, é muito provavelmente alguém que quem está a ler este post conhece... Pois o seu trabalho chama de tal forma a atençāo pelo bom gosto que já nāo deve haver em Portugal quem nāo saiba quem é a Ana Cristina Antunes, decoradora e produtora do Querido Mudei A Casa. Escrevo porque ainda hoje o seu talento me surpreende nas mais pequenas coisas. É difícil encontrar-se pessoas como a Ana neste mundo. É difícil porque nela tudo é bom gosto e delicadeza. É difícil encontrar alguém como a Ana porque em Portugal tem sido tāo fácil ouvir, ler e ver o descontentamento geral de pessoas num país triste, revoltado, magoado e sem esperança. Mas ainda assim, a Ana consegue transformar o mundo. O dela e o nosso. Com sonho, dedicaçāo e beleza. Toca o coraçāo das pessoas que precisam mesmo de todas as vezes que lhes transforma a casa. Chora com elas porque se sente feliz por ter ajudado. E eu, com uma amiga como a Ana, só posso ser mais feliz.
 A Ana, a querida Ana, para além do bom gosto e do bom coraçāo, tem o dom de dar beleza a tudo aquilo em que toca. Se já for bonito de raíz, prometo-vos que ela tornará sempre mais e mais e mais bonito além da imaginaçāo possível. Se começar por transformar o feio... Cuidado, pois o coraçāo pode nāo aguentar tamanha diferença, tamanha beleza que daquelas māos surge. 

Ana, minha querida Ana, escrevo para te dizer o que já sabes... No entanto tenho de repetir quantas vezes forem necessárias: és uma mulher que eu admiro profundamente. O teu talento deixa-me sempre arrebatada de mais amor.   
A quem me lê, explico que é pela ajuda da Ana que hoje ainda nāo mostro o resultado do quarto da Amália. O que falta fazer com a ajuda da Ana é fundamental e transformará o quarto da Amália num quarto de princesa. Quando estiver pronto, totalmente pronto, vai ser possível provar com imagens aquilo que digo.

Obrigada, minha querida Ana, por tudo. Por seres como és. 
A Amália também agradece.       


quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

3 Minutos

Imagem de: www.infohoje.com.br

Um dia cheio, sempre a pensar em ti. Hoje até pensei que estavas a querer nascer. Sem sustos ou alarmes. Uma sensação apenas de 3 minutos. Sensação que vai ao encontro de descrições do que podem ser as chamadas contracções. A vantagem ou desvantagem da primeira gravidez é mesmo isto: nunca se sabe muito bem como é, o que se passa e como vai ser. As descrições de outras mães são sempre relatos que por mais detalhados nos deixam na dúvida. Os relatos mais comuns são as dores semelhantes àquelas que muitas de nós conhecemos relacionadas com a menstruação, outras mães falam de dores de costas, dores de rins, peso na zona inferior do útero, pontadas, barriga rija e o tão conhecido rompimento das águas também... Diversas coisas separadamente ou mesmo com direito a acumular sintomas. No meio de tantas dicas, nada disto é aplicável à confiança a todas nós. E por isso mesmo temos dúvidas... Mas existe um indicativo fundamental infalível: a repetição. Qualquer um destes sintomas pode, de facto, ser indicativo do início de trabalho de parto mas não num acto isolado. Ou seja, a certeza de que se entrou em trabalho de parto é a ida e vinda desses sintomas e com eles a diminuição do espaço de tempo entre o alívio e a dor.  Todos os casos são diferentes nas suas particularidades. Varia tudo. O tempo, o impacto da dor, a zona da dor, tudo... O que não varia é esta noção de repetição. Se a repetição da dor\sintoma existe é caso para respirar fundo, acalmar, relaxar ao máximo e então ligar ao médico. Deixar o pânico para depois e o celebrar para o dia seguinte. 

Acordei e por 3 minutos achei que te ia conhecer ainda hoje. 
Meu amor, temos de esperar porque o melhor é continuares onde estás mais umas semanas. 
Não tenhas pressa. Não tenhamos pressa. 
Tens a vida toda para estares aqui fora e tens o teu mundo inteiro à espera o que for preciso para que estejas e fiques bem. 
Ninguém te apressa. Ninguém tem pressa.   
Estou tranquilamente à espera para ser tua mãe. 



terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

... Mas Tu Fizeste De Mim Māe


Imagem e Video de: boba.com




"Senti-te.
Eras uma ervilha. Depois um limāo. E uma planta. 
Segui conselhos. 
Li doze livros. 
Desisti de beber café. 
Percebeste que estava com medo?
Falei para ti, cantei para ti. 
Nāo estava pronta...
Mas depois estavas aqui. 
Dez dedos. 
3 Kilos. 
Amor. Amor grande, amor gigante. 
Segurei-te ao colo. 
Dei-te de comer. 
Percebi que ia passar toda a minha vida a fazer coisas para seres feliz. 
E que isso me fazia a mim feliz. 

Depois... As vezes todas em que quis desistir. 
Fizeste-me repensar a minha sanidade mental. 
Fizeste-me querer cair aos pés da minha māe e dizer-lhe: eu entendo. 

E entāo, tu sorriste. 
Disseste o meu nome. 
Pegaste na minha māo com esses pequenos dedos. 
Estamos a crescer. 
Juntas. 
Estamos a ver o mundo como se fosse novo. 

Vou abrir o meu coraçāo e o amor vai chover em ti. 
E eu farei tudo de novo. 
E lá vamos nós caminhar.
De māos dadas... Até que tu deixes ir... 

Eu fiz-te... mas tu fizeste de mim Māe." 





segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

O Banho De Sonho


Numa das últimas aulas da Kuantos Meses o tema foi o banho. O banho pode ser para muitos pais o susto, o pânico. Nāo me aterroriza muito porque acredito que deve ser mesmo uma questāo de hábito. No entanto tinha de aprender que há muitos detalhes a ter em atençāo e nada melhor que aprender com quem sabe o que funciona para poupar aos pais, e ao bebé, o desespero durante a aprendizagem. Uma liçāo estupenda e encantadora. 
O que me faz escrever hoje este post é o facto de a enfermeira Célia ter partilhado comigo aquele que parece ser o melhor banho de sempre. Um verdadeiro momento de tranquilidade para estes bebés. Adorável este video, o método e acima de tudo a reacçāo de todos os  pequenitos que experimentam esta tranquilidade. O verdadeiro spa para os mais pequenos. 
Gostava mesmo de aprender a tranquilizar a minha filha desta maneira sublime. 
Um banho é uma coisa... Oferecer-lhe o céu é outra.  
Obrigada pela partilha Célia. Obrigada. 

Video De: La Muette

Diz-se Que Muda Para Sempre As Pessoas

Fala-se muito no antes e depois. Antes a vida como a conhecemos, depois a vida como nunca imaginámos. Para uns melhor, para outros um pesadelo, para alguns bastante diferente. Eu estou apenas a caminho, estou portanto entre o antes e o depois. As diferenças que sinto em mim, no entanto, já sāo imensas. Falo do antes e do depois neste post porque hoje me arrebatou ver esta imagem:

Imagem: Simon Cowell com o filho, Eric, recém-nascido

Este é o sr. frontalidade, o homem pedra, considerado sempre por todos o coraçāo duro, difícil de derreter. Sou fā de poucas pessoas mas de facto o Simon Cowell sempre me cativou pela frontalidade e a pela sua constante firmeza. Cruzei-me com ele diversas vezes em Londres por morar muito perto e de todas as vezes senti uma empatia grande. Nāo se chama fascínio, mas empatia. Sempre discreto e seguro. As pessoas podem naturalmente ser ou nāo ser aquilo que parecem. Nāo faço ideia qual o caso.   Sei apenas que um dia, com a minha bicicleta nova, ia atropelando o senhor e lá ouvi um "grunhido": 
"- Riding on the sidewalk!!!???... Ai ai..." 
Pois que ele tinha toda a razāo, é mais que proibido andar de bicicleta no passeio em Londres. 
Atirei um pedido de desculpas envergonhado e senti-me com 5 anos de idade a fazer um disparate. Lá tive de perder o medo e foi assim que me vi lançada à estrada em duas rodas. Nāo voltei mais ao passeio de bicicleta. Lá fui entre carros e autocarros. 

Episódios à parte... Escrevo porque este homem que dizem duro e de pedra aparece agora a segurar o seu filho recém-nascido ao colo como manteiga derretida. Repito, nada sabemos sobre as pessoas. Ficam apenas sensações da forma como entendemos o que vemos. Vale o que vale. Para mim, este homem nunca foi imagem de dureza, frieza ou distância. Sempre vi nele apenas a frontalidade do que pensava, a verdade da alma, o espelho daquilo que sente. Certo ou errado... A todos os que viram nele sempre tanta brutalidade e arrogância surpreendam-se com esta delícia de imagem de um pai acabado de o ser. Mais ainda, surpreendam-se com a partilha destas imagens publicamente por parte de um homem que antes nunca faria tal coisa. 
Se a paternidade muda ou nāo radicalmente uma pessoa eu nāo sei... Mas atrevam-se aqueles que achem que esta "pedra" nāo derreteu. 




sábado, 15 de fevereiro de 2014

O Acaso





Imagens De: Verbo Infantil

O acaso tem estado do meu lado. Ou ando de olhos bem abertos e muito atenta ou a probabilidade de "tropeçar" com tanta frequência na Anita (a própria dos livros) quer dizer algo muito forte. 

A verdade é que este blogue começou com a ideia simples de partilhar o dia-a-dia da minha gravidez por extrema felicidade e para marcar a viragem na minha vida. Nada original mas sem o pretender ser. Uma ideia simples de puro prazer. 
O nome do blogue demorou para me seduzir. Fiz uma lista imensa e basicamente nenhum nome me cativava. Até ao meu encontro com a infância e recordar os livros da Anita em conversa com uma amiga. Aí foi imediato... Anita Mamā... Porquê? Porque as ilustrações me marcaram as recordações. Lembrava-me com clareza da beleza e do bom gosto da colecçāo da Verbo Infantil mas acima de tudo do Anita Mamā. Assim ficou e começou esta aventura por eu própria ser Ana, Anita.

Hoje foi mais um momento especial quando, por acaso, (já depois de tanto ter procurado), passei no sitio certo na hora certa. Numa banca lá estava a colecçāo da Verbo Infantil quase toda. Senti-me uma criança. A ligaçāo que tenho hoje à Anita dos livros cresceu cada dia mais e mais. Comecei por procurar apenas o Anita Mamā, que curiosamente só encontrei hoje. No entanto, hoje sei que hei-de reunir a colecçāo toda. Mesmo que nāo planeie sei que assim será. Esta forma constante de acaso tem sido uma maneira de acreditar que, de facto, este meu amor maternal faz cada dia mais sentido expresso nas palavras que aqui escrevo. Pois recebo mensagens e emails que sāo tocantes e arrebatadores. Leio e respondo a todas, assim que posso. Troco experiências e todas de grandes amores. E tantas vezes me 'encontro' nestes acasos ultimamente... Devem ser para me lembrar, para me assegurar, mais e sempre mais um bocadinho de todas as vezes.

Hoje, ainda mais que em outros dias, acredito que o Anita Mamā tem uma razāo forte para existir. Razāo que nāo se esgota no meu grande amor pela minha filha que está para nascer, mas também nesta partilha que faz cada vez mais sentido... Mas nem que fosse apenas para mais uma ou outra pessoa. A verdade é que tem vindo a crescer. Nāo faço planos grandiosos, mas estou francamente feliz pela simplicidade e prazer que encontro junto de quem me lê. Partilho e partilharei de coraçāo aberto enquanto me receberem também assim: com a sensaçāo de que partilho aqui o que sinto, acredito e vivo... e até sinto como certo. E completo, muito completo o que sinto. Pois nāo fica apenas em mim... Para além de mim há mais Anitas no mundo. 
Se é acaso? Sim deve ser... Mas nada o é apenas por acaso.




sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

14 De Fevereiro

Os dias sāo todos diferentes mas muito iguais. Hoje, 14 de Fevereiro, pode ser ou nāo, um dia igual aos outros. Para mim, nāo é. Para nós nāo é. Deixou de ser igual. 
No entanto, quem nāo gosta do dia dos namorados é bem recebido, entendido e bem tratado neste texto. Compreendo que talvez dependa da fase da vida que se vive. Talvez nāo. Nāo gostar do dia 14 de Fevereiro nāo é original mas é legítimo. Muitas razões podem existir: o nāo ter encontrado ainda A pessoa, o achar a data pirosa, o nāo gostar de marcar um dia no calendário para pensar na vida a dois, o achar tudo enervante com corações encarnados e restaurantes cheios à luz das velas. E muito mais.  

Mas para mim há uma novidade: Gosto do dia de S. Valentim. Passei a gostar. Por ti, meu amor, por vocês meus amores. Lembro bilhetes no carro, frases inspiradoras nos espelhos de casa, videos com dedicatórias... Sim, por tudo isso passei a gostar. Porquê? Porque a vida mudou. Porque nāo precisas de datas marcadas na agenda para lembrares a vida a dois. Porque nāo precisas da luz das velas dos restaurantes pois acendes as tuas. Porque nāo precisas de corações encarnados colocados por outros. Porque és tu e só tu que decides sempre quando e em que circunstância te deves lembrar da nossa vida a dois. Hoje, por ti, por mim, por nós: é o verdadeiro dia de S. Valentim. Porque mais que o mundo, mereces que este dia seja teu. Porque mais que ninguém, mereces que este seja notado na agenda. Por todos os outros dias que nāo eram e fizeste com que passassem a ser. 
Obrigada meu amor. Por todos esses dias e os que ainda estāo para vir. 
O dia de S. Valentim claramente também nāo é todos os dias como às vezes se ouve dizer. Pode ser quando se quiser, sim, desde que nāo seja todos os dias.  Porque todos os dias passariam a ser iguais, sem diferenças ou surpresas. Porque seria demasiado. Demasiado para os dias, para ti, para nós. É e será todas as vezes que quisermos. 

Hoje é dia de S. Valentim. E porquê? 
Porque fizeste reflectir o arco-iris no meu cabelo quando eu nāo estava a ver. Porque fizeste brilhar corações de velas nos meus olhos quando estavam baços. Porque me dás a māo todas as vezes que ela nada agarra. Porque escreves o que te vai no coraçāo sem hora ou data marcada. Porque reviraste o teu mundo pelo nosso, tantas e tantas vezes sem a data marcada. 

Hoje sou eu que marco contigo, meu amor. A data está marcada. 
Hoje é dia de S. Valentim. 
Para a māe e para o pai, Amália, hoje é dia de S. Valentim. Fica a inovaçāo registada.

Sim, meu amor: Para mim e para ti. 
   


quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

O tempo. 34 Semanas e 4 Dias


O tempo. 34 semanas e 4 dias. Nāo pára. Qualquer dia tens 18 anos, namoras e já nāo só sabes o que queres ser quando fores mais velha, como terás inclusivamente a tua própria visāo do mundo.  Interessa pouco, por agora, apenas porque ainda falta tempo. 

O tempo. O tempo interessa. Porque passa. O que lá vai já foi. Interessa o que vem. Interessa o agora.
Ainda estás aqui. Pequena, envolta, segura. O mundo cá fora espera. O nosso mundo. Nós, acima de tudo nós. 
Penso no que ouço muitas vezes sobre os primeiros tempos do nascimento. O cansaço, a pressāo, a irritaçāo, o nāo dormir, o nāo poder trabalhar, o nāo ser um conto de fadas, o "agora é que vais ver como é"...
Podia concentrar-me nisso tudo mas nāo concentro. Nāo acredito ou deixo de acreditar. Nem tāo pouco me preocupa. 
Cansa? Pois claro que deve cansar. Fica-se em baixo? Pode ser, naturalmente como resultado do cansaço, das mudanças repentinas, do receio, do medo, de muita coisa junta... 
Nāo vou dormir - Dizem. Mas quem diz? Quem sabe? Ninguém. Ainda que fique anos a dormir muito menos... Nāo te preocupes, pois eu também nāo. Ao longo dos anos tenho dormido o suficiente, ou seja, tenho créditos guardados. Quanto a nāo poder trabalhar... Claro que hei-de poder. Assim que seja possível retomar, assim será. Quanto a nāo ser um conto de fadas? Nada o é completamente. Nem nunca esperei tal. 

E sim, é um facto, agora é que vou ver como é. E será incrível certamente. Aconteça o que acontecer. 

Também tenho ouvido muito: "O importante é terem ajuda, muita ajuda." 
Ajuda talvez. Muita ajuda, depende. Depende mais uma vez de cada situaçāo. Quando se precisa de ajuda, é simples, pede-se.  Umas vezes sim, precisa-se, outras vezes nāo certamente. Podem ser muitas ou poucas vezes. O importante é ser ajudado quando se precisa. Ser ajudado e nāo ser "complicado". Ajuda que complica é complicado. Ajuda precisa sim, é ser ajudado. 

Concordo muito com que os pais é que têm de desbravar o caminho, aprender e conhecer melhor que ninguém o seu filho. E esse é um trabalho difícil que deve ser feito com calma e a dois.
No fundo, no fundo, é nisto que acredito. Ter o espaço para aprender a nossa dinâmica. Para te  entendermos e assim sermos a tua família. Mantendo a calma. Avaliando e percebendo. Aos poucos, aprendendo. 

Somos todos diferentes. As experiências sāo todas únicas. O importante é saber gerir, gerir e gerir o melhor que se sabe. E evoluir. 
O resto...  De resto é aproveitar, viver, crescer. 
Crescer. Crescer. Crescer. 
E juntos... Pois brevemente seremos três.

Falta pouco. O tempo. O tempo. Já sāo 34 semanas e 4 dias.  




terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Etiquetas E Mais Etiquetas E Mais Etiquetas E Ainda Etiquetas...



Depois de ter tudo em ordem restava lavar todo o enxoval. Parecia tarefa fácil e rápida. Desenganem-se. Nāo é. 
Regra básica de higiene é lavar todo o enxoval do bebé antes de usar. Até aqui tudo bem. A questāo começa quando, para lavar, começo a cortar etiquetas de preço e me deparo com outra situaçāo: etiquetas e mais etiquetas, seja de lavagem, tamanho, marca ou avisos. Várias, diversas, muitas e "cravadas" na parte interior da roupa com materiais surreais que magoam. Será que nāo existe por parte das marcas a preocupaçāo de pensar no conforto dos bebés? É que ainda por cima quanto mais cara a marca mais "presas" "amarradas" e "inseparáveis" se encontram as ditas etiquetas. Fico perplexa com a situaçāo. Estive 4 horas a cortar e descoser etiquetas que magoavam ao toque as minhas māos, ou seja, uma pele exposta à vida ao longo de 35 anos. E nem sequer tinha interesse em ter de retirar informaçāo importante como o tamanho por exemplo. Fui absolutamente forçada por razões óbvias. As marcas mais atentas e que nāo me obrigaram a isto foi simplesmente a Natura Pura e a Ma Petite Princesse...  Porquê? Porque o fazem com materiais próprios, suaves ao toque e de forma inteligente. 
De resto foram 4 horas de tesoura na māo a desfazer pontos, algumas vezes de fio de nylon. 
Naturalmente, irritei-me indignei-me cansei-me e revoltei-me. Desculpem o conteúdo meio tonto deste post mas é inacreditável aos meus olhos que tal coisa aconteça. No meio de tudo, ainda me ri, pois em todas as peças existe uma etiqueta obrigatória, seja em que marca for, que diz: keep away from fire. 
Já faltou menos. Muito menos.  

Brincadeiras à parte... 
Que existam regras de segurança eu entendo... Mas passar atestados de estupidez às pessoas se calhar evitava-se. 
Gostava mesmo era de passar em cada uma das marcas e cravar-lhes na pele uma etiqueta com fio de pesca a dizer: cuidado com a pele dos bebés. E talvez com uns preguinhos pelo meio. 
Inacreditável. Se nāo fiquei vesga desta vez é porque já nāo ficarei. 

Amáia, meu amor, se as reacções da tua pele forem como as da minha, temos de ter todas estas precauções e mais ainda. E muito mais. 
Porém, seja para ti ou para qualquer outro recém-nascido esta preocupaçāo devia existir por parte de qualquer marca. 
Era o que esperava. Era o que esperava.      



domingo, 9 de fevereiro de 2014

Dia De Leituras


Em dia de temporal é hora de estar aconchegada em casa. Ou melhor, aconchegadas. E uma excelente oportunidade para estudar. Estes três livros foram indicados por algumas amigas e entendidas nesta matéria de ser māe. Comecei a ler e estou a adorar mas falta algum tempo para perceber se consigo aplicar estes métodos, se resultam e se me ajudam... Para além do instinto, conhecer opiniões de especialistas, ainda que contraditórias, nāo faz mal a ninguém e pode ajudar em muito. A estes três títulos falta juntar um bastante importante, opiniāo de uma grande amiga, sobre o sono  do bebé e o método Brazelton. Estava esgotado mas vou comprar, naturalmente. 
Boas leituras longe da chuva, da força do vento e da invasāo do mar. 

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

O Lado Real: Carrinhos De Bebé

Para as māes como eu que já visitaram todas as lojas e sites para encontrar a melhor soluçāo para a compra do carrinho de bebé, fica neste link a lista do pódio dos melhores. 
Pode e deve ajudar nas decisões, mas claro tendo sempre em conta as possibilidades de cada família.

Confesso que eu nāo encontrei a perfeiçāo entre estética, qualidade e preço. Fiquei inclusivamente com vontade de desenhar um carrinho clássico, elegante, prático e por um preço acessível. Parece tarefa impossível. Juro que parece. Quando se encontra o carrinho leve e prático de fácil arrumaçāo e simples manuseamento parece que 99,9% das vezes se esqueceram que os bebés nāo vāo para o espaço, nāo sāo astronautas, nem vivem em 2546. Há uns assim que até têm graça para quem gosta de minimalismo e futurismo. 

Acho graça, nesse contexto, ao Quinny Mood por exemplo. Nāo em todas as cores mas a estes na imagem em baixo. É mais do que prático, simples e leve. Nāo é caríssimo mas também nāo é barato, aviso. No entanto para o meu gosto pessoal é um pouco clean demais, "insensível", frio. A minha escolha estética normalmente é mais pelo look acolhedor, envolvente e romântico. E esta escolha nāo é de todo exemplo disso. Mas tem a vantagem de incluir adaptadores para o melhor ovo no mercado: o BeSafe.  

  

                              
Imagem de: Quinny

Nesta linha de carrinhos futuristas há vários. Há por exemplo este da Mima que se transforma todo e até já inclui a alcofa. No entanto é caro. Tem a vantagem da estabilidade das quatro rodas e de ser possível acrescentar outra cadeira no caso da chegada de um segundo filho. Mas continuamos na linha astronauta e futurista, bom, prático e engraçado para quem gosta do género:



Imagem de: Mima


Nas vertentes mais clássicas, românticas e acolhedoras existem os exemplos da Bébécar e da Inglesina. As opções destas marcas podem ser lindas de morrer. Exactamente saídas dos sonhos das princesas e dos contos de fada. No entanto apresentam limitações inquestionáveis do foro prático. As rodas dos modelos clássicos elegantes nāo rodam 360'. O que torna a conduçāo destes carrinhos apenas simples em espaços largos ou onde se anda em frente. Dentro de centros comerciais, lojas, zonas mais estreitas, em que se precisa fazer manobras simples de virar para a esquerda, direita ou voltar para trás... Torna-se um pesadelo e uma dificuldade. As rodas também nāo sāo todo-o-terreno e a trepidaçāo pode ser incomodativa para o bebé, para o caso de quem vive em locais como Lisboa onde a calçada, as ruas e os passeios podem ser muito irregulares para circular. Tem a vantagem de que nāo necessita da compra da alcofa, o que torna o preço mais barato. Nāo necessita porque as costas do próprio carrinho rebatem completamente. Por outro lado, estes carrinhos sāo precisamente mais bonitos com a alcofa. Perdem muito esteticamente quando se coloca o ovo, ou mesmo o carrinho em si para a idade mais avançada. No entanto ninguém retira o mérito estético deste modelo. 
Nas imagens percebe-se do que falo:


Imagens de: Bébécar


De todos os que ponderei, resta falar de uma marca de topo que é das melhores marcas de carrinhos. A Joolz. Apresentam uma opçāo que é provavelmente das que faz mais sentido para a vida real e prática. Falo do carrinho Joolz Earth Day, principalmente em azul escuro. É dos carrinhos mais fáceis de manobrar, montar, desmontar, dura até aos 4 anos de idade, a estabilidade das rodas é de muita qualidade por serem todo-o-terreno e por ser de quatro rodas. Esteticamente nāo bate a bebécar mas também nāo é futurista ou "frio". É um carro elegante que apresenta traços modernos, actuais mas mantém um lado clássico e distinto. O preço nāo é barato mas tem a vantagem de se poder evitar a compra da alcofa também porque o carrinho em si rebate as costas. Está preparado para a aplicaçāo do melhor ovo do mercado também como o Quinny: o ovo BeSafe que é considerado o mais seguro para o bebé. 


Imagem de: Joolz

Posto isto... O que eu gostava mesmo era de um carro que reunisse a estética do modelo clássico da Bébécar, a qualidade/estabilidade/segurança do Joolz e a leveza do Quinny. Depois de tanta procura e estudo afirmo com a maior das convicções: este carro de que falo ainda nāo existe. Devia, mas nāo existe. E lamento mesmo que assim seja. Quem sabe nāo vai passar a existir... 






  

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Ver-te De Verdade: Eco 4D (33 Semanas)

Foi uma experiência marcante. Vi-te agora efectivamente pela primeira vez. Nas outras ecografias normais a preocupaçāo dos médicos era naturalmente verificar medidas, dados, comparar crescimentos e proporções, analisar gráficos, curvas e fazer contas para garantir a saúde de um bebé e a sua evoluçāo no ventre. Tantas vezes as māes estāo deitadas numa posiçāo em que o braço do médico fica na frente e nem se vê em condições o que o médico está a ver. É natural pois nessas ecografias a prioridade é a saúde e a observaçāo minuciosa para alertar para eventuais problemas. Ou seja, para essas ecografias parte-se tantas vezes de coraçāo nas māos com receio de que algo nāo esteja bem dessa vez. E tanta coisa pode de facto acontecer.  

A verdade é que a determinada altura da formaçāo avançada de um bebé esses medos sāo menores, cada vez menores e os pais relaxam e podem disfrutar da tecnologia se assim entenderem. Como acabou de nos acontecer:
Recebemos um presente. Um presente que agradeço de coraçāo pelo encanto da experiência. 
Chama-se ecografia emocional 4D. E Lá fomos nós ao n' 56C da Av. de Berna em Lisboa. 

E o que é isto de uma ecografia emocional 4D? 

É ter o privilégio de ver o nosso bebé ainda dentro da barriga mas já com os seus traços o mais parecido possível com o que vai ser quando nascer. Há que ter noçāo de que uma ecografia 4D nāo é uma fotografia absolutamente fiel, naturalmente. Pois o ultrassom tem de captar imagens através da pele e do líquido amniótico. Tal como quando se fotografa através da água o resultado é alterado pela densidade, aqui acontece o mesmo. Por todas as razões e mais algumas: a espessura da pele, o movimento do bebé, a posiçāo da placenta, e outros factores vāo interferindo com a imagem límpida e perfeita ideal. Mas nada disto retira beleza ao momento que é para lá de maravilhoso. O que é possível hoje em dia com o avanço da tecnologia é ver como vos mostro aqui numa imagem da Amália. 



A sensaçāo é fabulosa. Brutal. Única. Vê-la sorrir, bocejar, abrir e fechar os olhos, os pés, os pontapés, os movimentos, as perninhas, tudo e com uma noçāo totalmente diferente de uma ecografia normal. Numa ecografia normal vê-se ossos e imagens cinzentas com uma definiçāo inferior e diferente. Na ecografia 4D vê-se tudo mais fiel à realidade. O líquido pode deformar por vezes a imagem, sim, mas a questāo aqui nāo é de todo uma questāo estética mas a experiência de um momento único em que os pais têm a oportunidade de ver, perceber e observar com tempo, atençāo, amor e maior qualidade o que se passa dentro de barriga. Em termos estéticos percebemos que sim, vá, a princesa Amália decidiu ir buscar os lábios à Angelina Jolie, parece... Apenas parece... Pois lá está... pode ser o líquido em quantidade que ali aumentou essa sensaçāo. Ou podíamos também achar que o nariz isto e aquilo ou os olhos isto e assado... Mas nāo. Isso nāo interessa nada. Ainda que seja uma boa aposta esse "roubo" de tāo bonitos lábios contornados e desenhados à māo. 
Porém o que vale mesmo a pena é ver o que andas aí dentro a fazer e olhar-te como és, com menos imaginaçāo, mais próximo de como realmente és e como reages aos estímulos cá de fora. E esses teus sorrisos que nos arrebatam o coraçāo. O sorriso, esse, nāo foste roubá-lo a lado nenhum senāo ao teu pai. Sempre a sorrir. Uma maravilha. 
Com mais ou menos líquido pelo meio, gostei tanto de te ver. Tanto de te conhecer mais um bocadinho.  E longe de considerações fúteis de beleza que aqui nāo têm lugar,  digo-te: a natureza é maravilhosa. Nós nāo fizemos nada, nāo sabemos nada, a única coisa que nos limitamos a fazer é seguir o que a māe natureza decide. 
E tem decidido tāo bem. É transcendente ver-te, sentir-te, perceber-te e ter-te aqui dentro. 
Melhor que isto só mesmo ter-te nos braços. 


terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Parabéns Facebook, Obrigada Facebook

O Facebook tem mudado a vida de muita gente. A verdade é que por mais criticas e opiniões diferentes não se pode ignorar o bem que o Facebook tem feito por boas causas, pequenos negócios e pessoas.

Tudo na vida tem um lado bom e um lado menos bom, claro, mas depende sempre do ponto de vista e da forma como cada um dirige a sua energia, a sua atenção. Ficar fechado e isolado num mundo de ilusão e distância não é bom e bem se sabe que há quem se esconda no Facebook dessa maneira. 

Acima de tudo é importante lembrar que o Facebook promove mais que tudo: a partilha, o desabafo, a opinião, a voz individual e em grupo, encurta distâncias e tempo, promove o sonho, a força, e até o apoio entre pessoas. E tudo isto é bom: Faz e traz o bem.  
Há que aproveitar o melhor de tudo aquilo que temos. Há que partilhar sempre que cada um de nós assim decidir que deve ser. Há que viver, chorar, rir, gargalhar, partilhar e também resguardar quando assim tiver de ser. Sem depender. Sempre sem depender e por puro prazer. 

Bons posts e boas partilhas para mais 10, 100 ou 1000 anos que se sigam. 
Infinitos. Enquanto tantos de nós acharmos que vale a pena.

Obrigada Facebook




segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Mães Coragem


No hospital pediátrico as histórias de vida entendem-se no tempo de uma viagem de elevador. Uma mãe chora em silêncio enquanto na cadeira de rodas transporta a filha. Filha que ali, naquele momento não a vê. Não a ouve. Na cadeira, a pequena olha para a frente vidrada nos olhos da sua enfermeira que lhe sorri. De pé e atenta, a enfermeira distrai a pequena das lágrimas escondidas da mãe. Na mão, para os mais atentos, a pasta diz: neurocirurgia. Entre os longos cabelos da pequenita vê-se um conjunto de pontos que contrastam com o brilho dos seus olhos mas que explicam a água da mãe. 
Saímos do elevador. Todos. No corredor aquela mãe cruza-se com outra. Encontra ali inesperadamente o alento de um ombro de uma outra mãe. Já amigas entende-se. De quem passa ali os dias, a vida. Não aguenta nem mais um segundo de silêncio e chora menos baixo naqueles braços. A tempo, a enfermeira leva a cadeira para que a pequena não a ouça, não a veja, não sinta. Achei que tinha sido a tempo. Mas não foi. Sentiu. Na cadeira, voltou-se, olhou para trás. Não podia. Mas olhou. Surpreendida chamou de longe: -Mãe!? A enfermeira sem parar e sempre com um sorriso disse que a mãe já ia, que tinha encontrado uma amiga. Ao longe o abraço entre lágrimas ficou. 
Daquele lado a cadeira virou a esquina. Do outro o abraço durou.
Nós. Eu e o Pedro chegámos onde íamos. O quarto da Ana, que de sorriso me disse logo: também és Ana, somos as maiores. Pensei: eu não, tu sim, és a maior. A maior das forças. Ali à minha frente, a força em pessoa. Uma história complexa, dura e que já foi de falta de esperança, e que contra tudo e todos virou uma história única de superação. Escrevo porque ali não se vivem histórias simples. Porque ali não são apenas doentes. São crianças. São pais, mães, irmãos e familiares que se suspendem no tempo. Que se esquecem que dia é hoje e que horas são. Pessoas que se agarram ao que têm com o pouco ou nada que conhecem da medicina. 
Gostava de ter dito àquela mãe, das lágrimas no corredor, que o seu legítimo desespero que hoje sente, amanhã poderá ser esperança. Que naquele quarto mesmo ali ao lado a esperança quase partiu sem regresso. Mas voltou em força e contra o esperado por tudo e todos, até pela medicina. Não vale antecipar, não vale deixar o medo ganhar, não vale baixar a guarda. 

Serve este post para dizer também que ao contrário destas mães coragem que vi hoje, existem outras. Infelizmente existem aquelas, que apesar de serem mães, escrevem artigos no jornal de bradar aos céus e, quero eu acreditar, que é porque a vida lhes corre de feição e nem pensam. Não pensam e dizem e escrevem disparates a reclamar sobre a falta de paciência para crianças, as suas e as dos outros. Existem claro, outras ainda. A todas essas mães tontas que não pensam ou não sentem, desejo que essa ignorância se mantenha. Pois força para situações como as que vi hoje não teriam certamente. Desejo também todo o bem aos filhos dessas 'filhas da mãe' a todo o custo. Para que eles, seus filhos, não percebam nunca que precisavam mesmo, ainda por cima, era de ter outra mãe. 

Às mães coragem de hoje... desejo o melhor que se pode desejar: que a vida vos seja justa e vos mantenha vivo esse vosso grande amor e com ele todas as alegrias, todas as curas, todos os sorrisos. 


sábado, 1 de fevereiro de 2014

Barriga Com Vida


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É maravilhosa a sensaçāo de barriga viva. Nāo se controla. É mais que bonito, mais que perfeito. Incrível. 
Há muito que tenho a sensaçāo que os movimentos sāo tāo fortes que se vêem ao longe. Na altura nāo era verdade, era forte para mim mas imperceptível para os outros. Agora basta olhar. Basta ver. Observar.
Sei bem ao que todas as māes se referem quando dizem: "Vais ter saudades dos pontapés". É isto. É esta vida que se gera de uma forma fascinante dentro de nós. Em forma disforme de pele que estica para a esquerda e para a direita. Que se transforma e movimenta por socos e pontapés de amor. Sem ordens ou comandos. Por si só. Espontaneamente com uma força que nāo se explica. 
O que se passa todos sabemos. Como se passa também. O processo, tudo. Mas ainda assim é inexplicável isto de se gerar um ser dentro de nós. 

É maior que tudo na vida. Maior que a razāo e que o coraçāo.